Sim, @FlavioBolsonaro, o Pix é do BRASIL.
Não, o Pix NÃO É do presidiário do teu pai.
E o Pix também não é seu, Flavio, pra você taxar ou privatizar, como quer o Trump.
E, pra não ter confusão, o Pix também não é do Vorcaro. Ele só fez alguns Pix milionários pra sua família com o dinheiro roubado dos aposentados mesmo, mas o sistema não é dele.
O Pix tá sendo desenvolvido há uma década por SERVIDORES PÚBLICOS do Banco Central.
Sim, servidores públicos. Aquela gente que você, seu pai e o Paulo Guedes, que vocês esqueceram num churrasco e nunca mais foi visto, odeiam.
Lidem com a realidade. Aceitem a realidade. Vocês não são ninguém. Vocês nunca fizeram nada de bom para o Brasil, muito pelo contrário. E há de chegar o dia no qual você e toda a sua família também serão esquecidos, por todo o povo brasileiro, no churrasco.
O Celso Rocha de Barros faz uma pergunta importante: Flávio Bolsonaro é terrorista?
Reflete apresentando fatos importantes. “Flávio é aliado de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do RJ. A PF considera Bacellar ‘o chefe da ala política do Comando Vermelho.’
Na @folha e, colher de chá, aqui.
Gente, "tirei" o texto da @miriamleitao - é das melhores coisas que li sobre o assunto. Na verdade, a melhor. Não podemos deixar passar despercebido. A.
O Globo – 31/5/26 – Míriam Leitão
Os patriotas pelo avesso
O patriotismo histriônico e estigmatizado não tem nada a ver com o verdadeiro amor à pátria ou o entendimento de quais são os reais interesses do Brasil
https://t.co/Zpbe4qPHOn
Talvez o momento mais verdadeiro do nacionalismo da direita tenha ocorrido quando manifestantes bolsonaristas estenderam a bandeira norte-americana na Avenida Paulista em pleno dia da pátria brasileira. Eles se denominam “patriotas” e se cobrem de verde e amarelo, mas comemoram barreiras contra as exportações brasileiras, pedem intervenção americana nas eleições nacionais e, agora, tratam como uma vitória o que é um evidente risco para o país e suas instituições.
É um patriotismo pelo avesso. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, chegou a colocar o boné com a marca “Make America Great Again” na época da posse de Donald Trump. Mas já estava claro para qualquer pessoa que, na visão trumpista, os Estados Unidos só podem ser grandes em detrimento de outros países. A conta não tardou muito, em abril do ano passado, o presidente norte-americano anunciou o tarifaço contra o mundo. O Brasil ficou com uma das maiores tarifas e elas feriram duramente as empresas do estado governado por Tarcísio. Foi o governo Lula que dissolveu a maior parte desse ônus para a economia brasileira.
O patriotismo histriônico e estigmatizado que berra, agarra a bandeira, militariza os símbolos nacionais em atos patéticos não tem nada a ver com o verdadeiro e sereno amor à pátria ou o entendimento de quais são os reais interesses dos que nasceram nesta terra ou a escolheram como sua.
São muitos os riscos decorrentes da definição das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Uma das primeiras consequências práticas pode ser o enfraquecimento dos mecanismos atuais de cooperação no combate a essas quadrilhas.
O Brasil perde interlocução com o FBI e o assunto passa para a alçada da CIA. Combater o tráfico de drogas e armas deixa de ser uma questão policial, em que organismos dos dois países podem trocar informações. O tema passa ser uma questão da segurança nacional americana, portanto, entregue aos espiões. A partir dessa decisão do governo americano, ficam legalmente permitidas missões de espionagem da CIA no Brasil, sem a anuência ou conhecimento do governo brasileiro.
Há ameaças econômicas também. Num mercado financeiro globalizado, bancos nacionais operam o tempo todo no mercado americano. Qualquer dúvida que paire sobre instituições brasileiras pode se transformar em limitação para as suas operações. Empresas também que tenham negócios com firmas americanas podem encontrar constrangimentos.
O senador Flávio Bolsonaro comemorou a decisão do governo Trump como uma vitória política. O ato é visto como uma tábua de salvação para uma candidatura que está em apuros pela revelação da intimidade que ele mantinha com o banqueiro corruptor Daniel Vorcaro. Como a decisão do governo americano ocorreu logo após seu encontro com o presidente dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro pode reivindicar autoria do atentado.
O Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital são de fato terríveis organizações, extremamente perigosas, que se expandem. Qualquer pessoa pode se sentir ameaçada pelo terror que elas espalham com suas ações e concluir que faz sentido defini-las como terroristas. Não é a definição em si o problema, e sim o que isso implica do ponto de vista legal.
Vale a esta altura da comemoração bolsonarista perguntar a Flávio Bolsonaro: e as milícias, senador? Curiosamente, ele guarda silêncio sobre a organização criminosa que também aterroriza cidadãos do Rio de Janeiro. No passado recente, ele já elogiou, empregou e condecorou milicianos e seus familiares.
Há um fio que liga as patriotadas do governo militar e o comportamento dos líderes bolsonaristas. Tanto na ditadura quanto agora, a direita declara ser a detentora única do amor à pátria quando na verdade é capaz das maiores traições. Tanto o ataque ao patrimônio natural do país, quanto os acordos entreguistas que beneficiam outros países em detrimento do Brasil.
Têm ainda em comum a devoção à potência estrangeira.
O assunto se presta a muita confusão, manipulação e falsidade. E é a essa tarefa que Flávio Bolsonaro está dedicado no momento. Ele está usando o sentimento natural de repúdio das pessoas contra as organizações criminosas, e tratando a decisão do governo americano como um serviço ao país. O que isso pode significar na prática, contudo, não lhe interessa. Flávio Bolsonaro continuará no seu show de bajulação ao presidente dos Estados Unidos. E chamará a isso patriotismo.
Sim, claro, antes da iFood não existia entregador na pizzaria do bairro. Além disso, o iFood inventou uma tecnologia chamada bicicleta, criada especialmente para ser usada em entregas.
Agora, saindo da provocação e indo para o debate real: o Brasil sempre conviveu com uma economia de subsistência que usa uma enorme massa de trabalhadores abandonados pelo Estado, pessoas que se submetem a qualquer coisa porque a alternativa é a fome e a miséria.
Hoje, são as plataformas que cumprem esse papel de exploração.
O ponto é que não temos que tolerar mais isso. Temos que discutir como e onde gerar empregos com dignidade. Como o Estado pode atuar, seja como empregador direto, seja induzindo bons empregos.
Alguém pode argumentar que o atual estágio da automação torna impossível gerar empregos para todos.
No capitalismo, ao que tudo indica, sim. Na verdade, no capitalismo neoliberal sem freios, certamente.
A questão é que o avanço da tecnologia não deveria ser tratado como sinônimo natural de desemprego. O desemprego não é uma lei da natureza. Não é inevitável. É uma invenção e uma necessidade do capitalismo, o primeiro sistema que produziu miséria em meio a uma enorme abundância e que usa a tecnologia criada pelos seres humanos para escravizá-los.
Em um mundo minimamente digno, os ganhos de produtividade da automação, da inteligência artificial ou de qualquer nova tecnologia deveriam servir para reduzir fortemente a jornada de trabalho, garantindo mais tempo livre, mais direitos, mais qualidade de vida e mais possibilidade de viver.
Mas, no nosso mundo, a tecnologia inventada pela classe trabalhadora não é usada para que ela tenha mais tempo para descansar, estudar, conversar, se divertir ou sonhar.
É usada para explorar ainda mais a própria classe trabalhadora.
A uberização da nossa classe trabalhadora deveria ser tratada com seriedade. Não como algo natural. Não como “alternativa ao desemprego”, como se o desemprego também fosse uma força da natureza.
Deveria ser um dos eixos do debate eleitoral. Deveria ser. Mas, infelizmente, há uma interdição no debate econômico brasileiro. O pavor da extrema direita nos paralisou. Não conseguimos ver além do “neoliberalismo progressista” como alternativa à destruição fascista.
Os grandes temas e desafios foram jogados para baixo do tapete. Só se discute qual será a próxima medida de ajuste fiscal, ou quando virá a redução da taxa de juros do Banco Central que fará a economia brasileira encontrar seu rumo. Aliás, é bizarro a esquerda achar que é a redução da Selic que desenvolve um país, em vez de tratar isso como uma condição necessária e absolutamente insuficiente. Mas vamos voltar ao tema.
A questão é que enquanto esses debates de superfície hegemoniza o imaginário da esquerda, as classes dominantes moem o nosso povo.
Somos um país dominado pelo agro, que quer que o mercado doméstico se foda, que o meio ambiente se foda, porque exporta soja para a China fazer ração para porcos. Tudo isso com destruição de territórios, muito dinheiro estatal e concentração brutal de renda. A grana da exploração vai para formar bancadas políticas que defendem a nossa dependência e subordinação com orgulho.
Claro, o setor primário-exportador também tem as mineradoras, que arrancam nossas riquezas e destroem o meio ambiente, deixando a conta da destruição para o povo.
Do outro lado, vistos como mais modernos e elegantes, sediados na potente São Paulo, estão os bancos, tomando o dinheiro da classe trabalhadora com as taxas de juros mais altas do planeta.
Ou seja: de um lado, um setor primário-exportador que aparelha o Estado, concentra riqueza, não gera porra nenhuma de emprego decente e ainda deixa um passivo ambiental brutal para o povo pagar.
De outro, um setor rentista que toma o pouco que os trabalhadores têm por meio de juros criminosos.
Como gerar empregos bons para o nosso povo no meio disso tudo? Não tem como. Com essas duas frações dominantes organizando o país, sobra um bolsão de desesperados. E esse bolsão, em vez de ser tratado como um problema nacional gravíssimo, vira matéria-prima barata para as plataformas, que têm se tornado a terceira força dessa tríade da destruição.
É assim que o Brasil se torna, ao mesmo tempo, paraíso do agro, dos rentistas e das empresas de aplicativo. Um país com gente demais precisando aceitar qualquer coisa para sobreviver.
Não está tudo bem só porque o desemprego vem caindo desde 2021. Os empregos gerados são uma merda. O trabalhador ganha mal. Está endividado até o pescoço. Trabalha muito. Não tem tempo de viver. Não tem tempo de estudar. Aliás, estudar para quê, em um país que não tem muito a oferecer aos pobres além de uma CLT destruída pela já naturalizada contrarreforma de Temer em 2017 e uma vida esmagada pela escala 6x1?
A pergunta correta não é o que essas pessoas fariam sem Uber, iFood ou 99.
A pergunta correta é que tipo de país aceita que milhões de trabalhadores só tenham como horizonte pedalar, dirigir e se arriscar todos os dias sem direitos, sem proteção e sem futuro.
Prfª Arlene Clemesha (USP) lavou a alma hoje no debate da Clara Ant no Itamaraty, sobre o antissemitismo.
15 minutos de uma fala contundente.
Ela defendeu a impossibilidade de discutir o racismo apenas contra os judeus. E pediu uma abordagem completa, contra qualquer forma.
A cada ciclo eleitoral, ressurge a ideia de que a “polarização” é o problema da política brasileira. Neste artigo, mostro que essa narrativa é uma construção midiática preguiçosa que desloca o debate do conteúdo das disputas para a forma do embate, moraliza o conflito e produz um centro fictício apresentado como neutro e moderado. Ao fazer isso, apaga diferenças reais entre projetos de sociedade, cria uma falsa equivalência entre posições inconciliáveis e abre espaço para soluções supostamente acima da política que, na prática, preservam o mesmo jogo de poder. A polarização não explica a realidade. Ela a distorce.
Polarização política: uma categoria midiática explicativa preguiçosa? https://t.co/a7ULLlyprM via @brasil247
🚨 São dilacerantes as denúncias que recebi sobre o estup*o de uma menina de apenas 15 anos cometido por dois colegas de escola na cidade de Sorocaba, no interior de São Paulo.
Por isso, enquanto Presidenta da Comissão das Mulheres da Câmara, estou cobrando, do governo do Estado de São Paulo e da prefeitura de Sorocaba, os protocolos de acolhimento à meninas e adolescentes vítimas de violência sexual.
Pois é inaceitável que a direção de uma unidade escolar não tenha respostas para dar a suas estudantes ou meios de protegê-las da revitimização e de conviver, todos os dias, com quem as agrediu.
Precisamos de explicações: a rede estadual e municipal de ensino contam com processos padronizados e intersetoriais voltados à identificação de sinais de abuso sexual contra crianças e adolescentes???
Quais são os mecanismos de notificação utilizados pelas escolas das respectivas redes de ensino ao suspeitar de casos de violência??? Quais as medidas protetivas que as escolas estão garantindo às vítimas???
Como funciona o fluxo de encaminhamento das respectivas redes para as autoridades em casos de denúncia de violência praticada por estudantes matriculados na mesma unidade escolar que a vítima???
As redes de ensino contam com programas contínuos de prevenção à violência e de educação para o consentimento? Seus profissionais recebem orientações sobre a Lei da Escuta Especializada e sobre o ECA???
Precisamos de respostas para tudo isso. E é inaceitável que, em 2026, essas respostas ainda não existam ou não estejam disponíveis publicamente.
É direito das meninas estudarem e crescerem sem nunca serem vítimas de abuso e sem nunca serem revitimizadas em suas próprias escolas.
E, já que estamos questionando o governo do Estado, queremos que a prefeitura da cidade onde ocorreu o fato responda às mesmas perguntas.
Pois há quem diga que Sorocaba é a melhor cidade do Brasil pra se viver. Precisamos saber se isso também se aplica às meninas da cidade.
O PowerPoint certo do Banco Master
CELSO ROCHA DE BARROS @NPTO
Um programa da GloboNews mostrou um gráfico que colocava Lula e a esquerda no centro do escândalo do Master. Estava errado. A emissora pediu desculpas. Mas como seria o PowerPoint certo?
No centro, coloque Daniel Vorcaro como símbolo do ecossistema Master (que tem também Fictor, Will Bank, Reag, etc.).
Em volta, desenhe um primeiro círculo com o título "suspeitos de roubar com o Master". São os três governadores (todos de direita) e 15 prefeitos (14 de direita) que investiram dinheiro de aposentados no banco. A administração do PT da Bahia é suspeita de coisa diferente, mas pode ser colocada aqui –como um dos 19 casos. Se algum caso merece destaque é Cláudio Castro, do PL, que queimou R$ 1 bilhão dos aposentados do Rio no Master.
Desenhe um segundo círculo com o título "suspeitos de tentar salvar o Master com mutreta". Aqui entram: os partidos PL, PP, União Brasil, Republicanos, MDB e PSB, que assinaram urgência para projeto que lhes permitiria afastar a diretoria do Banco Central que investigava o Master (Req. 3651/2025); Ciro Nogueira (PP-PI) e Filipe Barros (PL-PR), que tentaram mudar a lei para aumentar a cobertura do FGC, dando sobrevida ao esquema (Emenda 11 à PEC 65/2023 e PL 4395/2024); Dias Toffoli, do STF, e Jhonatan de Jesus, ministro do TCU e ex-deputado do Republicanos, que tentaram melar o trabalho do BC.
Guido Mantega, que atuou como lobista para Vorcaro e conseguiu uma reunião dele com Lula e Galípolo; os dois diretores do Banco Central subornados por Vorcaro; e, com absoluto destaque, Ibaneis Rocha (MDB-DF), que deu um rombo de R$ 15 bi a R$ 20 bilhões no BRB tentando salvar o Master.
Nesse segundo círculo também devem entrar Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques. Não sabemos, ainda, se fizeram ou prometeram fazer algo para salvar o Master. Porém, seus familiares (esposa de Moraes, filho de Nunes Marques) têm contratos de advocacia com o ecossistema Master com valores suspeitos. Eu não incluiria Ricardo Lewandowski no mesmo círculo, porque a Polícia Federal, sob sua responsabilidade, prendeu o ecossistema inteiro; e porque os honorários que o Master lhe pagava eram muito mais compatíveis com os valores de mercado. Mas o leitor pode colocá-lo aqui, se achar melhor.
Desenhe um terceiro círculo com o título "recebeu dinheiro do Master para fazer campanha eleitoral". Aqui estão Tarcísio de Freitas (R$ 2 milhões) e, sobretudo, Jair Bolsonaro. Além dos R$ 3 milhões recebidos de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, os passeios de jatinho de Nikolas Ferreira eram para fazer campanha para Jair.
Lula não está no PowerPoint. Até agora, não há sinal de que tenha roubado com o Master, tentado salvá-lo ou recebido dinheiro de seus sócios. Se algo aparecer, colocamos Lula.
Haddad é, pelo que se sabe, o único político que se negou a encontrar Vorcaro. Galípolo liquidou o Master.
Esse tipo de gráfico tem seus defeitos: há gente que fez coisas de gravidade diferente no mesmo círculo. Mais importante: o gráfico precisa ser atualizado com o conteúdo dos celulares de Vorcaro (mais importante que as delações).
Há outros envolvidos, mas todo o núcleo político do caso Master está aí. Agora pinte os envolvidos de direita de azul, os de esquerda de vermelho, os juízes de preto, e observe o padrão.
Celso Rocha de Barros
Servidor federal, é doutor em sociologia pela Universidade de Oxford (Inglaterra) e autor de "PT, uma História"
FSP 28.03.2026
@mskp_29@kmendoncafilho I say in theory because that plot mirrors the main plot with the business man trying to steal research and shut down Marcelo’s department in a public university, that is, private interests sabotaging science and research being done in public universities.
@mskp_29@kmendoncafilho The context is that in Brazil almost all academic research in any field is done inside public, free universities, where in theory they’re more protected against political or financial influence.
Nikolas usou o jatinho do Daniel Vorcaro na campanha de 2022. O cunhado do Vorcaro, seu operador financeiro, foi o maior doador das campanhas de Tarcísio e de Bolsonaro. Quem propôs emenda no Congresso pra ajudar o Banco Master foi Ciro Nogueira, Casa Civil do Bolsonaro. 🧵 (1/3)