Ouvi hoje uma coisa que nunca tinha prestado atenção.
Brasileiro costuma cumprimentar fazendo um gesto com a cabeça quando cruza com uma pessoa que conhece, e outro gesto quando cruza com alguém que não conhece.
Basicamente, a gente movimenta a cabeça para baixo se conhecemos a pessoa e jogamos a cabeça pra cima se não conhecemos.
No interior, isso me parece mais comum ainda.
Já perceberam?
No ensino médio, eu estava reclamando de como o dia letivo era longo, quando minha professora olhou nos meus olhos e disse:
"Os dias são longos, mas os anos são curtos."
Eu fiquei tipo "Você tá viajando?"
E aí o sinal tocou e agora eu já estou na casa dos 30
- Quando assisti 500 Dias com Ela pela primeira vez, assim que saiu, eu não tinha maturidade nem muita noção sobre relacionamentos. Fiquei do lado dela, porque desde o início ela dizia que não queria nada sério, e ele simplesmente ignorou isso, tratando como charme e se convencendo de uma fantasia criada na própria cabeça.
- Reassistindo recentemente, com outra cabeça, passei a enxergar diferente. Mesmo deixando claro que não queria um relacionamento, ela mantinha uma proximidade e uma intimidade que alimentavam expectativas. O término acontece porque ela se afasta emocionalmente e não consegue corresponder ao que ele sente.
- Depois, quando eles se reencontram numa festa e ela o convida, aquilo reacende totalmente a esperança dele. Ele claramente interpreta como uma possível reconciliação — e só depois descobre que ela está noiva e vai se casar com outro cara.
- Ela me lembra um pouco a Robin Scherbatsky, de How I Met Your Mother: queria o Ted por perto, mas quando ele estava disponível, ela o dispensava; quando ele começava a seguir a vida e investir em outros relacionamentos que poderiam dar certo, ela voltava e boicotava.