Vazou mais um áudio. Dessa vez, Flávio Bolsonaro pede ao ex-dirigente do Cruzeiro, Zezé Perella, que coloque parte dos salários em dia antes do confronto contra o CSA.
Preciso assumir que esses caras dão AULA de manipulação pública ao fazer política.
Criam a doença, propõe a cura em período eleitoral. Repetem isto indefinidamente porque sabem da capacidade intelectual da maioria dos eleitores.
Mesmo modelo com endividamento > desenrola e etc.
Conversei hoje com o dono do Cruzeiro, cuja empresa vai faturar 36 BILHÕES em 2026.
Pedi que ele comprasse a arena do Galo para inaugurar uma loja temática do Supermercado BH.
Ele gostou da ideia.
Autópsia da SAF do Galo em 5 camadas.
Não está morrendo de má gestão esportiva. Está morrendo de péssima alocação de capital. E isso é estrutural, vinha sendo construído desde 2019.
1) ESTRATÉGICA: construíram a Arena MRV (~R$1bi) tendo o Mineirão DE GRAÇA. Melhor localizado, mais tradicional, sem trânsito, sem CAPEX. Trocaram um ativo público gratuito por um passivo bilionário.
2) PATRIMONIAL: desfizeram do shopping, fluxo recorrente, líquido, fungível, pra bancar concreto que não roda. Trocaram FLUXO por IMOBILIZADO MORTO.
3) COMPORTAMENTAL: os Menin enriqueceram com FGTS e MCMV subsidiado. Era arbitragem regulatória, não talento empresarial. Quando saíram do guarda-chuva estatal, replicaram a única fórmula que conheciam: alavancar.
4) OPERACIONAL: estádio novo enche por 2-3 anos por novidade. Arena MRV em 2026 já roda em 15k de média pra capacidade de 46k. Ocupação de 33%. Cada jogo aberto perde dinheiro só na operação, antes do CRI.
5) FINANCEIRA: funding tomado em 2020-2021 com Selic a 2% (mínima histórica). Hoje está em 14,5%. Multiplicou por 7x. Em uma fatia de R$500M flutuante, o serviço da dívida saltou de ~R$30M/ano pra ~R$90M/ano.
O fio condutor: modelaram a SAF tomando o PICO de cada variável como permanente. Selic mínima pra sempre, estádio cheio pra sempre, MCMV girando pra sempre, patrocínio crescendo pra sempre. Não sabem precificar reversão à média.
Quando todas as variáveis voltaram ao normal brasileiro ao mesmo tempo, o modelo quebrou.
Falência em 2026 não é risco. É cenário base.
O Atlético avança na consolidação de um modelo de governança com papéis bem definidos. A condução das decisões executivas e da rotina operacional está sob responsabilidade do CEO Pedro Daniel, garantindo foco, agilidade e alinhamento na gestão do Clube.
Sob a liderança executiva, o Galo vem implementando melhorias operacionais, fortalecendo a disciplina financeira e buscando mais eficiência em todas as áreas, com um objetivo claro: sustentar um Atlético cada vez mais competitivo dentro de campo e equilibrado fora dele.
A constituição da SAF foi um passo decisivo para buscar o reequilíbrio das finanças, enfrentar desafios históricos e criar bases sólidas para o futuro do Clube. Os acionistas terão papel estratégico, respeitando as instâncias de governança e contribuindo para a construção de um projeto de longo prazo.
O Clube Atlético Mineiro reafirma seu compromisso com uma gestão profissional, transparente e responsável, e segue confiante na solidez de sua SAF e no caminho que está sendo construído, com respeito à sua história e à sua torcida.
Nem uma semana depois dos influenciadores atleticanos falando que “a conta não fecha” no Cruzeiro, o time dele vai lá e registra OITOCENTOS milhões de prejuízo. Boa noite