Recomendo esse post. Objetivo, preciso e atemporal.
Em 2014, fundamos a Arbor justamente com essa aposta: "nadar a favor da maré sempre será uma escolha mais inteligente". Ou, colocando de outra forma: never bet against the future.
O futuro é (i) tecnologia, (ii) crescimento de produtividade e (iii) estruturas de capital otimizadas para aumentar a velocidade do equity (retorno) - o juros precisa ser BAIXO!!
São os únicos três componentes estruturais que importam no longo prazo para compor capital a taxas substancialmente maiores do que a renda fixa.
O resto é trade de oferta e demanda (fluxo) de commodities: afinal em uma old economy nenhuma empresa tem vantagem competiva durável, todas serão disrupted eventualmente.
profissão?
comerciante de preços.
@Leonardootero61 Não temos tech no Brasil. Gosto da sua posição, tech é lá. Mas no resto aparecem oportunidades que compõe ao longo do tempo e que são melhores aqui. Acho que seria difícil encontrar uma PRIO fora, como você pegou. Utility como Equatorial também deve ser difícil.
"A bolsa brasileira está barata" virou a tese mais preguiçosa do mercado.
Nos anos 1990 e 2000, bater perna em fábrica e entrevistar ex-funcionário gerava alpha. A assimetria de informação era brutal e a concorrência, escassa. Hoje, isso é a linha de base. Todo mundo sabe que o múltiplo está deprimido; e a precificação do óbvio não gera retorno excedente.
Pior: a tese ignora a clássica armadilha do valuation ("value trap"). Se o múltiplo está baixo, há uma razão para isso. Sem um motor de crescimento sustentável e uma liderança competente, o investidor não está fazendo um investimento perene; está apenas operando um trade tático do ponto A ao ponto B.
O ponto central que a narrativa do "múltiplo atrativo" ignora é simples: o Brasil historicamente não entrega Equity Risk Premium (ERP). Correr o risco da renda variável local raramente compensou o carry do juro real. Quando a bolsa brasileira anda, o movimento raramente vem de tração econômica orgânica ou crescimento secular de lucros, mas quase exclusivamente da compressão cíclica da taxa de desconto. Na prática, compra-se juro alavancado, e não participação em empresas de crescimento sustentável.
As campeãs da B3 já fizeram o dever de casa: executaram seus planos estratégicos, otimizaram margens e atingiram seu market share de equilíbrio. O problema é que não existe heroísmo microeconômico que compense uma macroeconomia estagnada. A performance individual dessas companhias colidiu com o teto do PIB.
Alocação de capital é, antes de tudo, sobre a escolha da qualidade do aquário onde se pesca. Infelizmente, o aquário brasileiro está sem manutenção há décadas. Até tem peixe, mas estão sufocados pela falta de oxigênio institucional e de produtividade.
O aquário global, em especial o americano, atrai muito mais pescadores e uma competição acirrada, mas a água é limpa, o dinamismo tecnológico é real e o ecossistema renova sua biomassa diariamente.
Fazer um stock picking brilhante em um aquário de águas turvas e ar rarefeito continua sendo uma estratégia de retornos medíocres e cíclicos.
Nadar a favor da maré sempre será uma escolha mais inteligente.
$EWZ #IBOV
17.9% IRR — unlevered, pre-tax. $NVDA H100, 2023 to today, realized neocloud on-demand prices, secondary market exit. Hyperscalers $AMZN $MSFT $GOOGL pricing is more expensive, but fixed costs are about the same. ($META included?)
The GPU depreciation debate has been running on speculation, but cash flows settled it. Here's the model: 👇
@tropicalvalue Outra coisa: o capital investido não têm crescido no mesmo ritmo do ROIC, muito menos dos investimentos. Talvez a depreciação real seja maior que a reportada. Você é o mestre, saber o que acha seria de grande valor.
@tropicalvalue Interessante. Não consegui reconciliar os seus números, mas o reinvestimento é alto. Meus números (janela de 3 anos):
Lucro Op Ant IR (caixa): 2.880 MM
Deprec: 920 MM
IR: 15%
ΔNCG: 900 MM
FCI: 1.370 MM
Capital Invest Tang.: 7.900 MM
ROIC: 21%
Reiv.: 2.270 MM -> 135%
A notícia do ano é o programa de seguros Hormuz Safe, pago em Bitcoin.
O tipo de evento que será lembrado na História econômica assim como…
1) Criação do FED em 1913
2) UK saindo do padrão-ouro (1914)
3) Confisco do ouro nos EUA (1933)
4) Bretton-Woods (1944)
5) Choque do Nixon (1971)
Nesse nível de relevância, sem hipérbole. Algo que não acontece em toda década ou geração e reverbera pelo próximo século.
Importa mais que adoção do Bitcoin por pessoas físicas, preço ou captação dos ETFs.
Aliás, pessoas civis talvez terão dificuldade em concorrer por um espaço no bloco, contra agentes soberanos que negociam na casa do trilhão.
Onchain é o novo SWIFT, não PIX.
Talvez gere um incentivo por hashrate nacional, veremos. Softwar.
Talvez sozinho não mude o mundo, mas é o primeiro dominó caindo. O segundo será o comércio internacional da Rússia.
@bz_equities Olha o que era a Suzano há 10-15 anos. Os investimentos da empresa foram transformacionais. Isso foi feito com caixa gerado para o acionista. Daqui a pouco vai recomprar todas as ações que emitiu para comprar a Fibria (que era muito maior que a Suzano).
@tuvidux EWZ está no mesmo lugar, IMAT também. Isso dizendo o que foi bom, muita coisa sumiu.
A Suzano hoje é uns 30% maior em produção de celulose, com ativos melhores de papel (KC). Lá em 2021 chegou a valer 60% a mais que hoje. Valuation de tudo em 2021 foi exagerado.