O FIM DA POLITICA BRASILEIRA
Estão querendo acabar com o Banco Master. Isso vai acabar com a política brasileira.
O eleitor não pode pagar essa conta. Se acabar com o banco Master, o Brasil acaba junto.
Importante matéria em ZH de hoje traz 5 evidências para os futuros gestores da área financeira do estado: 1. não se deve aderir a nenhuma proposta "pega ratão" de um Governo Federal bolsonarista, para reestruturação fiscal do estado, porque esta adesão do estado aderente, aumenta o endividamento e a seguir reduz a capacidade de investimento ; 2. não pagar as mensalidades da dívida é uma fraude ao desenvolvimento futuro e ao mesmo tempo é um oportunismo imediatista, que sacrifica as próximas gerações; 3. o Governo que sucedeu ao meu Governo, aumentou os impostos e aplicou um brutal arrocho aos servidores e, de lá cá, a dívida pública DUPLICOU e se tornou incontrolável, até o momento; 4. a venda de estatais, necessárias para gerir o desenvolvimento regional - mormente a preço vil - é uma solução irresponsável que não soluciona absolutamente nada para alcançar o equilíbrio fiscal do Estado; 5. a ineficiência do Governo Estadual em aplicar os recursos da União, para recuperar o Estado depois das enchentes, é precária porque os quadros técnicos do Estado nunca foram tão depreciados e arrochados como nos dias de hoje, pois o Governo parece que trabalha com consultorias privadas e projetos de gaveta, à disposição dos "fregueses" de ocasião.
A esquerda radical infelizmente não tem uma percepção concreta sobre a transformação social operada por Lula no Brasil. E é uma transformação muito grande. O Brasil de 2026 é completamente distinto do Brasil que existia até os anos 90. É outro país.
Em termos de erradicação da miséria, combate à fome, melhoria dos indicadores sociais da população rural, Lula fez muito mais do que todos os outros governantes da nossa história, incluindo Getúlio Vargas e João Goulart.
Vargas criou programas de proteção social que abrangiam somente os trabalhos formais urbanos, uma parcela pequena da população. Até meados do século 20, a cobertura da população pelo sistema de previdência não chegava a 7%. Em alguns aspectos, Vargas até ampliou o fosso entre o Centro-Sul industrializado e o resto do país.
A desnutrição continuou matando, a expectativa de vida continuou baixa, a mortalidade infantil seguiu em níveis subsaarianos justamente porque o grosso da população brasileira, dezenas de milhões de pessoas, não foram beneficiadas pelas reformas e transformações do governo Vargas. O jeito de Vargas de lidar com os flagelados da seca era montar campos de concentração para impedir que os retirantes migrassem para as grandes cidades. Pesquisem sobre os "currais da seca".
Quando uma parte da esquerda radical diz que Lula não realizou "nenhuma reforma estrutural", ela está ignorando a completa desarticulação da indústria da seca, uma chaga social que perdurou por séculos nesse país. E que só começou a ser desmontada no governo Lula, com a construção de cisternas em larga escala, com a transposição do São Francisco, com algumas das maiores de obras de segurança hídrica da era contemporânea.
Acabar com a indústria da seca, acabar com o flagelo que matava centenas de milhares de pessoas a cada estiagem é uma conquista civilizatória das mais relevantes. É o tipo de coisa que a gente admira quando é feita pelos revolucionários cubanos, chineses ou soviéticos. E não é menor só porque foi feita por petista aqui no Brasil. Reduzir em mais de 80% a subnutrição no país não é um detalhe irrelevante.
Eu nasci no Agreste pernambucano, uma cidade que nem era das mais afetadas pela estiagem. E nos anos 80 eu vi com os meus olhos o que era uma seca. Eu vi as crianças esquálidas, com as barrigas inchadas, maltrapilhas, consertando buracos nas estradas e implorando por esmolas para não morrer de fome. Até os anos 90, era comum que multidões invadissem os armazéns da CONAB pra conseguir alimentos.
Essa realidade ficou no passado. Na mesma estrada rumo ao interior pernambucano onde você via famílias morrendo de fome nos anos 80, hoje você vê parques aquáticos, universidades federais, empresas, produção agrícola, assentamentos produtivos. Desde que Lula governou o Brasil pela primeira vez, nunca mais tivemos as cenas de flagelados da seca invadindo armanzéns, migrando em massa para as capitais.
Hoje nós estamos discutindo se a taxa da blusinha atrapalha o consumo digital das classes populares. Estamos reclamando que o filho do pedreiro que se formou como engenheiro pelo Prouni ou por uma universidade pública não tem onde trabalhar e está virando Uber. E são queixas válidas, discussões legítimas. Só não podemos esquecer que nos anos 90, o problema que nós discutíamos era que o filho do pedreiro estava morrendo de fome.
Lula é um gigante da luta popular e a esquerda radical, invariavelmente, terá que reconhecer isso um dia.
O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. Roubaram milhões de pessoas de muitos estados e municípios.
O banqueiro, líder do esquema, tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e seu banco fechado.
Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos.
Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos.
Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade e a confiança nas investigações.
Como presidente da Republica, acredito que só agindo com firmeza e transparência vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira.
É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual.
A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nossos sistemas político e judiciário precisam de reformas profundas.
É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer.
O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade.
O banqueiro Daniel Vorcaro construiu uma rede de relações com políticos, ministros, empresários e figuras influentes em diferentes espaços de poder.
O caso Master mostra como o poder econômico pode se converter em acesso privilegiado e influência política sobre decisões que afetam todos nós.
I receive dozens of threats daily from Zionists, including death threats, all because I report on the suffering of my people in Gaza.
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