Asmongold está totalmente.
O problema do utilitarismo e do pragmatismo levados às últimas consequências é que, em algum momento da história da humanidade, pode parecer mais útil transformar seres humanos em meros instrumentos, até mesmo em fontes de energia, do que permitir que vivam suas próprias vidas.
Ainda hoje, se pensarmos apenas em termos de eficiência, muitos indivíduos poderiam ser considerados um peso para seus governos ou para a sociedade. Nesse raciocínio, eliminá-los pareceria uma solução lógica. Afinal, se a moralidade é subordinada ao utilitarismo, não existem limites objetivos que impeçam aquilo que hoje chamamos de barbárie.
E se você recua diante das últimas consequências do seu próprio argumento, então já admitiu, ainda que implicitamente, que existe um limite moral que a utilidade não pode ultrapassar. E, nesse caso, a utilidade deixou de ser o princípio supremo que você dizia defender.