É estarrecedor, mas também revelador, como Alexandre de Moraes pode permanecer no STF e continuar julgando e prendendo pessoas depois que todos vimos as provas de que Vorcaro/BM pagou à empresa de sua família pelo menos R$ 80 milhões. Tudo isso sob um contrato obsceno de R$ 129 milhões que sua esposa negociou e enviou diretamente a Vorcaro, e o casal então comprou dezenas de milhões em novos imóveis.
O tratamento extremamente favorável do STF em relação ao BM começou quando Dias Toffoli — cuja família também recebeu enormes quantias de dinheiro de pessoas ligadas ao banco — viajou em um jato particular para uma partida de futebol no Peru com o advogado petista @augustodeAB, que representava diretores da instituição. Poucos dias depois, Toffoli ordenou que todo o processo do Banco Master fosse mantido em sigilo absoluto.
Você não encontrará um advogado respeitável que diga que R$ 129 milhões é uma quantia razoável ou compreensível para qualquer profissional, mesmo o mais renomado, quanto mais para uma advogada comum como Viviane de Moraes. Além de seu papel como esposa do ministro, ninguém consegue explicar o que poderia justificar essa riqueza geracional transferida ao casal por esse banqueiro bilionário, corrupto e ladrão.
E esqueceu-se, embora não devesse, que a Globo noticiou que Vorcaro conversou com Alexandre de Moraes no dia de sua prisão sobre uma operação, e que Xandão também se encontrou com ele nas festas.
Não há escândalo judicial pior em nenhum lugar do mundo, pelo menos na última década. Mesmo assim, ele permanece impassível, com o mesmo imenso poder sobre o país e a vida das pessoas, como se nada disso tivesse acontecido.
A você, jornalista, que endossou cada ato da perseguição. Que aplaudiu julgamentos sem contraditório. Que chamou de justiça o que era vingança.
E eu nem estou falando de Bolsonaro. Nem de militares.
Estou falando de gente comum. Avós. Mães de família.
Pessoas que não quebraram um copo sequer e foram condenadas a 17 anos de cadeia. Dezessete anos. Mais do que muitos estuprador cumpre neste país.
Agora você sabe. Agora todos sabem. Enquanto o juiz que vocês transformaram em herói da democracia trancafiava idosas, ele estava em orgias bancadas por um bilionário que roubava aposentadoria de velho.
Puta, bebida, luxo obsceno tudo pago com o dinheiro de quem mal consegue comprar remédio no fim do mês.
Esse era o guardião da República de vocês.
Então eu te pergunto e quero que essa pergunta te acompanhe quando você apagar a luz do quarto esta noite:
Como você dorme?
Vocês estão conhecendo agora o real “gabinete do ódio” e uma “milícia digital de verdade”. Não tem emojis, versículos bíblicos e apelos por voto auditável. O que tem é invasão de sistemas, espionagem, assassinos de aluguel e a organização de atentados contra jornalistas e cidadãos comuns considerados inconvenientes.
Sabem qual é o problema de tudo isso? É que o pretenso juiz responsável por combater “o gabinete do ódio” e as “milícias digitais” tem relações com o chefe daquele gabinete, e sua esposa, um contrato milionário de prestação de serviços jurídicos.
Entendem por que todo o foco tem que continuar sendo no perigo à democracia representado pelas tias do Zap?
Uma reflexão perturbadora de Jordan Peterson sobre a natureza humana:
"As pessoas leem sobre a história nazista e sempre se imaginam como Schindler — o herói que teria salvado Anne Frank.
Elas nunca se veem como os perpetradores.
Mas veja a pandemia: 30% dos meus vizinhos canadenses ficaram entusiasmados em delatar os outros.
Eles teriam usado máscaras para sempre se isso significasse se sentirem moralmente superiores."
Uma verdade sombria sobre o que as pessoas são capazes de fazer quando têm a oportunidade.
@pfigueiredo08 Vamos chamar as coisas pelo nome. O dinheiro não era para mulher dele, era para ele. Simplesmente descobriram que é mais barato comprar um juiz que dezenas de deputados e senadores. Isso é o mensalão do judiciário.