O que foi apresentado sobre a tal linha de crédito do BNDES a clubes é de baixo impacto e possibilidade de aplicação. Não vou gastar tempo em cima de algo ainda não divulgado, mas dentro do que o @_rodrigomattos_ trouxe, posso dizer o seguinte:
(+)
O Mirassol é o clube que dá Série A que não tem nenhum estrangeiro no elenco. Sabe quantos jogadores da base estão no elenco? Nenhum.
O Athletico tem 11 atletas estrangeiros no elenco, mas é o time que mais usou jogadores crias da base.
Qual conclusão que podemos chegar? Não tem nenhuma relação de estrangeiros com crias da base.
Sabe o que vai acontecer com essa mudança de limite de estrangeiros? O nível do futebol brasileiro só vai cair. Porque os clubes não vão usar mais jogadores da base, vão continuar vendendo as joias e ainda terão que pagar mais caro pelos brasileiros com idade avançada.
1/14: O Flamengo cresceu em receita, em marca e em alcance nos últimos anos, contudo, o contrato de material esportivo com a Adidas, não acompanhou esse crescimento.
O Real Madrid recebe cerca de 8,7x mais. Como o Fla encurta essa distância?
Segue o🧵
Eu fiquei pensando em uma coisa depois desse jogo contra o Del Valle.
Será que o torcedor do Flamengo consegue entender a dimensão do que está acontecendo com esse clube?
Porque eu fico imaginando: se a gente pegasse um torcedor de 2018, colocasse ele para dormir e falasse: “acorda em 2026”. E aí mostrasse o Flamengo vencendo o Del Valle por 2 a 0, em Quito, a quase 3 mil metros de altitude, depois de sofrer no primeiro tempo, voltar muito melhor no segundo e construir uma vantagem enorme para chegar à semifinal da Libertadores…
Será que ele acreditaria? Eu acho que não.
E talvez seja porque a gente se acostumou.
Mas não faz tanto tempo assim que o Flamengo colecionava vexames na Libertadores.
Em 2012, a eliminação na primeira fase veio daquele jeito que só o Flamengo conseguia proporcionar.
O Léo Moura dando entrevista ao vivo… e, de repente, sai o gol do Emelec contra o Olimpia, que elimina o Flamengo.
Em 2014, eliminação para o León, com o Maracanã lotado.
Em 2017, oito combinações possíveis para o Flamengo se classificar na última rodada. Aconteceu justamente a única que eliminava.
E em 2018, Cruzeiro. 2 a 0 no Maracanã. Eliminação nas oitavas.
E eu lembro de uma coisa que talvez quem é mais novo nem consiga entender. O torcedor cantava:
“Libertadores, qualquer dia tamo aí. Qualquer dia.
Como se disputar a Libertadores fosse uma coisa quase impossível.
O Flamengo chegou a fazer festa por terminar o Brasileirão em sexto lugar. Porque sexto lugar dava vaga na Libertadores.
Hoje, pensa nisso: é inimaginável pensar em uma Libertadores sem o Flamengo. E não é só porque o Rubro-Negro passou a disputar o torneio com frequência. É porque passou a ser protagonista.
Por anos, o Flamengo teve uma Libertadores. Hoje, é tetracampeão da América. Único brasileiro com quatro.
E chegou ao ponto de causar preocupação na Argentina pelo risco de alcançar o Independiente como maior campeão da competição.
E talvez seja justamente aí que esteja a questão: será que o torcedor está conseguindo aproveitar isso?
Porque naquela época, quando a bola como a do González ontem ia na trave, a gente pensava: “Essa bola vai entrar.”
Hoje, quando o Flamengo vai para Quito, toma pressão no primeiro tempo e volta para o segundo tempo para ganhar de 2 a 0… a gente começa a achar normal.
E talvez não seja! Talvez a gente precise parar um pouquinho.
Olhar para trás. Lembrar de onde esse clube estava. E entender onde ele chegou. Porque o Flamengo que um dia cantava “qualquer dia tamo aí”… Hoje entra em campo na Libertadores e faz o adversário tremer.
Então, sinceramente?
Eu não sei se o torcedor de 2018 acreditaria no Flamengo de 2026. Mas tenho certeza de uma coisa: o torcedor precisar entender que está vivendo uma das maiores transformações da história desse clube.
E talvez um dia… olhe para 2026 e pense: “Caramba, eu estava lá.”
Então: DESFRUTEM.
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BAP abriu mão de R$ 100 milhões — e mesmo assim saiu ganhando - baseado na entrevista de BAP para o @sportinsiderbr
A Libra nunca trouxe um único centavo incremental para os clubes.
Tinha reunião, tinha discurso, tinha estrutura.
Os clubes pagavam conta mensal.
Mas do lado de dentro, BAP olhou para os números e foi direto:
"Até hoje a Libra não trouxe um único centavo de dinheiro incremental pros clubes. Nenhum centavo. Você vai juntar com outros clubes, tem conta para pagar, tem despesa mensal, não entra dinheiro nenhum — mas em compensação você perde 100 milhões por ano."
O diagnóstico era mais profundo.
"A Libra nada mais era do que uma maquiagem do Clube dos 13. Um grupo de clubes que queriam só negociar e aumentar a fatia do bolo."
E aí BAP foi ao ponto central do problema:
"Eu não vi nada na vida, nenhum negócio cujo objetivo fosse dinheiro, que tivesse dado certo. O dinheiro é consequência. Quando a discussão começa pelo dinheiro, não é se vai dar merda — é quando."
O confronto direto veio na hora de distribuir os recursos do pay-per-view.
Há 15 anos BAP criou o cadastro do pay-per-view.
Sabe exatamente de onde vem cada real — qual torcedor de qual clube está pagando.
É o dado mais preciso que existe para distribuir dinheiro de televisão.
E os outros clubes não queriam reconhecer isso.
"A não ser que você ache que o torcedor do Corinthians vai dizer que torce pro Palmeiras para dar dinheiro pro Palmeiras — não faz o menor sentido."
O contrato tinha uma cláusula.
Pequena, mas decisiva.
"A definir."
Ela dizia que assuntos importantes (especialmente a distribuição do dinheiro de TV) ficariam “a definir” no futuro.
E para definir qualquer coisa material, era necessária unanimidade de todos os clubes.
BAP foi à primeira reunião e deixou claro:
"Jamais daria unanimidade para esse assunto se o peso do cadastro não for reconhecido."
Foram 8 meses de discussão.
Zero centímetro de avanço.
"Não sei se havia uma expectativa de que a gente acabaria sendo vencido pelo cansaço."
Não foram.
Quando o Flamengo entrou na Justiça, a resposta foi rápida.
A juíza leu o contrato e disse o óbvio: está escrito aqui, cumpra-se o que está escrito.
BAP acredita que alguns clubes só foram ler o que estava escrito no momento em que a juíza deferiu o pedido — apesar de ele ter dito isso durante 8 meses.
O acordo veio logo depois.
O Flamengo entendia ter direito a R$ 250 milhões. Aceitou R$ 150 milhões.
"A gente não queria brigar. A gente queria olhar pra frente. Não faz sentido você não fazer uma liga no Brasil por causa desse dinheiro."
O Grêmio foi fundamental nessa história.
Apoiou o Flamengo quando os dois entenderam que estavam perdendo juntos.
BAP mostrou para cada clube quanto estava perdendo por ano — e no período de 5 anos.
O Grêmio se sensibilizou.
Quando o pleito foi vencedor, o Flamengo fez uma regra de três simples: do que recuperou, quanto era proporcional ao Grêmio? R$ 24 milhões. Repassou.
"Entendíamos que era justo."
Você acha que a liga única vai sair no Brasil? Comenta aí.
🎙️ Sport Insider — link abaixo #Flamengo #Libra #BAP #LigaDeClubes #futebolbrasileiro #Globo #direitodetransmissao