“Quem avisa, amigo é: se o governo continuar deixando que certos jornalistas falem em eleições; se o governo continuar deixando que determinados jornais façam restrições à sua política financeira; se o governo continuar deixando que alguns políticos teimem em manter suas candidaturas; se o governo continuar deixando que algumas pessoas pensem por sua própria cabeça; e, sobretudo, se o governo continuar deixando que circule esta revista, com toda sua irreverência e crítica, dentro em breve estaremos caindo numa democracia” – Millôr Fernandes
@AkitaOnRails O interessante é a fala "e a gente sabe do que eles são capazes" - está falando do TSE? Do que eles são capazes? Seria legal a gente saber do que eles são capazes...
Legal demais. Nostalgia em estado puro. Fui até conferir em que ano o Biquinho, sobrinho do Peninha, apareceu e acabei lembrando daquela revista em preto e branco que lançou o personagem com um concurso para os leitores escolherem a cor dele - achei legal na época pois foi um personagem criado no Brasil.
E essa revista da História do Computador é ótima. O mais curioso é reler algumas ideias do início dos anos 80 (especialmente os robôs humanoides) e perceber que parte daquele “futuro” parece chegar só agora. Professor Pardal, Lampadinha, Ludovico… reunião de velhos conhecidos, personagens que marcaram minha infância.
O encarte também é uma pequena máquina do tempo, ver aqueles micros me trouxe muitas lembranças. Eram bem caros, então ter computador em casa era quase artigo de ficção científica para boa parte da turma. Mas tive amigos com algumas dessas máquinas: um tinha um TK85, onde escrevi minhas primeiras linhas de programação; outro, um CP 500 do pai, oficialmente usado para coisas sérias e extraoficialmente convertido em central de jogatina da molecada (ele tinha o monitor integrado - fósforo verde, claro - e isso causava um fascínio em todos).
E havia o objeto máximo de cobiça: um Commodore 64. O pai de um amigo era piloto internacional e trouxe essa máquina, além de vários jogos e revistas de fora, deixando a gente fascinado com o mundo tecnológico americano e com ódio à reserva de mercado (ideias atrasadas de nossos políticos sempre marcaram a história desse nosso país).
Em 1986 finalmente ganhei meu primeiro micro: um MSX Expert (Gradiente). Vieram junto MSX-BASIC, horas intermináveis de experimentação e uma coleção de Microsistemas, Input, MSX Micro e outras revistas que ensinavam programação de um jeito bastante eficiente: você digitava três páginas de código, rezando pra não errar uma vírgula.
Bons tempos, ou pelo menos, tempos que a memória teve a gentileza de editar muito bem.
Valeu demais por recuperar e digitalizar esse material, @AkitaOnRails.
Lula: "é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos, doa a quem doer"
Também Lula: sigilo de 100 anos das visitas ao Vorcaro
MANIFESTO 'PELA LEI E PELO BRASIL' 🗣️ Empresários assinam o manifesto “Pela lei e pelo Brasil”, a ser publicado nesta quarta-feira, 9, na edição impressa do Estadão. A iniciativa vinha sendo articulada desde a semana passada, em defesa da “integridade das instituições dos Três Poderes”.
🔗 https://t.co/XacpaMnUo6
Se até um ministro do STF pode ser monitorado pela estrutura de inteligência do Estado sem uma justificativa legal clara, quem está realmente protegido contra o abuso de poder nesse país?
Há anos venho dizendo que golpe, para o PT, seria qualquer coisa que impedisse ou dificultasse a reeleição de Lula. É por isso que agora o PT está acusando o relator dos inquéritos do INSS e do Master - que afetam negativamente a campanha Lula - de tentar dar um golpe. Mas na verdade é o oposto. O golpe em curso não é das oposições e sim das facções lulopetistas que assumiram o controle do STF, da PF, da PGR e do Congresso para reeleger Lula mais uma vez.
VEJAM O QUE FEZ DINO, O MILITANTE DA ALA GOVERNISTA DO STF
Dino derrubou monocraticamente um 3x0 do colegiado da 2ª Turma?
Dino ignorou o prazo de 72h dado por Fachin?
Dino usurpou a competência de Mendonça ao criar um "foro paralelo" para blindar a PF?
Pode isso, Arnaldo?
Esse vale-tudo para reeleger Lula está destruindo o STF.
A jornalista Merval Pereira interrompe Gabeira quando ele começa a tentar passar pano para Lula a respeito de Moraes:
“Gabeira, ele está perdido por culpa do Lula, que usou o Supremo como suporte político do governo dele quando perdeu o apoio do Congresso. Então, tudo do Lula era um acordão com o Supremo — tanto que foi Alexandre de Moraes quem fez as pazes do Lula com Alcolumbre. No momento em que você aceita uma intermediação dessas, você está entrando no rolo…”
Só na internet é possível encontrar quem ainda defenda Alexandre de Moraes, mas perceba que nenhum deles consegue dizer que Moraes está certo, mas sim que sempre quem o acusa também pode ter errado em algum momento...
A ganância de ministros de tribunais superiores está na raiz da crise.
Suas famílias faturam alto em escritórios de advocacia com o chamariz de seu cargo no Judiciário e de seu poder político na República do Escambo.
Além dos contratos milionários fechados com familiares, os próprios magistrados aceitam mimos (como charutos, whisky Macallan, transporte em aeronaves, estadias em hotéis de luxo e cachês sigilosos em eventos nacionais e internacionais) de empresários interessados em seus votos, decisões e influências.
O que já era insustentável do ponto de vista moral e inaceitável do ponto de vista institucional agravou-se com a revelação de mensagens entre banqueiro mafioso e magistrado tratado como potencial interventor para travar investigações e consultor para a possibilidade de fuga do país antes de sua prisão.
Mas essa foi apenas a cereja do bolo de um longo processo de corrosão da ética no Judiciário, com o qual o Senado Federal compactuou por rabo preso e setores do mercado da comunicação igualmente compactuaram, seja pela mais atroz das ingenuidades, seja porque o alinhamento com o poder é altamente rentável.
A patrulha contra a divulgação de verdades inconvenientes foi indecorosa ao longo da última década, com telefonemas exploratórios para redações e demais pressões pela retirada de microfones e cargos daqueles que apontaram na raiz as escaladas da indecência e do autoritarismo, a segunda delas implementada para acobertar e preservar impune a primeira.
Agora se viola até sigilo da fonte jornalística para blindar a casta do sistema contra a revelação de fetos incômodos. E os caminhos para responsabilizar e punir os intocáveis são fechados por eles próprios, com decisões esdrúxulas e autoritárias ainda defendidas por porta-vozes zelosos em parte da imprensa e do mundo jurídico.
Em ano de eleição, natural seria o eleitorado escolher um candidato que jamais teve relações financeiras com empresários interessados em seu cargo e no poder, ou na perspectiva de poder, de seu grupo político.
Mas boa parte do eleitorado pretende manter o país como está, com uma guerra permanente de facções que, no fim, acabam fechando acordo pela impunidade geral.