Se fosse só o futebol, ainda dava pra aturar. O neopentecostalismo destruiu nossa política, nosso sistema de saúde com médicos e psicólogos evangélicos, destruiu o serviço de amparo a crianças e adolescentes ao se apossar dos Conselhos Tutelares, e por aí vai...
O objetivo da extrema-direita norte-americana, liderada por Donald Trump, é destruir, a partir da ditadura que implantou em Washington, a democracia liberal nos próprios Estados Unidos. Diferentemente do fascismo original, que atacava abertamente a democracia, o populismo reacionário capturou sua retórica, apresentando sua ditadura como a única e verdadeira democracia — baseada no tripé da violência política representado pela mentira, pela intimidação e pelo suborno.
No plano geopolítico, a meta é dominar todo o continente, do Alasca à Terra do Fogo, desestabilizando governos autônomos para substituí-los por satélites obedientes. Para isso, Trump e seus aliados contam com quintas-colunas espalhados por todos os países da região, que frequentam os encontros da chamada Internacional Facho-Reacionária, dispostos a transformar suas pátrias em protetorados.
A joia da coroa dessa ambição na América Latina é o Brasil. Segundo informações que circulam no próprio Departamento de Estado, há um cronograma de ações para, nos próximos meses, apertar o torniquete contra nossa democracia, apresentando-a à opinião pública americana como uma espécie de Venezuela ou União Soviética sul-americana.
Seguindo o velho manual fascista, o governo americano patrocinará provocações contínuas para forçar uma reação brasileira. Ao se apresentar como vítima, justificará, sob o rótulo de “legítima defesa”, todo tipo de violência já planejada. Para isso, recorrerá aos instrumentos de jurisdição extraterritorial criados nas últimas décadas sob o pretexto de defender a democracia e os direitos humanos, mas usados agora para fazer o oposto: pressionar democracias a se converterem em ditaduras alinhadas a Washington.
No caso do Brasil, o objetivo é provocar uma deterioração das relações bilaterais que culmine na ruptura diplomática, abrindo caminho para sanções semelhantes às aplicadas a países como Irã, Cuba, Coreia do Norte e Venezuela. O fim último é desestabilizar nossa República. Para tanto, repetir-se-á a mentira já propagada pelos fascistas locais: que Bolsonaro é o presidente legítimo; que a eleição de 2022 foi fraudada pela Justiça em conluio com a esquerda; que o Brasil vive sob ditadura. Não será difícil, pois é a mesma narrativa usada para negar a derrota de Trump a Biden e apresentar a tentativa de golpe de Estado como um “desabafo popular” contra uma fraude inexistente.
Tudo isso já está precificado. E, como a experiência com a família Bolsonaro e seus aliados nos ensinou, não se pode esperar decência, honradez ou honestidade de fascistas. O que nos cabe é dificultar a execução desse plano no tempo e na forma previstos. Precisamos seguir nossa vida recusando ingerências, ganhar tempo, não responder às provocações, minimizar danos por meio do fortalecimento de relações comerciais e políticas com outros países, e contar principalmente com a deterioração do apoio interno — do empresariado e da opinião pública norte-americana — à ditadura trumpista.
Teremos de agir com inteligência estratégica, habilidade e paciência. Os fascistas americanos terão trabalho conosco: o Brasil não é mais o que era em 1964, nem o que foi em 1990. Não dependemos mais dos Estados Unidos, possuímos valioso soft power, existe solidariedade internacional contra a ditadura trumpista e já sabemos lidar com fortões enlouquecidos. Temos de segurar firme — com paciência, inteligência e determinação.
Bando de vagabundos, defendendo um vagabundo e chamam de vagabundos quem é contra essa vagabundagem.
Hipocritas de merda. Eu odeio a direita com todas as minhas forças.
Não tô aguentando ver o vídeo inteiro, mas ele infelizmente retrata um contexto cultural quase que hegemônico
Esquerda é mais inteligente e culta pq tá nas universidades, lê grandes obras, aprecia artes, autores, etc
Direita vê vídeo no YouTube e tem mt dificuldade com ler
Tem um jeito fácil de o STF parar de declarar a inconstitucionalidade de atos do Poder Legislativo: basta os deputados e senadores PARAREM de tomar decisões inconstitucionais.
🤷🏻
EUA abriram uma investigação que pode virar tarifa/sanção contra o Brasil. E os motivos?
1: Nosso agro “desmata” muito e isso deixa a carne e a madeira brasileiras mais baratas, prejudicando os farmers deles.
Como se os EUA não tivessem devastado florestas inteiras, exterminado bisões e transformado o meio-oeste em monocultura de soja e milho subsidiado.
Agora me diz: cadê os bolsonaristas que queriam resolver isso “na pólvora” quando era o Biden ou o Macron?
2. Pirataria. Sim, uma queixa oficial dos EUA porque tá tendo “pouca batida” em camelô e agora a 25 de Março virou ameaça à segurança econômica americana. Daqui a pouco a CIA patrocina outra campanha no Brasil de “pirataria mata”.
3: O Brasil voltou a cobrar tarifas no etanol de milho dos EUA. Algo inaceitável… mesmo sendo exatamente o que eles fazem com nosso açúcar: cota mínima, tarifa gigante acima disso. Mas quando o Brasil faz o mesmo, chamam de “prática injusta”.
4: E o mais cínico: reclamam da LGPD e do PIX. Dizem que o Brasil limita a exportação de dados pessoais (sim, estamos protegendo nossos dados!) e que o PIX “prejudica” as empresas americanas.
Traduzindo: tão incomodados porque não conseguem mais sugar dados dos brasileiros nem cobrar taxas absurdas por serviços que o Banco Central oferece de graça.
No fim, tão revoltados porque o Brasil ousou proteger seu mercado, seus dados e seus consumidores. E chamam isso de “ameaça ao comércio justo”.
E ainda vai ter bolsonarista e entreguista aplaudindo tudo isso. Dizendo que o PIX é ruim, que pirataria é crime de guerra, que o Trump tá certo e que merecemos mesmo levar sanção... Um bando de vira-latas profissionais.
In light of the public statement made by U.S. President Donald Trump on social media on the afternoon of Wednesday (9), it is important to highlight the following:
Brazil is a sovereign nation with independent institutions and will not accept any form of tutelage.
The judicial proceedings against those responsible for planning the coup d'état fall exclusively under the jurisdiction of Brazil´s Judicial Branch and, as such, are not subject to any interference or threats that could compromise the independence of national institutions.
In the context of digital platforms, Brazilian society rejects hateful content, racism, child pornography, scams, fraud, and speeches against human rights and democratic freedom.
In Brazil, freedom of expression must not be confused with aggression or violent practices. All companies—whether domestic or foreign—must comply with Brazilian law in order to operate within our territory.
The claim regarding a U.S. trade deficit in its commercial relationship with Brazil is inaccurate. Statistics from the U.S. government itself show a surplus of $410 billion in the trade of goods and services with Brazil over the past 15 years.
Therefore, any unilateral tariff increases will be addressed in accordance with Brazil's Economic Reciprocity Law.
Sovereignty, respect and the unwavering defense of the interests of the Brazilian people are the values that guide our relationship with the world.