O ruim de você estar no meio é que você entende os dois lados (porque tem informações) , mas não pode fazer nada por ninguém a não ser ter que aguentar
Talvez o que mais doa não seja o silêncio.
É descobrir o que alguém escolhe fazer com ele.
Porque quando os problemas se tornam mais importantes que a presença, alguma coisa já começou a partir, mesmo que ninguém tenha ido embora.
Quando começamos a prestar atenção nas atitudes das pessoas, paramos de criar expectativas. É ali, nas entrelinhas de comportamentos, falas e olhares, que se revela a verdadeira essência de cada um. Observe. Não falha nunca. Repare em quem muda o tom assim que uma pessoa importante chega, em quem conta um segredo alheio para ganhar sua confiança, em quem só cumpre a palavra quando existe alguma consequência e em quem trata muito bem você enquanto humilha alguém que não pode oferecer nada em troca. Não espere que o comportamento precise chegar até você para começar a levá-lo a sério. Muita gente que um dia nos decepciona já havia feito exatamente a mesma coisa na nossa frente. A única diferença é que, naquela época, outra pessoa estava no nosso lugar.
Eu perdoo até o imperdoável se você me contar, mas se você não faz questão de me contar a verdade e me deixa descobrir por conta própria, pode ter certeza que destruo qualquer e toda consideração que eu tiver por você.
Comecei a perceber que deixar a casa arrumada antes de sair é uma pequena forma de respeito pelo meu próprio futuro. Voltar cansado e encontrar tudo no lugar produz uma paz que você só entende depois que começa a fazer isso.