EXCLUSIVO. Reuniões e pagamentos a uma consultoria ligada ao filho do ministro Kassio Nunes Marques antecederam decisão favorável a Daniel Vorcaro no STF
Por @brenopires e Pedro Tavares
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#Eleição2026 - O Ministério Público Eleitoral afirmou que a empresa Meta não cumpriu as medidas determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para garantir tratamento igualitário às campanhas presidenciais.
Em outro processo, o tribunal deu 24 horas para que Meta, Google e X prestem esclarecimentos sobre uma denúncia da campanha de Flávio Bolsonaro contra um canal de apoiadores de Lula.
A nova decisão é do ministro Kassio Nunes Marques. A Meta terá que apresentar, em 24 horas, um relatório detalhado com dados técnicos sobre a atuação de um canal de apoiadores do presidente Lula, administrado pelo deputado André Janones, do partido Rede. A campanha de Flávio Bolsonaro alega que há uma ação coordenada amplificada em várias plataformas contra a candidatura dele.
O presidente do TSE determina que a Meta explique quais foram os parâmetros técnicos utilizados para a identificação e classificação do canal de Janones, inclusive quanto à distinção entre mobilização legítima e comportamento coordenado potencialmente irregular.
Logo depois, a coligação do presidente Lula pediu ao TSE que o canal Janones seja desvinculado formalmente da campanha para evitar a responsabilização direta por atos do canal.
Em outro processo no TSE, o MPE afirmou que a Meta descumpriu parte das determinações judiciais para garantir tratamento igualitário às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro. As ordens foram dadas pelo ministro Marco Aurélio Bellizze e confirmadas por unanimidade pelo tribunal.
A Procuradoria pede que a Meta apresente explicações técnicas e defende a cobrança de multa desde o momento em que cada determinação foi descumprida. O ministro Marco Aurélio Bellizze já havia fixado multa de R$ 1 milhão por dia, caso a Meta não comprovasse o cumprimento das ordens.
Sobre a manifestação do Ministério Público Eleitoral, a empresa Meta reenviou uma nota em que afirma que não está interferindo nas eleições brasileiras; declara ainda que a Meta não toma partido nesta nem em nenhuma outra eleição. A empresa não respondeu aos questionamentos feitos pelos congressistas americanos e disse que não vai comentar o prazo de 24 horas estabelecido pelo ministro Kassio Nunes Marques.
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