EXCLUSIVO | VEJA teve acesso a relatos feitos pelo banqueiro Daniel Vorcaro nos quais ele afirma ter negociado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pagamentos para conseguir acessar os cofres de fundos de pensão de servidores federais controlados pelo petismo. Vorcaro relata pagamento de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, gerenciado por Paulo Okamoto, para financiar a produção de um documentário sobre Lula no exterior, além de outro valor não revelado pago diretamente à instituição.
Vorcaro levou detalhes do relato à Procuradoria-Geral da República (PGR), que não deu prosseguimento ao caso sob a justificativa de falta de provas, já que os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo. A defesa do banqueiro, porém, afirmou que haveria mensagens de WhatsApp, registros das pessoas que retiraram o dinheiro e informações sobre os locais e rotas utilizadas nas entregas.
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MALU GASPAR | A aposta suprema para implodir o caso Master
Depois da semana quente no Supremo Tribunal Federal, os movimentos seguem nos bastidores para esvaziar a investigação sobre Daniel Vorcaro. Malu Gaspar [@malugaspar] conta mais.
#JornalOGlobo
4 anos calados.
Nenhuma palavra sobre o orçamento secreto que o Lula manteve com outro nome. Sobre o sigilo de 100 anos em 1.300 casos. Sobre R$6 bilhões desviados de aposentados. Sobre Jaques Wagner e o apartamento de R$2,45 milhões.
Voltaram só quando precisaram do seu voto.
Eles não defendem o Brasil. Defendem um lado.
Chegamos a 3 anos desde que o min. Toffoli anulou monocraticamente as provas da corrupção da Odebrecht e deu início a uma avalanche de impunidade no Brasil e no mundo.
Nesse período, mais de 100 réus no Brasil e ao menos 28 pessoas e empresas em outros 8 países já se beneficiaram da decisão. No entanto, apesar do imenso impacto, nenhum dos três recursos apresentados contra a decisão (pelo MP-SP, pela ANPR e pela PGR) foi analisado pelo STF até hoje.
Diante da gravidade da situação, a Transparência Internacional - Brasil e outras 29 organizações de 21 países acionaram o Grupo de Trabalho Antissuborno da OCDE e pediram que o caso seja pautado na próxima reunião plenária do grupo.
A decisão do min. Toffoli causou uma bomba atômica de impunidade no mundo. É fundamental que os recursos contra ela sejam analisados pelo STF e o Brasil efetivamente se comprometa com o combate à corrupção.