Em outubro de 2018, Lourenço Gonçalves, brasileiro à frente da Cleveland-Cliffs, virou personagem de Wall Street ao transformar uma teleconferência de resultados em ringue corporativo.
A confusão começou quando Matthew Korn, analista da Goldman Sachs, disse que a mineradora havia ficado abaixo das estimativas.
Para Lourenço, o erro era básico: o lucro por ação parecia menor apenas por uma questão contábil ligada à dívida conversível, sem emissão de ações nem diluição dos acionistas.
O CEO explodiu. Chamou analistas de desastre, vergonha para os pais e ameaçou usar recompras para punir quem derrubasse a ação. Também provocou Korn várias vezes, dizendo que ele poderia correr, mas não se esconder.
Carioca, engenheiro pelo IME e veterano da siderurgia, Lourenço chegou à Cleveland em crise, apostou dinheiro próprio, comandou um turnaround e viu a ação se recuperar.
Questionado pela CNBC, ele não recuou: disse que faria tudo de novo.
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LEVANTAMENTO CONSIDERA JUROS EM 40 PAÍSES
O Brasil avançou uma posição e agora é o segundo país com o maior juro real do mundo, de acordo com um levantamento da MoneYou e Lev Intelligence, feito pelo economista-chefe Jason Vieira. O ranking inclui 40 países mais relevantes no mercado de renda fixa.
A posição se manteria independentemente da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgou nesta quarta (18) a nova taxa básica de juros de 15%. O mercado se dividia nas apostas entre manutenção em 14,75% e aumento para o patamar atual.
Com a elevação da Taxa Selic em 0,25 p.p., indo a 15%, o Brasil passa a acumular juros reais de 9,53%, descontada a inflação. A média de juros entre todos os países é de 1,67%. Como a variação percentual é pequena, a posição do Brasil no ranking não mudaria com qualquer decisão.
O Brasil está atrás da Turquia, que lidera o ranking com juros reais de 14,44%, e acima da Rússia (7,63%), Argentina (6,7%) e África do Sul (5,54%). A média de juros entre todos os países é de 1,67%.
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Foto: Canva
#Economia #Brasil #BancoCentral #Copom #Juros #Selic
É um crime contra o país a decisão do Copom, de cortar apenas 0,25 ponto da maior taxa de juros do planeta. Não há fundamento econômico para isso e houve divergência de 4 diretores nessa decisão. A inflação está sob controle e em queda, o ambiente de investimentos melhora, os empregos também. O nome disso é sabotagem. Contra o desenvolvimento, contra o Brasil. Esta é a consequência da "autonomia" do BC, que permitiu o prolongamento do mandato de uma direção bolsonarista, que faz política e oposição ao governo eleito pelo povo