Estética do desejo condensada em um detalhe: abrir caminho, saborear a umidade e descobrir que a carne e a fruta partilham da mesma urgência de serem devoradas.
Na palma da minha mão, reside a verdade mais crua. Não é apenas uma planta; é a textura úmida e aveludada do começo de tudo. Segurar essa vida é entender a linguagem sagrada do toque, a mesma que decifra os contornos e as reentrâncias de onde a nossa natureza mais profunda pulsa.