O nosso maior erro foi não ter parado esse país inteiro quando soltaram esse maldito da cadeia. Deveríamos ter parado esse país até que ele fosse jogado de novo atrás das grades porque de lá para cá não existe mais justiça.
O escândalo dos R$ 129 milhões do Banco Master foi revelado em 9 Dez 25.
255 (duzentos e cinquenta e cinco) dias depois, Alexandre de Moraes continua sem dar qualquer explicação pública sobre o caso.
Até quando?
“Los gobiernos no crean la riqueza. La consumen. Son las personas las que crean la riqueza y necesitan el incentivo de los impuestos bajos para hacerlo”.
- Margaret Thatcher -
**A justiça social não existe.**
Justiça é atributo de uma ação humana concreta. Eu posso ser justo ou injusto com você. Posso cumprir um contrato, devolver o que não é meu, ou mentir, roubar, trair. Em todos esses casos existe um agente, uma vontade, uma responsabilidade. Existe alguém a quem se possa apontar o dedo e dizer: “foi você”.
A chamada “justiça social” pretende extrair justiça de um processo que ninguém controla. O mercado, a divisão do trabalho, a evolução dos preços, a distribuição espontânea de talentos e sorte, nada disso tem rosto, intenção nem conselho de administração. Exigir que esse processo entregue um resultado “justo” é tão absurdo quanto exigir que a chuva caia de forma igualitária sobre todas as lavouras ou que a evolução biologicamente selecione os mais virtuosos.
Quando se fala em justiça social, o que se está realmente fazendo é transferir a linguagem da moral individual para um domínio onde ela não se aplica.
O resultado é sempre o mesmo: alguém precisa ser culpado pelo que nenhum indivíduo fez.
Surgem então as classes, os grupos, as “estruturas”. E, com elas, a legitimação para que o poder político redistribua, confisque e puna em nome de uma justiça que ninguém consegue definir com precisão.
Hayek viu isso com clareza brutal. Justiça só faz sentido quando existe escolha. Onde não há escolha individual, não há justiça nem injustiça. Há apenas resultado. E resultado não se julga com os critérios da ética. Julga-se com os critérios da eficácia, da sustentabilidade e da liberdade.
Chamar de “justiça social” o desejo de equalizar resultados é, portanto, um golpe semântico. Transforma uma preferência política em imperativo moral. Quem discorda deixa de ser apenas adversário e passa a ser inimigo da justiça. O debate racional é substituído pela acusação moral. E a política se converte em tribunal permanente onde o réu é sempre a realidade.
A verdadeira justiça continua sendo a antiga: tratar os iguais de forma igual e os desiguais de forma desigual na medida em que se diferenciam. Exigir que o processo social produza resultados pré-determinados é exigir o impossível. E todo projeto político construído sobre o impossível termina, cedo ou tarde, em coerção.