Pagar um salário líquido de 3 mil euros custa 6194 euros por mês ao empregador.
Pagar três salários líquidos de mil euros custa 4618 euros por mês ao empregador.
Não será a única razão, mas é um incentivo perverso aos baixos salários e fraca produtividade.
@yasminalombaert Despicable Russians.
But it's easy.
Just stop visas to EU. We don't want Russians to suffer that "collapse" of Europe.
Just go away and stay away!!
@JMJSCarvalho@AlvercaMajor A sua opinião técnica é respeitável mas se descer ao nível de outros compromete inevitavelmente essa credibilidade fora das claques
Fica claro que os espanhóis percebem muito pouco de aviação de combate.
Não há outra explicação. Enquanto Portugal acumula décadas de experiência operacional em F-16, enquanto os nossos oficiais publicam posts detalhados nas redes sociais a explicar porque o F-35 é a única escolha racional, os espanhóis ali ao lado, alheios à nossa superior sabedoria aeronáutica, foram na direcção oposta. Investiram no Eurofighter Tranche 4 com radar AESA e míssil Meteor, encomendaram mais 20 aparelhos do Halcón I, têm o Halcón II a caminho, e estão simultaneamente no programa FCAS de 6ª geração com França e Alemanha. Uma estratégia industrial, operacional e tecnológica coerente com horizonte de 30 anos. Claramente não sabem o que estão a fazer.
Brincadeiras à parte, o que Espanha tem que Portugal aparentemente não tem é uma decisão tomada com arquitectura estratégica completa, e não uma decisão tomada e depois justificada publicamente por uma miríade de oficiais nas redes sociais e na imprensa especializada, cada um com os seus disclaimers de experiência em F-16 e as suas seis razões capitais.
A Força Aérea espanhola não tem oficiais a publicar posts a defender o F-35. Tem uma estratégia industrial, operacional e tecnológica coerente que dispensa a polémica pública.
Em Portugal, o que se passa é o inverso. O que é difícil de compreender não é a existência do debate, mas a sua natureza. Uma quantidade invulgar de comentadores, muitos deles ainda em funções oficiais, tem vindo a ocupar as redes sociais e a imprensa especializada com uma narrativa convergente e surpreendentemente uniforme a favor do F-35. Que oficiais no activo se pronunciem publicamente sobre uma decisão de aquisição desta dimensão, sem qualquer análise de custo total, sem referência à disponibilidade operacional documentada, e sem uma palavra sobre a dependência soberana que a escolha implica, é algo que só tem uma explicação plausível: não estão a contribuir para um debate, estão a executar uma orientação.
O problema é que nenhuma dessa orientação responde às perguntas fundamentais: qual o custo total de propriedade ao longo de 30 anos para um país com o orçamento de defesa de Portugal, como se resolve a dependência operacional de software controlado por Washington num momento em que a fiabilidade estratégica americana deixou de ser uma constante, e que capacidades críticas ficam por financiar para pagar a sustentação de uma frota com 50% de disponibilidade operacional confirmada pelos próprios auditores americanos e britânicos.
Espanha tem missões parecidas com as nossas. O mesmo Atlântico, os mesmos compromissos NATO, o mesmo flanco sul, e territórios ultramarinos para proteger. E chegou a uma conclusão radicalmente diferente, não por um capricho deste governo, mas por uma estratégia que atravessa governos e que coloca o interesse industrial, a soberania tecnológica e a sustentabilidade financeira no centro da decisão.
Quando um país vizinho com quem partilhamos fronteira, história e obrigações aliadas faz uma escolha oposta à nossa, a pergunta inteligente não é quem tem razão. É perceber se a nossa escolha foi feita com a mesma profundidade de análise, ou se foi feita primeiro e analisada depois.
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