Essa é a mãe de uma bebê de quase dois meses, com olheiras e descabelada, depois de fazer seu bolo que só depois que começou percebeu que não tinha farinha de trigo.
A pessoa que liga pra perguntar se pode vir na sua casa e tem um vínculo que não pode ser chateado, ela não tem limite nenhum.
Como eu vou falar não, não venha pra alguém que “tem um “cargo especial”?
Não aguento mais o compartilhamento de descobertas do Spotify nos stories da outra rede. Socorro!
Será que as pessoas não poderiam ver esses dados e guardar pra elas? Todo mundo precisa postar?
Chegar a 39 semanas de gestação é um exercício de paciência em responder inúmeras mensagens ao dia perguntando: “Ainda não nasceu?” “Ela vai esperar até quando?” “Essa bebê vai ficar na preguiça quanto tempo?” “Como vocês estão? Nasceu?”
É urgente parar com essa glamourização do trabalho de quem não para, de quem n dorme, de quem supostamente aguenta longas jornadas. A conta chega. E eh muito mais cara do que os boletos que vc acha q está pagando.
Tô atestado essa semana, respondi diversos WhatsApp de gente que me acionou com assuntos relacionados trabalho. Mas ontem, 21h fui acionada por uma diretora no grupo do comitê com uma demanda que me marcava e pedia urgência e envio.
Lasquei a mensagem: estou ausente. Errei?
Uma reflexão pra essa sexta-feira:
“Acender a luz do próximo não apaga a sua.
Capacitar outras pessoas com o seu conhecimento não tira a sua vaga e seu espaço.”
Uma pessoa que julga todos os elementos, propostas e ações apresentadas com o adjetivo: “Achei um tanto quanto pobre.”
Ah, que ranço e que vontade de ensinar que nem todos nascem com sobrenome de luxo e moram em condomínio alto padrão.
Precisei falar com uma diretora, liguei e ela estava correndo.
Não os corres da vida, uma corrida fitness mesmo.
Era 11 da manhã. Por um momento pensei. Quero ser rica pra ter uma agenda possível dessa.
Corrigindo
Depois repensei: quero ser rica, mas não quero correr não.