☀️ Morning Call
CPI nos EUA domina o dia e conduz o mercado
Trump continua ditando o humor dos negócios na guerra, protagonizando a volatilidade que se tornou rotina para os investidores há mais de 100 dias.
Ontem, derrubou o petróleo, ao prever um acordo em "dois ou três dias", e à noite puxou o petróleo, ao retaliar o Irã como havia prometido. Mas hoje a atenção do mercado é totalmente deslocada para a inflação americana.
Depois de um payroll que eliminou as dúvidas sobre a força da economia dos Estados Unidos, o CPI de maio poderá definir até onde vai a reprecificação dos juros e quanto desse ajuste ainda precisa aparecer nos ativos.
O dado, que sai às 9h30, terá repercussão imediata no mercado brasileiro e nas expectativas para o Copom.
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Reprecificação dos juros chega à Selic
O payroll desencadeou uma reprecificação global dos juros que continua se espalhando pelos mercados.
Ao mesmo tempo, a tentativa de descompressão no Oriente Médio não foi suficiente para dissipar os temores com petróleo, inflação e crescimento, mantendo elevada a cautela dos investidores.
No Brasil, a combinação de atividade resiliente, guerra prolongada e juros altos por mais tempo levou a uma nova rodada de revisões para inflação e Selic, enquanto a curva passou a embutir não apenas o fim dos cortes, mas também a possibilidade de novas altas.
A agenda é esvaziada, aqui e lá fora, e tem como destaque o leilão do Tesouro, após a forte abertura das taxas nesta segunda-feira.
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Depois do payroll, inflação entra no centro do jogo
O payroll eliminou as dúvidas sobre a força da economia americana e, agora, a atenção se volta para a inflação, em uma semana decisiva para calibrar as apostas de juros, enquanto a guerra se mantém como risco.
O fim de semana trouxe mais sinais de escalada no Oriente Médio, após Israel atacar Beirute e o Irã reagir.
Trump passou a pressionar publicamente Netanyahu para evitar uma nova investida, expondo divergências entre Washington e Tel Aviv e ampliando as incertezas do cenário geopolitico.
No mercado, o petróleo abriu a segunda-feira em alta, enquanto investidores esperam pelo CPI nos Estados Unidos e pelo IPCA no Brasil, que podem definir os próximos passos do Fed e do Copom.
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0 mercado chega à sexta-feira dividido entre duas narrativas. De um lado, a queda do petróleo e a recuperação do apetite por risco refletem a aposta de que Donald Trump fará o possível para evitar uma nova escalada no Oriente Médio, reduzindo o risco de um choque mais duradouro sobre inflação e juros globais.
De outro, os fatos no terreno continuam sugerindo que um acordo permanece distante, com Irã e Hezbollah rejeitando condições centrais defendidas por Washington.
Nesse ambiente de alívio cauteloso, as atenções se voltam agora para o payroll de maio, principal evento da agenda global, em busca de sinais sobre a força da economia americana e os próximos passos do Fed.
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Apesar da proposta do governo americano de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros ter dominado o noticiário, a reação dos ativos foi contida, ja que a medida ainda não é definitiva e há espaço para negociação.
O maior impacto acabou sendo político, após Lula transformar o episódio em confronto direto com a família Bolsonaro e explorar o fato eleitoralmente. Lá fora, o petróleo voltou a subir após novos ataques atribuídos ao Irã e diante do crescente desalinhamento entre Trump e Netanyahu.
Na agenda, mais emprego nos Estados Unidos, e, no Brasil, produção industrial, balança comercial e Galípolo, em meio ao aumento das apostas de pausa no ciclo de cortes da Selic.
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Selic entra em modo hawk com guerra sem fim
O mercado inicia a terça-feira tentando calibrar até onde Trump consegue impedir uma escalada mais grave no Oriente Médio.
Após um dia de forte tensão, o presidente americano tentou reconstruir a percepção de controle ao afirmar que conversou com Netanyahu e com o Hezbollah para evitar uma ofensiva imediata em Beirute.
O petróleo perdeu força, mas seguiu perto de US$ 95, enquanto investidores passaram a desmontar apostas de cortes mais profundos de juros no Brasil. Em Wall Street, as bolsas continuam sustentadas pela euforia com inteligência artificial.
Hoje, o foco recai sobre o Jolts nos Estados Unidos e a inflação da zona do euro. Aqui, a agenda é esvaziada.
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Com feriado de Corpus Christi na quinta-feira, o mercado inicia uma semana mais curta no Brasil, mas ainda carregada de temas importantes, em meio às dúvidas sobre se investidores desmontaram rápido demais o prêmio geopolítico do petróleo.
Após um fim de semana de nova escalada militar no Oriente Médio, sem acordo fechado entre Estados Unidos e Irã, o Brent reage na abertura dos negócios.
Entre os indicadores, o principal foco será o payroll americano de maio, em mais um teste para as apostas de juros do Fed.
Aqui, investidores acompanham a produção industrial de abril, após o PIB forte do 1TRI, a balança comercial e novos ruídos envolvendo a relação entre Brasília e Washington.
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O mercado inicia a sexta-feira tentando sustentar a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irá, após relatos de um memorando provisório para estender por 60 dias o cessar-fogo e permitir a reabertura "sem restrições" do Estreito de Ormuz.
O avanço diplomático, contudo, continua cercado de incertezas, já que Trump ainda não endossou os termos e novos ataques voltaram a ser registrados na região ao longo da noite.
Em paralelo, investidores acompanham uma agenda importante no Brasil, com PIB do primeiro trimestre e resultado fiscal do setor público. No exterior, o dia é mais fraco.
Em Wall Street, a Dell disparou no after hours e reforçou o entusiasmo com inteligência artificial.
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O mercado inicia esta quinta-feira
absorvendo a nova escalada militar no Oriente Médio, após ataques dos Estados Unidos contra instalações iranianas próximas ao Estreito de Ormuz voltarem a impulsionar o petróleo no after market.
A reação reforça a percepção de que investidores continuam extremamente sensíveis às manchetes da guerra, mesmo após a forte queda do Brent na véspera.
Em paralelo, a agenda ganha peso decisivo hoje, com uma "superquinta" de indicadores no Brasil e nos Estados Unidos, incluindo PCE, PIB americano, dois dados de emprego, com Caged e Pnad, resultado fiscal e fala de integrante do BC, em mais um teste para as apostas de juros aqui e lá fora.
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O mercado tenta calibrar até onde vai o risco geopolítico no Oriente Médio e qual será o tamanho da conta inflacionária da guerra.
Os novos ataques entre Estados Unidos e Irã voltaram a elevar dúvidas sobre a estabilidade do cessar-fogo e sobre a normalização do Estreito de Ormuz, mantendo o Brent perto de US$ 100 e reacendendo apostas de juros mais altos por mais tempo no mundo.
Em Nova York, enquanto as ações seguem comprando inteligência artificial e renovando recordes, os juros continuam comprando guerra.
No Brasil, o foco se volta hoje para o IPCA-15 de maio, em meio a percepção de que os núcleos e os serviços seguem desconfortáveis para o Banco Central.
⚠️ O Citi elevou para 13,75% sua projeção para a taxa básica de juros Selic no final deste ano, de 13,25% estimados em abril, prevendo que o Banco Central promoverá o último corte de juros de 2026 na sua reunião de política monetária de setembro.
"O processo de desancoragem das expectativas de inflação e a intensificação do tom mais duro ('hawkish') devem levar o Copom a um ciclo ainda mais curto de 'calibração' da taxa de juros, com a Selic encerrando este ano em 13,75%", disse o banco em relatório divulgado nesta terça-feira.
"Novos cortes de juros provavelmente só devem ser retomados no segundo semestre de 2027."
O banco estima que a Selic fechará 2027 em 11,75%.
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Nova York volta do feriado de Memorial Day repercutindo as expectativas de que um acordo entre Estados Unidos e Irã pode estar próximo.
Nesta terça-feira, ataques dos Estados Unidos a instalações de mísseis iranianos induziram o petróleo a corrigir a queda na abertura dos negócios asiáticos, após devolver 7% na véspera,antecipando a reabertura de Ormuz.
Ainda há riscos envolvendo temas mais sensíveis. O mercado continua operando os highlights da guerra.
A agenda no Brasil prevê dados do setor externo. Já a votação do fim da escala 6X1, que prevê a redução da carga horária semanal para 40 horas, sem redução dos salários, com transição de 14 meses, foi adiada para amanhã.
Nos Estados Unidos, o destaque é a confiança do consumidor do Conference Board.