A condenação da jornalista Roseane Oliveira e do jornal Zero Hora por publicar a remuneração de uma desembargadora é uma inaceitável tentativa de intimidação da imprensa.
O cidadão tem o direito de saber quanto recebem os servidores públicos, e a mídia, amparada pela Constituição e pela Lei de Transparência, cumpre o seu papel de informar.
Se a desembargadora vê a publicação de seu salário — um dado público — como um ataque à honra, não deveria ser funcionária pública.
Assistindo "COP30 e as estratégias do Brasil para as mudanças climáticas", uma aula da ministra do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Marina Silva https://t.co/xKDY3yRdtK via @Eventials
Os quatro governadores deixam claro que, entre a fidelidade a Bolsonaro ou o cumprimento das leis do País que querem presidir, ficam com a primeira opção.
O Brasil precisa de uma oposição que tenha capacidade de liderar e respeite o Estado Democrático de Direito - não uma que bajule "salvadores da pátria".
Proibição total de anúncios de jogos de azar 🇦🇺🚫
País tem o mais alto número de apostas per capita do mundo e a crescente preocupação com os impactos desse mercado na população local levou o Parlamento a iniciar um inquérito bipartidário: https://t.co/aXhbcdUk3W
Cinco anos após o suposto primeiro "Dia do Fogo", as duas investigações em nível federal sobre o assunto foram arquivadas no 1º semestre deste ano, revela apuração da BBC News Brasil
Ninguém foi indiciado, denunciado ou julgado pelo episódio: https://t.co/hHyHT85FSi
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Trecho final da entrevista de Volodymyr Zelensky a Luciano Huck
O Globo (27/08/2024)
HUCK - Que mensagem o senhor mandaria para Lula e para o meu país?
ZELENSKY - Tive uma reunião com o presidente Lula e vi que ele me entendeu. Porque tivemos um diálogo muito bom, realmente bom. Estou agradecido por isso, mas ele vive as narrativas da União Soviética. É uma pena. Ele pensa na Rússia como se hoje ainda existisse a União Soviética. A China é um país democrático? Não. E o que dizer sobre o Irã? É um país democrático? Não. E o que dizer da Coreia do Norte? Eles não são países democráticos. Então, o que o Brasil, um grande país democrático, faz nessa companhia? Eu não consigo entender esse círculo de países. É normal quando você tem relações econômicas, mas estamos falando sobre uma guerra, não é sobre relações econômicas. É sobre geopolítica, é sobre valores, é sobre pessoas. É sobre democracia, propósito e liberdade. O que um país democrático e livre como o Brasil está fazendo junto com países que não respeitam estes valores? Quem vai ganhar essa queda de braço? O Brasil vai engolir esses quatro aliados ou esses quatro aliados vão engolir o Brasil?
A luta contra a corrupção incomoda poderosos no mundo todo. Frequentemente, eles contra-atacam.
Todo apoio a @veloshum, que lidera nossos corajosos colegas da @Transparency_ru.
No Brasil, na Rússia e em outras partes do mundo, nossa resposta é a mesma: não nos intimidarão. 👇
Foi aqui que pediram uma série especial sobre ipês? 😍
As cores vibrantes dessas árvores transformam a Mata Atlântica em um verdadeiro espetáculo da natureza. Cada espécie tem sua própria época para brilhar, enchendo nossos olhos de alegria ano após ano.
Confira as artes e continue acompanhando nosso perfil para não perder os próximos conteúdos que preparamos para vocês!
#SOSMataAtlântica #MataAtlântica #Ipê #TemporadaDosIpês
Criminosos foram responsáveis por acender a churrasqueira em SP, mas é necessário lembrar que não foram eles que juntaram o "carvão". O fogo só ganhou proporções bíblicas porque o Estado vive forte estiagem que tem relação direta as mudanças climáticas. Prender quem tacou fogo é importante, mas mudar o contexto que anabolizou os incêndios é ainda mais👇
Ou o Brasil controla as Bets ou as Bets acabam com o Brasil! A jogatina online, entre nós conhecida pela alcunha - colonizada e pedante - de “BETS”, está tomando feições de epidemia e exige reação imediata da sociedade. A mistura é para lá de explosiva entre a vocação humana para o risco, nossa paixão popular pelo futebol, e a mais abusiva publicidade de que se tem notícia, em qualquer tempo!
Em sua famosa obra O Jogador – tudo indica autobiográfica – o extraordinário escritor russo Dostoievski descreve, como ninguém, a psicologia das pessoas vítimas do vício do jogo. É tão forte e chocante sua escrita que inspirou ao próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud, um artigo, em 1928, intitulado “Dostoiévski e o parricídio”, em que estabelece uma espécie de perfil diagnóstico sobre o jogo patológico. É uma doença trágica tão grave quanto a dependência química ao álcool e a outras drogas.
Trata-se de mais uma contribuição de Lula e do PT à degradação de nossos costumes. Ao autorizar as tais BETS, através da lei 14.790 de 2023, de forma totalmente frouxa, uma espécie de caixa de pandora foi aberta. Nos 12 meses encerrados em junho último, os brasileiros gastaram nada menos do que R$ 68,2 BILHÕES.
Vou repetir, nosso povo, que recebe um dos piores salários mínimos do mundo, e onde a precariedade da própria alimentação atinge dezenas de milhões de pessoas, entregou aos exploradores desta fraqueza humana, R$ 68,2 BILHÕES DE REAIS! Gente, isto é mais de 4% de toda a massa de salários do País! Os dados são de pesquisa feita por economistas do Banco Itaú.
É completamente cínico o dado de que as BETS pagaram algo ao redor de R$ 44 BILHÕES em prêmios, restando um prejuízo para a economia popular de R$ 23,9 BILHÕES. Alguns poucos felizardos embolsaram a perda de maiorias manipuladas, para que meia dúzia de espertalhões, daqui e do estrangeiro, enriqueçam velozmente às custas desta debilidade psicológica e, pior, de sua versão doentia.
Suicídios, rupturas familiares, corte em despesas essenciais, são episódios que se incrementam na esteira desta irresponsabilidade de nossos governantes. Isto é só o começo e, se não tomarmos providências enérgicas, esta montanha de dinheiro fácil vai acabar de corromper completamente nossas instituições e autoridades. Pois já é, instantaneamente, porta escancarada para a lavagem de dinheiro do crime organizado.
Um detalhe importante: o volume de dinheiro que as tais BETS já estão derramando nos cofres da grande mídia não tem rival em nenhum outro setor. Não por acaso, editoriais já estão taxando de “pseudomoralista” quem, como eu, condena com clareza e sem arrodeios, esta perversão. Uma vergonha, volto a dizer, legalizada pelos nossos governantes, Lula à frente.
O campeonato brasileiro da série A, nossa principal competição de futebol, já é “naming rights” de uma dessas arapucas. A capa online de diversas publicações da grande mídia já estampa, sorridentes, famosos brasileiros do esporte e das artes com seu sorriso “photoshopado” chamando nosso povo ao desastre. Não tem um intervalo de nossa TV comercial que não seja entupido desta excrescência… E o governo, nada.
Por que a propaganda de cigarros é proibida e a jogatina não? Ou era “tabu moralista” a proibição, antiga e correta, de se fazer propaganda de produtos nocivos à saúde das pessoas? Por acaso, estariam agindo de forma incorreta o governo e o Legislativo se proibissem esta orgia publicitária, daninha e criminosa? Seria por acaso abuso de autoridade enfrentar e interromper este abuso psicológico exercido sobre as massas?
Para encerrar vale uma comparação trágica. Neste país de Lula e do PT, quem comprar um vestido de pano simples para uma filha da classe trabalhadora vai pagar a maior alíquota de imposto sobre consumo do mundo, 28,9%… Enquanto isso, as bets, que estão intoxicando a alma nacional, pagariam, na reforma tributária de Lula e do PT, irrisórios 12%. Como se explica isto? VERGONHA!
— Leia mais em: https://t.co/IwpMf7G3dO
A justiça francesa prendeu o CEO de Telegram assim que ele pousou na França hoje. Ele já havia sido notificado de que vários abusos estavam acontecendo no aplicativo, como tráfico de drogas e exposição de crianças. A Justiça entendeu que ele não tomou medidas e foi pouco colaborativo quando solicitado. Não dá pra chamar a França, nem sua Justiça de ditadura. Cumplicidade é cumplicidade. Eles tem lá o seu Xandon! Rsrs
É uma CRISE CLIMÁTICA NACIONAL.
Alguma dúvida agora?
Essa fumaça, eu estou falando a 15 dias que vai chegar em Brasília, até mostrei os caminhos que o vento faria e levaria para a CAPITAL.
Mas ciência não é o forte de políticos.
Tá aí o resultado de NEGAR a ciência.
Realmente "Onde se escondem os hábeis administradores? O que houve para que fôssemos invadidos por um exército uniforme de gente tosca, com baixa visão estratégica e moralidade duvidosa?" Não concordo com tudo que o @leandrokarnal diz aqui👇, mas ele colocou o dedo na ferida.
Todo santo dia um político acha uma forma diferente de meter a mão no nosso bolso.
E vão torrar nosso dinheiro com corrupção, incompetência e com coisas que não pedimos nem queremos.
É um escândalo que Javier Milei permita que condenados pela Justiça brasileira por participarem do ataque às sedes dos Três Poderes em 8/1/2023 usem a Argentina como plataforma para conclamar por manifestações que defendem os atos golpistas. Reportagem do UOL mostra que brasileiros que fugiram para o país vizinho a fim de evitar punições por seus crimes gravaram vídeos chamando protestos no Brasil 👇
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Os juízes de Caracas
Demétrio Magnoli, Folha de São Paulo (24/08/2024)
Maduro decidiu governar por meio da máxima repressão e humilhou a diplomacia brasileira
Há uma certa graça – uma graça bufa e trágica – no que acontece na Venezuela. O Tribunal Superior "certificou" os resultados eleitorais proclamados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), proibiu a divulgação das atas e acusou o candidato oposicionista Edmundo González Urrutia de desobediência judicial, pelo "crime" de divulgá-las. Em suma, o ditador Nicolás Maduro, proprietário dos juízes de Caracas, decidiu governar por meio da máxima repressão e, de quebra, humilhou Lula e a "ativa e altiva" diplomacia brasileira.
São muitas graças. Segundo a lei venezuelana, só o CNE tem a prerrogativa de fornecer resultados eleitorais – mas os juízes de Caracas sequestraram para si mesmos tal atribuição. A lei venezuelana declara públicas as atas eleitorais – mas os juízes supremos as decretaram secretas. Mais: ao "certificar" os resultados do CNE, o tribunal está implicitamente dizendo que as atas divulgadas por González seriam papéis sem valor – mas, mesmo assim, acusou-o de publicar documentos eleitorais "secretos".
Lula inspirou Maduro a recorrer ao seu plantel de juízes de estimação. Logo depois da eleição, o presidente brasileiro explicou que "nada de anormal" ocorria na Venezuela e sugeriu às partes a intervenção do tribunal superior. De lá para cá, o regime chavista teve tempo para falsificar as atas de modo a confirmar as mentiras anunciadas pelo CNE. Era, contudo, missão impossível: não é viável fraudar uma derrota devastadora, cerca de 66% contra 30%, ainda mais diante da exposição das atas verdadeiras ao escrutínio mundial.
Ditaduras só desabam quando, além do repúdio popular, experimentam fraturas internas. Inexistem sinais de cisões nos altos escalões do regime de Maduro, mas sobram evidência de extensas fissuras na sua base social. A oposição obteve 80% das atas eleitorais das mãos de militares de baixa patente, policiais e militantes chavistas espalhados por centros de votação de todo o país que desobedeceram ordens de cima destinadas a ocultar tais documentos. A madrugada da eleição foi palco de uma insurreição silenciosa no interior do aparato da ditadura.
As atas publicadas pela oposição foram analisadas por inúmeros especialistas, inclusive do Carter Center, a única ONG independente autorizada a acompanhar as eleições, que constataram sua confiabilidade. Diante disso, a maioria dos países latino-americanos denunciou a fraude ou reconheceram o triunfo oposicionista. A pressão diplomática tinha o potencial de expandir para a cúpula chavista as fissuras que se espalham na base do regime – mas Lula, Amorim e o Itamaraty saíram celeremente na defesa de Maduro. Sob o álibi de manter pontes de negociação, o Brasil articulou com a Colômbia e o México um bloco negacionista que se recusou a condenar a fraude eleitoral.
Lula não pode, simplesmente, repetir a nota ignóbil da direção nacional do PT, que opera como caixa de ressonância do regime cubano. A pantomima oficial brasileira só funcionaria com algum tipo de "negociação" – e, numa tentativa desesperada de obtê-la, surgiu a ideia luminosa de uma nova eleição (um "segundo turno", na curiosa expressão cunhada pelos gênios do Itamaraty).
Sempre há uma primeira vez. Em nome da aliança com Putin, a diplomacia lulista rompeu um paradigma ao admitir a violação da soberania territorial da nação ucraniana e, em nome da aliança com Maduro, rompeu um outro, igualmente sagrado, pela ousada proposta de cancelamento da soberania eleitoral da nação venezuelana.
Maduro espremeu o limão e jogou fora o bagaço. No intervalo de trégua diplomática proporcionada pelo Itamaraty, costurou um consenso de sobrevivência na cúpula do seu regime. Os juízes de Caracas anunciaram o fim do jogo eleitoral. Lá, é hora de uma "nova revolução", ou seja, da repressão pura e dura. Aqui, a diplomacia "ativa e altiva" está de cócoras.