“Me atrevo a dizer que o homem que não se emociona ao ver seu time vencer uma disputa de pênalti, em plena Libertadores, já não beija enquanto faz amor. Já não há ali mais paixão.”
É óbvio que os Correios dão prejuízo
Que empresa privada quer entregar mercadoria do Oiapoque ao Chuí? Quem quer se embrenhar na Amazônia para entregar carta?
O nome disso é função social! O foco dos Correios é universalizar o acesso, não o lucro
Amigo André Rizek, @andrizek. Assisti agora ao Seleção SporTV e acredito que algumas informações apresentadas sobre a SAF do Vasco precisam de correção.
Primeiro, sobre a ANRESF.
Caso a Agência conclua pela existência de conflito de propriedade ou influência significativa envolvendo Marcos Lamacchia e Leila Pereira, isso não significa automaticamente que a venda da SAF será proibida.
O próprio art. 86, §3º, do Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira prevê mecanismos de remediação, entre eles a constituição de um blind trust, previamente aprovado e supervisionado pela ANRESF.
Esse mecanismo pode afastar o investidor da influência direta sobre a administração da SAF, colocando o controle em mãos independentes enquanto persistir a situação considerada conflitante.
Outro ponto importante são os empréstimos.
Em 2025, o Vasco contratou um DIP de R$ 80 milhões com a Crefisa.
Em julho de 2026, foi autorizado outro DIP, desta vez de R$ 40 milhões com a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa utilizada por Marcos Lamacchia na operação envolvendo a SAF.
Agora o Vasco solicita autorização para um novo DIP de até R$ 150 milhões, também com a Almirante.
E aqui cabe uma precisão importante: esse empréstimo não foi definitivamente indeferido pela Justiça. Ele continua sem autorização porque o Juízo condicionou sua análise ao cumprimento de exigências adicionais e à apresentação de informações pelos auxiliares da Recuperação Judicial.
A decisão mais recente determinou manifestação conjunta da Administração Judicial, watchdog e gatekeeper até 2 de setembro.
Também é importante separar a Almirante da cautelar anunciada hoje pela ANRESF: as restrições impostas atingem relações do Vasco com o Palmeiras e com empresas do conglomerado Crefipar/Crefisa. A cautelar, tal como divulgada, não proíbe o financiamento da Almirante.
E empréstimo DIP não é qualquer improvisação financeira.
Ele está expressamente previsto nos arts. 69-A a 69-F da Lei 11.101/2005, justamente para permitir financiamento de empresas em Recuperação Judicial.
No caso específico do Vasco, há ainda uma previsão expressa no próprio Plano de Recuperação Judicial: a cláusula 4.1.3.3 permite novos financiamentos DIP adicionais, em uma ou mais operações, sujeitos à validação do Juízo.
Esse Plano foi aprovado pelos credores e homologado pela 4ª Vara Empresarial do Rio em dezembro de 2025.
Portanto, são três discussões diferentes que não podem ser misturadas:
- A Justiça decidirá se autoriza o DIP de R$ 150 milhões.
- A ANRESF analisa eventual conflito na aquisição da SAF e pode determinar medidas de remediação.
- A cautelar atualmente em vigor não alcança o financiamento da Almirante.
Recuperação Judicial e regulação esportiva são temas técnicos. Justamente por isso, acho importante fazer essas distinções antes de afirmar que determinado empréstimo foi “negado” ou que a operação estaria necessariamente inviabilizada.
Espero que o amigo possa rever essas informações no próximo programa. Grande abraço e sucesso.
Nos liberta de toda amarração do inimigo, Senhor! Nos liberta dos olhos do Bap, da língua do Mauro Cézar, da Maledicência do Bruno Chatak, e de toda magia das finalizações ruins.
Rogamos a Ti, Senhor!