If you're a millennial it's time to pick your midlife crisis:
1. Quitting alcohol
2. Running 10 miles before work
3. Divorce
4. Panic baby at 35 with wife you hate
5. Pickleball
6. ADHD diagnosis
7. Dressing like you did in 2004
8. Blacking out every weekend like you’re 21
9. Weekly hinge dates
10. Ice baths and saunas
11. Board games and craft beer in the suburbs
12. Getting into tattoos
13. Quitting your job to explore your “passions”
14. Plants and the environment
15. Traveling
“Flávio irmãozão, com 135 milhões dá pra fazer Titanic 2 e ainda sobra dinheiro para abrir duas lojas da Kopenhagen no Texas.”
Fábio Porchat
@FabioPorchat
O GALO que você aprendeu a amar não existe mais.
E isso dói de um jeito que nem derrota em final de campeonato consegue explicar.
Porque o GALO não era só um clube.
Era quase uma religião torta, meio pagã, meio operária.
Uma fé que nascia no concreto quente das arquibancadas, na cerveja morna no copo de plástico, no radinho de pilha do seu avô chiando no interior.
O GALO era sofrimento compartilhado.
Era dignidade na dificuldade.
Era orgulho de ser o time que quase nunca tinha tudo, mas nunca teve medo de ninguém.
Era do atleticano que herdava o clube do pai como quem herda uma cicatriz.
Nós crescemos torcendo por coisas simples e imensas.
Torcendo pelo punho cerrado de Reinaldo, que levantava mais que um braço: levantava uma ideia de mundo.
Torcendo pela cabeçada impossível de Dadá Maravilha, que parecia desafiar até a gravidade.
Torcendo pela perna esquerda milagrosa de Victor, que um dia virou muralha e fez o impossível caber dentro de um gol.
A nossa torcida sempre foi por isso.
Mas agora parece diferente.
Agora dizem que o futuro depende de aporte.
De investidor.
De reunião de conselho.
De planilha.
O GALO que era de quem sofria junto foi ficando distante de quem sempre carregou ele no peito.
Arquibancada virou ativo.
Torcedor virou cliente.
Paixão virou ~projeto~.
E nós, que sempre torcemos por punho cerrado, por cabeçada improvável e por defesa milagrosa, agora temos que torcer para bilionário fazer aporte.
Talvez não exista nada mais frustrante do que isso.
Porque o GALO sempre foi uma coisa meio desorganizada, meio caótica, meio improvável.
Mas era nosso.
Era humano.
Agora parece uma empresa tentando simular paixão.
E paixão não se simula.
O GALO não nasceu em conselho administrativo.
Talvez o futebol moderno tenha decidido que clubes precisam virar empresa.
Mas alguém esqueceu de avisar que alguns clubes eram mais do que isso.
O GALO era um deles.
E é impossível não se perguntar:
Até quando vamos resistir a isso?
Porque atleticano aguenta muita coisa.
Aguenta jejum.
Aguenta derrota.
Aguenta injustiça.
O que talvez ninguém esteja preparado para aguentar…
é perder o próprio GALO.
Porque perder jogo, campeonato, a gente aprende desde criança.
Mas perder o próprio clube… isso ninguém ensina.
Grande Giannetti. Para mim está dizendo óbvio, mas o óbvio precisa ser repetido várias vezes, quanto mais hoje, quanto mais dessa maneira excelente, cristalina, lúcida.
Vamos parar de perder tempo e nos dedicarmos a construir uma alternativa para o Brasil que não passe nem por Bolsonaro e nem por Lula. Um está fora do jogo. O outro pode ser vencido nas urnas.
O Banco Central abriu uma consulta pública para restringir não apenas o uso do termo “banco”, mas também a própria operação de fintechs que atuam como instituições de pagamento.
Empresas como Nubank (com valor de mercado superior a R$ 333 bilhões), Banco Inter, PicPay, Neon, Mercado Pago e tantas outras, que criaram modelos financeiros alternativos ao sistema bancário tradicional, agora terão dois caminhos: obter uma licença bancária — controlada e autorizada pelo próprio BC — ou operar subordinadas a um banco já existente.
O discurso de transparência encobre o verdadeiro movimento: em vez de reforçar os instrumentos de fiscalização para coibir movimentações ilícitas, opta-se por restringir estruturalmente o mercado. Sob o pretexto de proteger o consumidor da "confusão" entre bancos e instituições de pagamento, limita-se a concorrência, eleva-se o custo de entrada e fortalece-se ainda mais a concentração do sistema financeiro.
Não é novidade que a imprensa, que mantém relações íntimas com o mercado financeiro — e em muitos casos abriga controladores de bancos entre seus acionistas — silencie sobre o impacto estrutural da medida. A grande mídia não prioriza a liberdade econômica, a concorrência real ou a independência frente aos monopólios; pelo contrário, atua sistematicamente de forma parcial, defendendo o modelo de concentração sob o rótulo de ser "pró-mercado". A restrição às fintechs não é apenas tolerada: é normalizada como se fosse um ajuste técnico, sem qualquer debate público sobre suas reais consequências.