Moraes abriu uma porta perigosa contra a liberdade de imprensa.
Quando a Polícia Federal vai atrás da suposta fonte de um jornalista, o recado é claro: quem denuncia os poderosos pode virar alvo.
Hoje foi uma fonte ligada a uma denúncia contra Flávio Dino. Amanhã pode ser a fonte da Malu Gaspar, Lauro Jardim ou qualquer jornalista que revele algo incômodo sobre ministros do STF ou dos intocáveis de Brasília.
Por isso a imprensa precisa acordar. Sem proteção constitucional do sigilo da fonte, não existe liberdade de imprensa.
📲 Compartilhe este vídeo para que mais pessoas vejam a verdade!
Nós avisamos que esse dia chegaria. A perseguição não ficaria restrita a parlamentares e apoiadores da direita. Agora, já alcança a imprensa e ameaça até o sigilo de suas fontes.
Quando os abusos são tolerados contra alguns, é apenas uma questão de tempo até atingirem outros. O silêncio de ontem cobra seu preço hoje.
Luís Pablo, jornalista que teve sua fonte revelada após Moraes autorizar busca e apreensão, diz que fez matéria com provas reais de uso irregular de veículos oficiais por familiares de Flávio Dino e afirma que ele está sendo investigado por isso: “O fato que denunciei não foi investigado! Quem passou a ser investigado foi eu.”
De acordo com testemunhas, Moraes frequentava a casa de Vorcaro.
Num desses encontros, Vorcaro convidou também o presidente do BRB. Isso é uma verdadeira orgia institucional.
Neste ano de 2026, oficiei o Tribunal de Contas da União a fim de que o órgão apure os casos de:
- Manutenção de dirigente da PRF com filiação partidária e declarações de pretensão eleitoral. Esse fato específico acende alerta de desvio de finalidade, quebra da impessoalidade e risco real de politização de um órgão com poder de polícia.
- Crescimento expressivo e atípico dos gastos do Governo Federal com publicidade digital em 2025, especialmente por ocorrer em ano eleitoral. Esse aumento levanta suspeitas sobre economicidade, impessoalidade e possível uso da publicidade oficial como instrumento indireto de influência política.
- Contratos e repasses federais à OEI, após surgirem dados indicando valores recorrentes e volumosos, que somariam cerca de R$ 875 milhões desde 2014. O fato específico envolve contratações recentes sensíveis, pagamentos classificados como “contribuição voluntária” e atuação em temas estratégicos.
- Alerta de alto risco de corrupção e baixa transparência na execução do Novo PAC. Com previsão de cerca de R$ 1,3 trilhão até 2026 e mais de 23 mil obras, pedi análise da governança, execução orçamentária, prevenção a fraudes e impactos socioambientais, além da disponibilização de dados para controle social do programa.
- E suposta interrupção da atualização dos gastos com cartões corporativos no Portal da Transparência desde outubro de 2025. Omissão impede fiscalização em tempo real, compromete a transparência e pode encobrir despesas sensíveis, inclusive da Presidência. Pedi investigações das causas, responsabilidades e análise das despesas do período sem divulgação.
Mais uma despesa tentando ficar fora do arcabouço fiscal?
Agora a PGR quer tirar as receitas do Ministério Público do limite, alegando autonomia e “simetria” com o Judiciário, depois que o STF já abriu esse precedente. Autonomia não pode virar blindagem orçamentária nem desculpa para escapar do controle do gasto público.
O desfecho, como sabemos já é previsível e na prática esse arcabouço de Lula é tão ineficiente que desde a sua criação deixou de ser limite e virou um piso de gastos marcado por exceções.