@Gu_rebel Mais uma coisa que lembrei era que ele desejava ser o homem mais rico do mundo. Perguntaram pq um alvo tão alto. Ele respondeu que seu pai queria 3 coisas (casa, barco e um rancho - eu acho). Como ele conseguiu e “faleceu a si”, ele acha que o pai fez isso pq atingiu seu objetivo
@Gu_rebel Outra coisa dessa história que eu lembro é que ele saiu um dia tarde da noite e a sua esposa pediu pra ele ficar (acho que era jantar em família). Ele respondeu que primeiro vinha a empresa dele, depois o iate e só depois a esposa.
@Gu_rebel Lembro de ter lido a história dele na Seleções. Ele odiava noticiário e chegou a colocar um cachorro pra “apresentar” o telejornal antes de fundar a CNN. Me marcou pq contava que passavam pasta de amendoim nos lábios do cachorro pra ele lamber e simular que estivesse falando 😅
@CaioAugstOR Parece que temos um problema cultural. Produtor prefere trocar todas as colheitadeiras usadas por novas do que construir um silo novo na fazenda. Especialistas da porteira pra dentro (produção), mas não querem se preocupar com a comercialização
Há três correntes sobre o futuro da programação com IA.
- Não é tudo isso, hype vai passar;
- É relevante, e só vai mudar o papel do programador;
- Maior facilidade vai aumentar a demanda por criadores de software (Jevon)
Eu voto na quarta via:
https://t.co/iXPFKDJ9d6
Em sete dias eu vendi uma empresa, descobri que seria pai e enterrei minha avó. O roteirista da minha vida é um sádico. Escrevi sobre os 4 anos do meu filho, sobre cansaço de verdade e sobre o pior negócio que você faria de novo. Sorrindo.
https://t.co/HuS7PClnAA
O estudo controlado ao qual o Bruno se refere não necessariamente precisa ser controlado por placebo.
O mais importante é ter um grupo controle, que foi selecionado da mesma população de origem (source population) que o grupo intervenção e apresenta prognóstico idêntico -- de maneira que a única diferença entre os dois grupos seja a aplicação da polilaminina.
A presença de um grupo controle é importante porque, a não ser que os efeitos da polilaminina sejam de magnitude extrema, é impossível saber se o curso clínico dos pacientes que receberam polilaminina seria diferente caso não tivessem recebido.
E pelo que temos visto nos casos que estão sendo divulgados (e nos casos relatados no preprint de Menezes et al. 2024), a velocidade e o grau de recuperação de capacidade funcional dos pacientes que receberam polilaminina é compatível com o que se espera apenas recebendo tratamento usual, conforme demonstrado na literatura.
Um ponto importante: mesmo que em uma série de casos de, digamos, 30 pacientes que receberam polilaminina, seja observada uma taxa de progressão maior do que a literatura apresenta, ainda assim haveria um elevado grau de incerteza para inferir que o tratamento é eficaz.
Isto é verdade porque existem pelo menos 2 fatores CRÍTICOS que podem justificar diferenças relevantes na taxa de progressão em uma coorte histórica e em uma coorte contemporânea que recebeu polilaminina:
1. Diferenças no processo de determinação do grau de comprometimento inicial pela escala ASIA: é plenamente possível, e até comum, que a equipe médica NÃO ACERTE o verdadeiro grau de comprometimento do paciente nas primeiras horas da lesão medular. Isso é amplamente sabido: existem MUITAS limitações que impedem a gente cravar uma classificação correta nas primeiras horas. Ninguém pode afirmar com total certeza que um paciente "nunca mais vai andar" em 24, 48 ou 72 horas desde o evento traumático!
Muitas vezes o grau de comprometimento mais definitivo não pode ser determinado sequer dentro dos primeiros 7-10 dias!
Por essa razão, é comum que médicos classifiquem pessoas com lesões incompletas equivocadamente como se tivessem lesões completas.
E como o prognóstico de pessoas com lesão completa é pior, a taxa de progressão com certeza vai ser MAIOR na sua coorte que recebeu polilaminina devido a esse erro de classificação, o que cria uma falsa aparência de eficácia. O maior percentual de melhora na sua amostra não é uma maior taxa de progressão real, é só uma correção do diagnóstico inicial que vc errou.
2. Diferenças no processo de seleção dos pacientes: dependendo da coorte histórica que vc pega para usar como referência, vc pode ter dados de pessoas que:
- demoraram para receber primeiros socorros
- demoraram para chegar no hospital
- demoraram até a cirurgia de descompressão
- receberam tratamentos sub-ótimos durante todo o processo, desde os primeiros socorros até a reabilitação com fisioterapia
Agora, imagine que as pessoas que recebem polilaminina em uma coorte contemporânea sejam todas bem selecionadas: receberam o cuidado usual padrão ouro de forma célere, foram atendidas por excelentes profissionais e não sofreram negligências em qualquer etapa do processo de tratamento.
Mesmo que a polilaminina sequer seja aplicada, vc COM CERTEZA tem uma coorte que tem MUITO mais probabilidade de recuperar capacidade funcional e/ou recuperar de forma mais célere!
Exemplo concreto:
Imagine que uma coorte histórica de 500 participantes tenham apresentado 15% de conversão de lesão completa para lesão incompleta (AIS A para AIS D, por exemplo)
Imagine que uma coorte contemporânea de 50 participantes, que receberam polilaminina, apresentem 30% de conversão de AIS A para AIS D.
Bem, temos aqui uma evidência de que pessoas que recebem polilaminina têm O DOBRO de chance de sair de 'lesão completa' para 'lesão incompleta motora'
Logo, o tratamento PARECE eficaz.
Mas esse resultado:
1. não deve te surpreender
2. não deve te convencer de que é realmente eficaz
Pq?
Porque uma diferença absoluta de 15 p.p. na conversão de AIS A --> AIS D pode ser plausivelmente explicada pelos 2 pontos que eu trouxe anteriormente: 1) diferenças no processo de seleção dos pacientes e 2) diferenças no processo de determinação do grau de comprometimento na escala ASIA!
Resumindo:
Se o tratamento tiver tamanho de efeito milagrosamente extremo, o que é improvável, saberemos disso vendo taxas de progressão implausivelmente altas (>70%) em um ensaio clínico de braço único.
Se o tratamento NÃO tiver tamanho de efeito extremo, sua eficácia precisará ser demonstrada em um ensaio clínico randomizado bem feito, com grupo controle. Só assim saberemos se realmente funciona, o quão bem funciona, e pra quem funciona.
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As melhores máquinas fabricadas no Brasil - A thread.
Escolhi apenas uma máquina para cada função e uma por marca, para não ficar tão extenso. O último é o mais interessante e está conquistando o mundo!
1) Avião EMB-203A da Embraer.
Avião de altíssima qualidade, líder de mercado no seu tamanho, com a vantagem de ser movido a álcool e capacidade de pulverização de 100ha/h.
In 1960, Brazil was receiving food aid from the US. Today, it is the world's bread basket. The key was creating a cutting-edge agriculture research institute, Embrapa – an icon of successful science policy that most people have never heard of. 🧵