O Brasil é o único lugar do mundo onde você tem que ver ao mesmo tempo uma pessoa defendendo que você seja preso por piadas e que no mesmo momento concede perdão a assassina de seu próprio filho.
Em poucas horas, três cenas diferentes atravessaram as redes sociais:
- “Meu tênis branco indo atender pacientes no cu do Maranhão”. Aluno de curso de medicina.
- “Nunca vi tanta gente feia por metro quadrado”. Brasileira em Mykonos, Grécia.
- E jovens, supostamente filhos de empresários, humilhando um garoto que vendia paçoca no semáforo em Mossoró.
Os episódios são diferentes, mas revelam a mesma doença: a transformação do privilégio em arrogância e da empatia em um entretenimento descartável, mas vil.
Existe algo profundamente perturbador em uma geração que aprendeu a registrar tudo, mas desaprendeu a enxergar o essencial: pessoas. O celular virou vitrine de status, palco de humilhação e instrumento de desumanização. O sofrimento alheio deixou de provocar desconforto e passou a render engajamento.
Talvez o problema mais grave não seja apenas a crueldade explícita, mas a naturalidade com que ela aparece. Como se humilhar pobres, trabalhadores ou pessoas comuns fosse apenas “piada”, “exagero da internet” ou “coisa de jovem”.
Não é. E nunca será.
Porque toda sociedade começa a adoecer quando o sucesso produz desprezo em vez de responsabilidade. Quando estudar medicina não desperta compaixão. Quando viajar o mundo não amplia horizontes, apenas infla o ego. E quando encontrar alguém vendendo paçoca no sinal desperta escárnio em vez de respeito.
No fim, o que aparece quando alguém acredita estar acima dos outros não é cidadania, nem humanidade. É apenas a forma mais covarde de miséria: a moral.
No fim, o que aparece quando alguém acredita estar acima dos outros é apenas miséria interior.
Você está lá, voando todo pimpão, quando de repente…
O motor apaga! O que você faz?
Mete uma Autorrotação, confia na física e encontra um lugar pra pousar!
Que manobra linda!
Toda semana os alemães chegam segunda-feira às 15h tendo produzido a mesma riqueza que um brasileiro que trabalhe na escala 6x1 terá produzido sábado às 12h: $440 dólares*
*ambos começando a trabalhar 8h da manhã de segunda, com 1h de almoço.
Já um britânico 🇬🇧 faz o mesmo às 17h, um americano 🇺🇸 às 14h40, um italiano 🇮🇹 às 17h30 e um argentino 🇦🇷 só na quarta às 17h.
O nome disso é "produtividade". Não tem nada a ver com esforço. Não tem a ver com vontade ou inteligência, ou ainda, escala de trabalho.
Estes são os 5 principais motivos para essa aberração (e que explicam boa parte do nosso subdesenvolvimento).
@demoestlamour Se fosse um computador MSX, ele ligava diretamente na TV, aceitava cartucho e também podia ler os softwares de uma fita cassete
Aqui no Brasil tinha o Hotbit, da Sharp, e o Experty, da Gradient. Tinham outros computadores que usavam CASSETE, mas esse era o mais comum por aqui.
I've taught European history for 30 years. Americans have always asked me how the Holocaust was possible, how Germans could have enabled a madman reveling in mass murder to carry out his plans. Now we can see in real time how this is enabled; now we have front-row seats.
We see our home planet as a whole, lit up in spectacular blues and browns. A green aurora even lights up the atmosphere. That's us, together, watching as our astronauts make their journey to the Moon.
O legado de Hans Rosling, mesmo depois de falecido, continua vivo.
Os indicadores socioeconômicos do mundo estão melhorando - para desespero de populistas e enganadores de ambos os lados.
Lembro quando eu era moleque eu amarrava meus bonecos de guerra em sacolas, subia no telhado e jogava pra ver eles caindo de “paraquedas”. Kkkk
Se eu tivesse um brinquedo desses na época, eu ficaria maluco!
O engraçado é que hoje, já velho, eu ainda me divirto tranquilamente com um avião e um soldadinho desses Kkkkk
Homens são simples dms…
literalmente comemorando o fim de uma investigação, a impunidade formalizada para quem passou anos roubando aposentados. esse pais não tem mais jeito, nem começando do zero
Tenho denunciado desde 2023 a implantação de um aparelho tecnológico de bloqueio em massa de endereços na Internet brasileira. A maior parte desses bloqueios são feitos de forma sigilosa por nossas autoridades, sem transparência, sem que você brasileiro saiba o que foi bloqueado e o porquê.
Esse aparelho construído para combater a pirataria será o mesmo utilizado para bloquear conteúdos identificados pela ANPD como violadores da Lei Felca caso essa agência decida aplicar a punição do bloqueio nacional previsto nessa lei.
Ano passado em congresso apresentei um estudo que mostra a quantidade de bloqueios colaterais. A autoridade mira num alvo, mas ao pedir o seu bloqueio, acaba bloqueando também outros endereços hospedados no mesmo servidor, no mesmo endereço IP.
O número impressiona: em nosso estudo identificamos potencialmente bloqueados na Internet brasileira cerca de 250 milhões de endereços diferente (FQDNs).
Existem 3 locais possíveis para se bloquear um conteúdo: na origem que hospeda ela, na rede que conecta as duas pontas, no destino que requisita esse conteúdo (que é a Lei Felca faz ao incluir sistemas operacionais e loja de apps na lei).
O pior lugar para bloqueá-lo é na rede propriamente dita, pois as duas pontas se movem para evadir o bloqueio. O bloqueio colateral fica para sempre, e o efeito principal desejado é incipiente. Justamente esse pior método é o preferido pelas autoridades brasileiras.
O argumento das autoridades é que não resta a elas outra forma de combater crimes online. Que são conteúdos hospedados fora do Brasil, fora do alcance jurisdicional delas. Portanto, não resta outra alternativa que não bloquear conteúdo na rede nacionalmente. Será?
Ontem apresentei uma atualização desse estudo em que mostro que 85% dos endereços bloqueados por ordem de autoridades brasileiras estão hospedados em território brasileiro, ao alcance de forças policiais e do poder judiciário.
Esse número era desconhecido pelas autoridades? Tive que eu, um voluntário, fazer esse estudo, apresentar em congresso um indicador da atuação sigilosa de nossas autoridades?
Como se justifica todo esse aparelho tecnológico para bloqueio em massa de endereços na Internet brasileira antes mesmo de uma busca e apreensão, de diligências que poderiam cessar o crime com máxima eficácia e pouquíssimo efeito colateral?
A quem interessa a continuidade do uso desse aparelho de bloqueio nacional de conteúdos na Internet de forma sigilosa, sem auditoria, sem prestação de contas ao cidadão?
A minha segunda palestra com a apresentação desses indicadores você pode assistir aqui: https://t.co/7kiMuEB8w5