Ep. 78 The Biden administration helped install a pro-Chinese government in Brazil, which immediately shut down opposition media and began arresting dissidents. Here are two of its victims.
"Conheci Lula morando numa casa de 40m², hoje Lula é uma das MAIORES fortunas do país, ele e seus filhos.
É preciso saber o que essas pessoas fizeram para ter o que têm!
O que Lula fez para ser o miliardario que ele é hoje?"
Hélio Bicudo, falecido em 2018, jurista/fundador do PT
GOLPE DE ESTADO. A CHAVE DO GOLPE NO ESTADO.
O ex-PGR Rodrigo Janot relatou em seu livro que em um dado momento entrou no STF armado, com a intenção de matar determinado ministro, cujo nome faço questão de não citar, mas que é de fácil conhecimento, basta procurar no Google. E mesmo tendo sido esta uma confissão de intenção, ele nunca foi molestado pela justiça sobre o tema. Mais do que descoberta, a intenção foi revelada pelo pretenso autor do crime.
É preciso que sejamos honestos com relação ao famigerado Golpe de Estado que não aconteceu, mesmo que uma minuta, uma reunião ou qualquer outra evidência levasse alguém a crer que ele teria sido de fato planejado: não foram poucos os brasileiros que torceram para que isso realmente tivesse acontecido. O motivo, entretanto, nada tem a ver com quebra de democracia ou a mera manutenção de Jair Bolsonaro na presidência.
O real motivo que milhões de brasileiros tiveram para sonhar com isso foi o Golpe no Estado, este sim, planejado, articulado e concretizado, e que começou quando o impeachment de Dilma Rousseff foi fatiado pelo então presidente da mais alta corte do judiciário e pelo Senado da República, rasgando a Constituição Federal, ao vivo e a cores para quem quisesse assistir em qualquer canto do planeta.
A partir daquele momento, vimos a Constituição Federal ser rasgada, desconsiderada, adulterada, reinterpretada, vilipendiada, e creio ser possível dizer até mesmo estuprada. Durante o governo interino de Michel Temer, vimos o Congresso Nacional fazer vista grossa para os indícios e provas de corrupção que recaíam sobre ele, com dois pedidos de investigação engavetados pela Câmara, ignorando o ordenamento jurídico em vigor (nem tanto) no país. E vale citar aqui ainda certo ministro do supremo (também nem tanto) que costumava fazer horas extras no Alvorada com um presidente que poderia e deveria vir a ser julgado por ele. Mas é só um comentário.
O desandar da carruagem, no entanto, aconteceu quando morreu (?) o ministro Teori Zavascki (este eu cito o nome porque já morreu mesmo) e assumiu em seu lugar o conhecido ministro japonês Senka-Belo. Daquele momento em diante, nada do que tinha sido descoberto, julgado, condenado ou decido valeria mais. Num tempo em que assistir julgamentos do supremo dava mais audiência que novela das 8, assistimos a espetaculares exercícios de retórica, com ministros desdizendo descaradamente o que tinham dito, descoberto, julgado, condenado e decidido categoricamente, como se fosse apenas um ato de repensar tudo o que foi feito.
A partir daquele momento, a Lava Jato se tornava a desgraça do Brasil. Heróis foram transformados em vilões. Vítimas foram transformadas em criminosos. Provas foram transformadas em suspeitas. Delações viraram fruto de tortura. Dinheiro recuperado e devolvido se tornou fruto de acordos ilegais. Prisões se transformaram em cárcere privado. Bandidos passaram a ser vítimas de um complô que visava destruir a economia e reputações de pessoas e empresas.
A cereja do bolo foi a revogação da prisão sem segunda instância, o que era jurisprudência até o início da década de 1970, quando o então delegado Sérgio Fleury, permitindo que um réu aguardasse julgamento em liberdade até o trânsito em julgado. O intuito da mudança naquele momento era, realmente, impedir pessoas com influencia política de ir para a cadeia. Entretanto, a Constituição Federal de 1988 revogou a revogação e a prisão em segunda instância, um tanto meia boca, já que não era aplicada com o rigor devido, voltou a valer.
Em 2009, coincidência ou não, durante o julgamento do Mensalão, em função do habeas corpus nº 84.078 revogou a revogação que havia revogado a revogação anterior. Deu pra entender? E novamente a prisão só poderia acontecer após o trânsito em julgado. Já em fevereiro de 2017, mais uma vez o supremo revogava a revogação que havia revogado a revogação que revogava a revogação anterior e mais uma vez era possível que uma pessoa fosse presa após condenação em segunda instância. Ufa!
Mas, não parou aí. Em novembro de 2019, em julgamento de Ações Diretas de Constitucionalidade, 43, 44 e 54, sob a relatoria do ex-ministro Marco Aurélio Mello, mais uma vez revoga-se todas as revogações anteriores e voltava-se ao entendimento de 2009, exigindo o trânsito em julgado e impedindo prisões após condenação em segunda instância. O resultado disso foi o acelerado começo do fim da Lava Jato, a total deterioração da confiança da população na justiça, liberação de presos a rodo - até André do Rap se deu bem nessa - e, a consequência mais grave, que está hoje sentada na cadeira da presidência da república.
Veio então a eleição de Jair Bolsonaro, um ponto fora da curva prevista pelo sistema, e junto com isso o Golpe no Estado. Bolsonaro exerceu um mandato eivado de judicializações de seus atos, pouco importando a constitucionalidade das mesmas. A instituição Presidência da República foi esvaziada de seu poder e a justiça passou a ditar as normas do país, dizendo o que cada um poderia ou não fazer. Passou também a legislar, na maioria das vezes em decisões monocráticas, e a maioria da maioria dessas decisões vindas da mesma caneta.
Inquéritos ilegais e inconstitucionais foram abertos de ofício, sem a denúncia da Procuradoria Geral da República, e ignorando inúmeras vezes as recomendações e solicitações da mesma, políticos foram presos em pleno exercício de seus mandatos e sob o manto da imunidade parlamentar, o próprio Congresso Nacional se calou diante de todas as arbitrariedades, Dilmo foi descondenado para concorrer às eleições, o então presidente da república foi perseguido demonizado pela justiça através de uma inusitada aliança com a imprensa.
A democracia, bem mais valioso de qualquer sociedade evoluída, foi relativizada, assim como a liberdade de expressão de pessoas comuns que foram ilegalmente investigadas e até inconstitucionalmente presas por manifestarem opiniões contrárias ao que o sistema exigia - e ainda exige de todos nós. Eleições foram realizadas sob extrema desconfiança, um dos candidatos foi impedido de fazer sua campanha com todos os reais e justos argumentos que tinha em mãos, até que Dilmo foi eleito.
Descontentes com o resultado eleitoral, exatamente pela desconfiança no processo e, principalmente, em quem o comandava, pessoas foram para as portas dos quartéis na esperança de que algo fosse feito, pois era cristalina a insatisfação da população não somente com o resultado da eleição, mas com os rumos que o Brasil tinha tomado e que, certamente tomaria a partir dali.
O resultado todos sabemos, mais 1500 pessoas presas por manifestarem sua indignação com bandeiras e Bíblias na mão, outras centenas investigadas e perseguidas, pessoas condenadas à penas que nem homicidas e estupradores são condenados, um ex-presidente acusado de um golpe que não aconteceu, políticos cassados, militares presos, uma nação de 200 milhões de pessoas à mercê das canetas de um sistema judiciário ditatorial que privilegia bandidos, um desgoverno que fatalmente levará o Brasil ao caos e à uma ditadura de fato e um Congresso Nacional calado, cúmplice, complacente, acuado e recheado de delinquentes com processos no supremo, que nada farão além de receber emendas parlamentares em troca de apoio no caminho do fundo do poço.
Se realmente um Golpe de Estado tivesse acontecido, não teria acontecido o Golpe no Estado. Foi exatamente o Golpe no Estado, com a cumplicidade de diversas instituições da sociedade (que não vou mencionar) que tornou, desde sempre, impossível que um Golpe de Estado fosse dado nesse país. Mas, digamos que, se por acaso tivesse acontecido, tal qual 1964, não teria sido um golpe, mas um contragolpe.
Possivelmente, estaríamos vivendo num país mais seguro, próspero, viável, com ordem e progresso. Ao contrário, o Golpe no Estado continua acontecendo diariamente, aplaudido pela imprensa e apoiado por gente que, mesmo que não acredite, vai pagar o mesmo preço que pagarão aqueles que preferiam viver numa democracia de verdade. Somos criminosos de um crime que não aconteceu.
P.S. - perdão pelo tamanho e por possíveis erros de digitação, não deu tempo de revisar.
A ponte de ferro sobre o rio da Antas, em Nova Roma do Sul, foi destruída em setembro com as enchentes que assolaram o RS. O Governo estadual/federal orçou em 24 mi uma ponte nova. A cidade se uniu, chamou uma empresa e fechou por 6 milhões. Em 4 meses juntaram o valor e ergueram a ponte. O governo só atrapalha.
Barroso é confrontado em entrevista pelo Prof° Roberto Mangabeira Unger e ficou incomodado.
...ficou difícil pro Barroso.
Essa entrevista ocorreu e foi postada no Youtube por diversos youtuber's a, mais ou menos, um mês.
Uma PERGUNTA: Por que o Barroso não foi pra cima? Mó respeito, meu.
O professor Mangabeira é pica! Além de professor de Harvard, ele é advogado, filósofo, professor universitário, economista, político ...e eu acho que ele joga truco, também.