A maioria das pessoas - inclusive dos analistas políticos - não se deu conta da importância das eleições de 2026. Ficam pensando que Lula está se aposentando e, logo, logo, as coisas voltarão aos eixos no Brasil. Terrível engano. Um quarto mandato de Lula alterará de fato a correlação de forças no Brasil para muito além de 2030. Simplesmente porque, haja o que houver, o PT consolidará uma folgada maioria no STF (degenerado como ator político) que não poderá ser revertida nos curto e médio prazos.
@PortalMigalhas Pode largar a magistratura e advogar. Não é o que sempre dizem? Que na iniciativa privada estariam ganhando o dobro? Pq o voto de pobreza então?
Nadie fabricó la pobreza.
Durante 200 mil años de existencia humana, la condición universal fue la miseria absoluta.
Sin excepciones.
Cada generación nacía, sobrevivía lo que podía y moría joven, hambrienta y expuesta a los elementos.
Eso no fue culpa de ningún sistema económico, no había sistema económico.
La pobreza no se crea, y np se puede crear, es el punto de partida.
Lo que necesita explicación es exactamente lo contrario.
Cómo algunos dejaron de ser pobres.
Esa es la pregunta que la clase política no quiere que hagas, porque la respuesta la deja sin trabajo.
Todo el discurso redistributivo arranca de una premisa invertida.
Asume que la riqueza es el estado natural y que alguien la está robando.
Que si hay pobres es porque alguien les sacó algo, pero no podés sacarle algo a quien nunca lo tuvo.
Lo que sacó a la humanidad de la miseria no fue un plan, ni un decreto, ni fue un comité de politicos decidiendo quién recibe qué.
Fue algo mucho más simple y mucho más difícil de aceptar.
Fue gente ahorrando. Acumulando capital. Produciendo más de lo que consumía. Invirtiendo el excedente en herramientas, en máquinas, en procesos que multiplicaron lo que un solo par de manos podía hacer.
Eso solo ocurre bajo una condición: Que nadie te saque lo que producís.
Propiedad privada.
Sin eso no hay ahorro posible, porque cualquier excedente se lo lleva el más fuerte.
Y sin ahorro no hay capital, y sin capital no hay productividad.
Y sin productividad estás exactamente donde la humanidad estuvo durante 199 mil de sus 200 mil años de historia.
Antes de 1800 el ingreso promedio real de un ser humano era practicamente indistinguible del de subsistencia.
Lo que cambió no fue la inteligencia humana ni la disponibilidad de recursos naturales.
Lo que cambió fue el marco institucional, donde se respetó la propiedad y se limitó la confiscación, la riqueza apareció.
Donde no, la miseria siguió intacta.
No es tan complicado de entender.
El político necesita que creas que la pobreza tiene culpables, porque si los tiene, él se ofrece como salvador.
Su carrera entera depende de esa inversión causal.
Te convence de que la riqueza es un pastel fijo que alguien cortó mal, y que él va a cortar mejor.
Pero la riqueza no es un pastel fijo.
Se crea.
Y se crea únicamente cuando dejás a la gente producir, ahorrar e intercambiar sin que un tercero se quede con la mitad en el camino.
O Rayan era o suporte defensivo do frágil Danilo na lateral direita. Saiu para acomodar Endrick como ponta, que tem problemas defensivos, e Neymar como atacante, que não pressiona ninguém. Martinelli, sem bola, também competia.
O resultado foi uma Noruega que criou seus dois gols explorando o lado direito da defesa. Com o fator Halland sim, mas a leitura de jogo do Ancelotti favoreceu o jogo que já era de controle da equipe de Solbakken. Brasil foi punido.
Defender o SUS de verdade é ir além do discurso. É criticar quem o destrói.
Eu vejo muita conversa fiada nessa rede, enquanto o sistema vai desmoronando.
Não adianta, estamos falando de praticidade na vida, elogiamos sempre quando falamos de vacinas ou fornecimento de medicamentos inacessíveis.
Só que o o SUS vai além disso, estamos falando do básico, estamos falando da qualidade que nos é dado em troca do que é pago.
SIM É PAGO.
Somente ESSE ANO: ,o acumulado do primeiro semestre de 2026 a União já coletou mais de R$ 1,116 trilhão em tributos federais.
É exaustivo assistir a humilhante jornada da população em geral em busca de qualidade nos tratamentos para os seus.
No SUS eu tenho que viver de prescrever Haldol, Olanzapina e Risperidona para a maioria dos pacientes psicóticos, para pacientes com demência, para déficit intelectual e por aí vai.
Vocês não imaginam o que é criar uma legião de pacientes com ginecomastia, com parkinsonismo secundário a medicação, com obesidade, com distúrbios metabólicos... Simplesmente porque não tem outras opções... Nem saímos da década de 90 ainda.
Deveriamos ter Quetiapina, Ziprasidona, Haldol Decanoato sem falta. Eu nem consigo prescrever mais essas medicações por aqui, porque é simplesmente prescrever para o tratamento nem ocorrer: pega um mês e dois não.
Nem uma Clozapina dá pra prescrever, sabe porque? Porque é inviável realizar hemogramas semanais ou minimamente quinzenais.
No particular meus pacientes recebendo Lurasidona, Brexipiprazol, sendo discutido Paliperidona Injetável e recebendo via plano, Clozapina para quadros refratários, ECT nos gravissimos, EMT como adjuvante.
No SUS, vai internar? Rezar para ter vaga, a prescrição que sai de lá? Haldol em doses incompatíveis com o mínimo de qualidade de vida, Clorpromazina para sedar, Clonazepam e Diazepam para terminar de deixar aquela pessoa insuficiente para viver. Isso não é tratar e é bem cansativo a gente fingir que está de fato resolvendo algo nesse ciclo sem fim.
Essas pessoas jogadas no seio familiar, desesperados, sem recursos, o que fazer?
Vocês não imaginam a frustração repetida de ver os pacientes psicóticos, em mania, em depressão, agressivos... Quando seria possível reverter tudo isso.
Aí ficamos aqui falando sobre o mundo IDEAL, aqui é só discurso ideológico descabido da realidade.
Temos oásis e potes de ouro no final? Sim, queria que todo SUS fosse como Hospital Universitário Onofre Lopes, que todo mundo tivesse acesso ao IPQ na USP, mas não é assim a vida. A real é que esses lugares só chegam a uma parcela mínima (mas importante) da população.
Aí tu vai criticar governador de Esquerda ou o Governo atual e tem gente aqui que quer te pintar de todo adjetivo ruim, porque vale mais ficar mentindo no microfone do que de FATO resolver a realidade.
Aí tu pega e vai ver uma galera da direita e aí vem um monte de desligados da realidade, falando de privatizar tudo, que o SUS não serve e só pega aspectos negativos de tudo, como se não houvesse solução.
Um mente que luta pelo SUS, a solução do outro é acabar o SUS, isso aqui tá virando uma completa merda sem fim. Discussões inúteis, burras, estúpidas... coisa de torcida organizada.
Será que ninguém pensa: acredito que devemos bolar um plano de verdade e resolver isso? Medidas reais, verdadeiras, que de fato mudem algo sabe?
Já deu de ficar escolhendo essas pessoas baseadas é afinidade ideológica, quando perdemos a capacidade de pensarmos, avaliarmos e julgarmos a realidade? FALANDO DA REALIDADE VERDADEIRO E QUE ESTÁ A NOSSA FRENTE PARA VIVER.
Não é possível que nos tornamos tão, MAS TÃO incapazes.
Dou aula de Sociologia há tempo suficiente para citar trechos de Foucault de cor, e ainda assim travo a porta do carro quando o sinal fecha no lugar errado. Não moro onde o crime manda. Moro num apartamento de classe média alta, num bairro onde o medo é abstrato o bastante para render teses bonitas sobre soberania brasileira. Digo isto antes de qualquer coisa, porque a indignação que vou criticar é também a minha, e ela sai mais barata de onde eu falo.
A nota do governo separa duas coisas: o terror que busca lucro e o terror que busca ideia. Facção entra na primeira gaveta –tráfico, arma, dinheiro— e por isso não seria terrorismo de verdade, só crime grande. Crime organizado. Terrorismo? Nunca.
A distinção é limpa. É falsa. É estúpida.
Quem controla quem entra e sai de uma rua governa aquela rua. Decide o toque de recolher, cobra imposto, executa sentença. Manda. Ou seja, tem poder político. Faz, em escala de quarteirão, o que o Estado faz em escala de país. Chamar isso de mero "comércio" é a parte conveniente da nota.
Santo Agostinho já tinha dito isso, com menos pudor: removida a justiça, reino é quadrilha que deu certo --e quadrilha é reino que não deu.
A esquerda, de todos, deveria ser a última a comprá-la: foi ela que passou um século ensinando que economia e política são a mesma carne, que não existe lucro inocente de mando. Marx não precisava de bandeira para enxergar dominação no bolso da burguesia. Por que, justo agora, o dinheiro passou a provar inocência política?
Dirão que facção não tem projeto de país, só caixa –e é verdade, em parte. Só que projeto de país é luxo de quem já tem o Estado garantido. Quem manda num beco não precisa de utopia; precisa do beco.
O que, de fato, agride não é o erro conceitual. É o tom. Esse sim mais preocupado com politicagem ideológica.
A mesma classe intelectual que fareja autoritarismo em cada relação intersubjetiva descobriu, de repente, um apreço comovente pela palavra "soberania". Aqui, declamada do palacete, do apartamento bem ventilado, sobre um país onde a soberania do Estado termina na entrada de centenas de comunidades. Indignar-se com o vocabulário é confortável. Custa uma coluna e o moralismo seletivo.
Eu também me indigno barato, e sei disso. Falo de Bourdieu numa sala de aula segura com no máximo alunos sonolentos e volto para casa por esquinas que escolho com cuidado. Só não consigo dizer "Brasil soberano" em voz alta sem antes lembrar que, enquanto eu escrevia esta frase, um desconhecido levou um tiro por um celular, e ninguém ali estava interessado na minha definição de terrorismo.
Se o Flávio tivesse dito lá no passado: "Tive contatos, ele ajudou a patrocinar o filme do meu pai, mas assim que eu soube que ele estava envolvido em atos ilícitos eu fui pessoalmente à casa dele dizer que não faria mais nenhum negócio com ele." ele teria convertido uma situação complicada em um ganho moral para ele, mas não, ele preferiu mentir, sustentar a mentira, e esperar sair fato por fato para ir mentindo e desmentindo aos poucos.
Perdeu a chance de mostrar que é uma pessoa confiável por duas razões: pq é burro e pq não é confiável.
"O Flávio fez rachadinha mas o PT fez tb."
"O Vorcaro deu milhões para o filme do Bolsonaro mas deu para o do Lula tb."
"O Flávio tinha ligações com o Vorcaro mas vários petistas tb tinham!"
Vcs que estão dizendo que é tudo igual. Eu tô quieto.