conheci uma família que vivia muito bem. o pai ganhava bem, sustentava três filhos com folga, e a vida parecia resolvida.
aí ele foi demitido. já estava mais velho, e a recolocação não veio rápido como ele imaginava.
em poucos meses o padrão desabou. não porque ele ganhava pouco antes, mas porque gastava tudo que entrava. sem reserva, sem patrimônio, o salário era a única coisa entre a família e o buraco.
foi a primeira vez que eu entendi que ganhar bem e estar seguro são coisas diferentes. dá pra passar vinte anos com renda alta e continuar a um mês de distância do desastre.
o que protege não é quanto entra. é quanto sobra, e o que você faz com o que sobra.
alguém aqui já viu isso acontecer de perto?
@leonardo1opes Alckmin assume no primeiro ano do mandato, se elege e reelege na sequência. De forma absurda, essa é uma das poucas perspectivas de futuro pra esse país
Galípolo disse no evento do Santander o que nenhum presidente de BC costuma dizer em ano eleitoral: o modelo de crescimento puxado por renda e crédito esgotou.
O argumento dele, resumido: o Brasil está em pleno emprego com demanda crescendo acima da oferta. Continuar estimulando consumo por salário mínimo real e crédito subsidiado — a receita dos três mandatos Lula — só pressiona inflação e mantém os juros altos.
A saída, segundo Galípolo, é pelo lado da oferta: produtividade. Crescer sem pressionar a capacidade instalada. Ele não disse quais reformas — invocou a independência do BC pra não entrar na seara dos candidatos.
Mas a prescrição está implícita, e o Valor resumiu bem: é um recado pro próximo governo. O modelo que funcionou em 2003 bateu no muro em 2026. Quem herdar o país vai ter que fazer o crescimento pelo lado mais difícil.
O maior sinal de que o principal problema do Brasil é a baixa produtividade é próprio fato de ninguém conseguir assimilar o que significa produtividade