A entrevista que Lula deu ao Jornal Nacional nesta quinta-feira foi um tapa na cara dos brasileiros e brasileiras que trabalham e são honestos. Transtornado. Rancoroso. Mentiroso!
Usou da velha tática de atacar o combate à corrupção, a Lava Jato, Deltan e eu, para não responder sobre os diversos escândalos de corrupção que aparecem em todos os seus governos e as suspeitas que agora pairam sobre o seu filho Lulinha.
Mente descaradamente ao dizer que não protege o seu filho das investigações.
Eu estava na CPMI e presenciei a base do governo impedir as apurações sobre o Lulinha e sobre a Roberta Luchsinger, que agora ele chama de pilantra.
O Brasil ainda assiste estupefato as diversas manobras do Governo para minar o trabalho do Min. André Mendonça que conduz com seriedade as investigações no STF.
Chega de Lula e do PT. Não dá mais. O Brasil não aguenta!
Jornalista William Waack sobre o alinhamento de Lula, Alcolumbre e Hugo Motta:
“Velhos repórteres como eu não compramos uma palavra do que Alcolumbre acabou de dizer. “Instituições democráticas uma ova”. Eles fizeram um acordo político na base da convergência de interesses para escapar de investigações. Todos ali.”
Sobre a normalização da barbárie:
Jornalista diz que Moraes tem mostrado "disposição para colaborar" com Lula para obstruir as investigações sobre Lulinha (Lula que, por sua vez, disse que não estava interferindo nas investigações).
Os crimes são narrados como se ela estivesse passando a previsão do tempo.
Lula no Jornal Nacional disse também que foi injustiçado na Lava Jato, atacou a imprensa e os jornalistas ainda não foram capazes de lembrar que ele não foi absolvido mas descondenado; que as provas de corrupção da Lava Jato foram abundantes e que o dinheiro - milhões e milhões de reais! - foi recuperado.
Isso pra não falar do sítio de Atibaia e o Triplex do Guarujá.
Amnésia ou cumplicidade?
Fachin recebeu Janja pra falar sobre feminicídio. A imprensa disse que ela compareceu na qualidade de "coordenadora do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio".
Fui conferir. O comitê foi instituído pelo Decreto 12.839/26. O artigo 3º diz que ele será composto por quatro representantes de cada poder.
Especificamente quanto ao Executivo Federal, diz no art. 3º, §4º que ele será representado pelos titulares das seguintes pastas: 1) Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, que coordenará o Comitê Interinstitucional de Gestão; 2) Casa Civil; 3) Ministério das Mulheres; 4) Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Se Janja foi recebida na qualidade de coordenadora, presumir-se-ia que ela estivesse exercendo algum cargo em uma das pastas acima.
Como, aparentemente, ela não ocupa cargo formal algum, o que vimos aqui foi o presidente da mais alta corte de justiça endossando uma autoproclamada autoridade da primeira-dama, deixando-se fotografar com ela e permitindo que o Judiciário seja indevidamente utilizado como palanque.
“Ilações, ilações e ilações, tiradas de telefonemas”, disse Lula no JN sobre caso Lulinha.
“Se o Fábio [Lulinha] cometeu qualquer ilícito, ele terá de pagar. Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal…”
Na verdade, já houve troca na PF e, depois dela, o relator André Mendonça, do STF, tentou blindar a investigação.
A base de Lula na CPMI do INSS blindou Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, que recebeu R$ 1,5 milhões do Careca do INSS e pagou R$ 217 mil de despesas do então chefe de gabinete do presidente, Marcola.
“Eu não conheço essa moça”, disse Lula, posando de vítima histórica de acusações falsas, “da maior mentira da história desse país”, e atacando Sergio Moro e Deltan Dallagnol como “monstros”.
Na verdade, o triplex do Guarujá foi reservado e reformado por duas empreiteiras do petrolão (OAS e Odebrecht), que também reformaram o sítio de Atibaia, frequentado ao menos 111 vezes por Lula.
Nenhuma manobra processual do STF, depois de um total de 5 condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, anula esses fatos objetivos.
O presidente ainda disse que Marcola sabe que cometeu um “erro” e, tentando se descolar do caso, relatou que perguntou a ele: “Por que que você não falou comigo?“
Por fim, Lula se disse “deprimido e chateado” com toda essa história. No mensalão, havia dito que foi “traído”.
Tradicionalmente, ele joga a potencial culpa nos outros e depois passa pano para todos.
Em meio à revolta nacional com supersalários e penduricalhos do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal decidiu criar um benefício dentro de casa. Por meio da Resolução nº 919 - um ato interno, sem votação no Congresso - o presidente da Corte, Edson Fachin, instituiu uma gratificação de 15% a 22,5% para ocupantes de cargos comissionados CJ-1 a CJ-4, entre eles assessores e chefes de gabinete dos ministros.
A estimativa do próprio STF é beneficiar 276 servidores, com pagamento médio de R$ 5,3 mil por mês a cada um e impacto oficial de R$ 17,5 milhões anuais. A Corte classificou a verba como “indenizatória”, o que afasta incidência tributária e previdenciária, embora ela seja calculada sobre a remuneração, integre o 13º salário e continue sendo paga durante afastamentos considerados de efetivo exercício. Não há no ato a identificação de qualquer despesa concreta a ser ressarcida.
O Supremo afirma que a gratificação respeitará o teto constitucional e reconhece a “alta complexidade” e o grau de responsabilidade dessas funções - mas o problema é justamente o método e a mensagem. Enquanto trabalhadores são esmagados por impostos e milhões de brasileiros tentam sobreviver com pouco mais de um salário mínimo, o órgão que deveria proteger a Constituição cria por decisão própria um benefício de milhares de reais para quem opera sua engrenagem.
Nas antigas monarquias, os soberanos premiavam os vassalos que sustentavam o trono. No Brasil institucional, os “supremos” parecem ter encontrado uma versão moderna; gratificam assessores e chefes que mantêm os gabinetes funcionando, preparam decisões e ajudam a máquina da Corte a reinar sobre a vida pública. Não se trata de acusar individualmente esses servidores de ilegalidade, mas de expor uma estrutura que recompensa generosamente os círculos do poder com dinheiro público.
O mesmo STF que acaba de impor limites aos penduricalhos de outros tribunais criou o seu por resolução interna, e ainda apresenta a conta ao pagador de impostos.
CEOs da administração pública gastam muito dinheiro para manter um padrão de vida incompatível com o serviço público. Concursos da magistratura e os cursos de formação de magistrados deveriam exigir educação financeira.
Não fico impressionado quando vejo que uma ministra do STF e uma deputada federal não sabem do que estão falando.
Para explicar com simplicidade. A transformação da liberdade de expressão em crime é conhecida como "crime de opinião". Gritar fogo no cinema não é uma opinião, mas uma ação. Assim como quando um oficial militar grita "direita, volver!" também não está dando opinião, mas emitindo uma ordem. Mas quando você emite um juízo sobre alguma coisa, isso é uma opinião.
Tentar matar alguém dentro de um avião com uma caneta, por mais estranho que seja, não é uma opinião. Opiniões não matam ninguém, podem no máximo ser ofensivas.
A comparação da regulamentação das plataformas com as leis de trânsito é comparar duas coisas que não têm qualquer relação entre si, assim como as leis de trânsito não têm qualquer relação com as leis que regem as esferas terrestres, exceto o nome de leis.
A maioria das leis que estão sendo aprovadas não são para regulamentar as plataformas, mas o usuários, suas opiniões, ou seja, são censura. A ditadura militar, ao menos, chamava o censor de censor e não de defensor da democracia.
Para o juiz Herval Sampaio, o homem preso por furtar uma escola pela 2ª vez em 5 dias é vítima do sistema e vítima do Estado.
Segundo o portal da transparência, o juiz recebeu R$ 999.850,26 em 2025. Realmente o Estado faz muitas vítimas mesmo!
Vejam o xerife da democracia fugir da imprensa como o diabo foge da cruz.
O motivo é simples:
Moraes só dá entrevistas e falas em ambientes controlados =)
O xerifão não se presta ao debate e fica indignado quando é contrariado.
Repito: qualquer jornalista sério e/ou jurista com honestidade intelectual conseguem colocar o paladino da democracia no carrossel da agonia.
O problema é que os jornalistas dos grandes jornais, quando o encontram, ficam adulando essa personagem de “salvador da democracia”.
Quando ele encontra um jornalista corajoso, o resultado é esse:
Silêncio acovardado.
https://t.co/Vn9y9Zoo0P
Está agora indiscutivelmente provado que Alexandre de Moraes prendeu Filipe Martins com base em um documento falso e fraudulento por seis meses durante o governo Biden.
Um juiz federal -- indicado pelo democrata Bill Clinton -- não apenas disse que isso é indiscutível, mas também está enfurecido pelo fato de que os documentos que mostram quem fez isso, e o porquê, e como chegou nas mãos de Moraes, ainda não foram divulgados.
Nem sequer era argumentável que se tratava de um erro inocente. Montanhas de evidências provaram que Filipe nunca saiu do Brasil, ao ponto de a própria PGR -- que havia solicitado sua prisão -- instar imediatamente Moraes a soltá-lo. Moraes ignorou tudo isso por meses, mantendo Martins na prisão com base em uma fraude, esperando conseguir forçá-lo a uma delação.
Se você não fica indignado quando um ministro do STF prende falsamente um cidadão e inimigo político com base em um documento fraudulento que todas as evidências provam ser falso, e nem sequer se dá ao trabalho de reconhecer isso, quanto mais pedir desculpas quando se torna impossível de negar, o que te deixa com raiva?
O que é abuso de poder judicial se não isso? Existe algum abuso que Moraes possa cometer que deva levar a consequências para ele?