@miriamleitao Claramente, o aumento do Bolsonaro era somente uma terrível sensação. Já o do Lula é um aumento lindo, sentido, democrático, antifascista, um aumento republicano.
Quando imagino a sessão de terça-feira do STF, sobre Moraes ser ou não investigado, o que vislumbro é aquela perfomance conhecida, com esses ingredientes:
- mau sentimento;
- atraso;
- pitadas de (…);
- comício;
- ofensas;
- grosserias;
- bílis;
- ódio;
- mal secreto;
- uma coisa horrível;
- algum interesse que não o da Justiça;
- uma vergonha;
- um constrangimento.
Além, é claro, de analogias com os porões da ditadura e a “Lava Jato” imaginária, entre outras menções ao “Estado policialesco”.
Sempre a mesma receita.
Sempre o mesmo teatro.
A lógica do defensores do Moraes no STF é que só pode investigar o ministro se existirem provas. Mas provas só existem depois da investigação.
Antes da investigação só existem indícios que justificam a abertura sua abertura. Se o contrato com a esposa, a sociedade nos aviões e helicópteros, o cartão de crédito para os filhos e as trocas de mensagens vazando dados da investigação e sugerindo momento de sair do país não são indícios suficientes pra abertura das investigações, STF decidiu que seus ministros são livres pra cometer crimes e sequer podem ser investigados. Querem convencer a sociedade que tudo que foi revelado não existiu.
A gente só queria ter um STF contra o crime. Hoje sabemos que o crime compra o STF.
No primeiro turno, não tem justificativa. No segundo, contra o PT, é como escolher entre morrer afogado ou queimado. Mas os últimos acontecimentos deixaram claro que não há justificativa para votar no PT como “defesa da democracia”, que foi o argumento usado por muitos. Fica então a comparação entre dois corruptos, em medidas diferentes, mas com planos econômicos um pouco distintos. No segundo turno o Flávio é a melhor escolha, dentre duas péssimas opções. A alternância de poder deve, nas próximas eleições, trazer ambos lados mais ao centro, o que também é positivo.
The shocking thing about Lava Jato was how it touched almost EVERYBODY in the political class and beyond. 10+ years later, surprise, surprise, it's happening again with Banco Master. Core issue(s) still unresolved.
Ao invés de focar 100% na indignação contra o inexplicável, no mesmo dia o cidadão já está relativizando a corrupção anterior pela métrica do fato novo. Até que amanhã um ministro manda alguém pra forca e repentinamente o Moraes se torna “relativamente moderado”.
Convenhamos, Lula é relativamente honesto quando a gente olha pra elite brasileira.
No Brasil, muita gente com menos poder e influência enriquece muito mais aproveitando conflitos de interesses e brasilidades. As famílias de Moraes, Mendes e Bolsonaro mostram isso claramente.