Isso aqui é o fato mais importante da campanha. Flávio tem medo de me enfrentar nos debates. Chantageou as emissoras para evitar minha ida.
Não vai conseguir.
É inevitável.
https://t.co/txvtdeO90q
Brazilian Presidential candidate Renan Santos posts video promising to become ‘Bukele for Brazil’ and lock up all the gangs - ‘Decline isn’t inevitable, Brazil can be fixed!’
É sintomático que bolsonaristas que votaram contra a Reforma Tributária, uma das reformas mais importantes para o Brasil, virem as costas no Hino.
Uma oposição fraca, infantil que se diz patriota, mas se importa mesmo é com a busca por engajamento nas redes - e não com o País.
Tarcísio levou Bolsonaro na Agrishow.
Errou, erraram, todos.
O governador se diminuiu como figura política. Era ele a ser autoridade maior do evento — Bolsonaro não é mais nada. Mais: Bolsonaro, figura pálida a se defender de roubo de jóia e se fingir de doido pra não perder direitos políticos, não tinha função alguma — pro evento, pro Agro ou pra “direita” — além da autopromoção mais rasteira.
Pois bem — foi exatamente isso o que fez. O governador ficou menor, o evento restou cooptado, perdendo seu caráter comercial, e o legítimo combate ao MST e à agenda de invasões do movimento é transformado em fla-flu eleitoral via submissão do setor a um político decadente.
Quem comemora?
Lula.
Sem Bolsonaro, nos 4 primeiros meses de mandato, o atual presidente parece barata tonta procurando caminhos pra justificar a própria presidência. Com Bolsonaro, ele e seus aliados mais óbvios podem apontar para um caminho natural e oferecer escolhas finais (ou eu ou ele; ou “fascismo” ou “democracia”).
Além de tudo, mostra a incapacidade de imaginação política dos candidatos a sucessores ( Tarcísio e Zema), a quem basta buscar proximidade (física, inclusive) com o ex-presidente no intuito de levar seus votos quase que por osmose.
Lula está no poder por culpa de Bolsonaro. O PL da Censura só existe por culpa de Bolsonaro. Tudo o que Lula precisa, nesse momento de crise, não é de MENOS Bolsonaro. É de Bolsonaro PRA CARALHO.
Nesse instante, as redes sociais de direita comemoram que o mito subiu num jumento e foi celebrado pelo próprio eleitorado. Assim como comemoraram que o limítrofe André Fernandes conseguiu vaga, junto com Ramagem (!!!), na CPMI do dia 8. A celebração é parte do apego infantil da direita à imagem e aparência, como se essas figuras fossem “brabas”, falassem “verdades inconvenientes”; não à toa, elege delegados e sargentos aos montes, com suas caras de valente e atuação parlamentar inexistente.
O que não percebe é que Lula comete seus erros sozinho, como o faz em matéria de política externa, econômica e na gestão criminosa do dia 8. Toda vez que a direita surge para confrontá-lo, com sua “brabeza” e bandeirinhas do Brasil, o governo ganha — salvo raríssimas exceções, como o duelo Kim x Dino e o apelo de Deltan aos evangélicos no debate sobre o PL 2630. Basta ver os enfrentamentos de Dino com parlamentares nas comissões, ou mesmo Silvio Almeida reagindo ao feto de plástico no Senado.
O que falo aqui, obviamente, não terá efeito algum. É da própria natureza dos envolvidos (e do eleitorado) agir dessa maneira. Mas o efeito pretendido (polarizar usando a figura do mito e seus soldados barulhentos), para muito além de reeleger uns deputados, pode se tornar maldição: terminar dando vida a um governo horrível, cuja única razão pra existir é lembrar ao mundo que não é Bolsonaro.
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