Sobre o assunto de ontem: Compartilho uma análise técnica, mas com linguagem simples, sobre a proposta de revisão do estatuto.
O documento mostra que a reforma tem avanços técnicos importantes, mas cria riscos patrimoniais e de governança extremamente relevantes para o Vasco justamente em meio à Recuperação Judicial.
O fim da quarentena (que impede quem
Negocia de assumir funções na SAF depois de vendida) e flexibilização de governança/enfraquecimento dos poderes é ponto crítico. Por exemplo, a Diretoria poderia tomar empréstimo e alienar ativos sem anuência do Conselho.
Em resumo: o texto melhora a “embalagem” institucional do clube, mas flexibiliza justamente os mecanismos de proteção patrimonial e de controle criados em outros momentos. Em plena RJ, é como instalar detector de fumaça novo enquanto alguém brinca com gasolina no porão.
Para quem quer entender um pouco mais do assunto em uma linguagem simples e sem ter que ler o estatuto inteiro convido a ler as próximas páginas.
https://t.co/tgJH02lsD4
A Confraria Vascaína publica hoje sua análise técnica sobre as Demonstrações Financeiras da Vasco da Gama SAF referentes ao exercício de 2025.
O documento foi elaborado com base nas demonstrações auditadas, no Relatório da Administração e, principalmente, no parecer do Conselho Fiscal, órgão independente e sem vínculo político, cujos apontamentos exigem atenção de todos os vascaínos.
Nosso objetivo com o presente documento é contribuir para a compreensão da real situação econômico-financeira do Vasco, identificar riscos estruturais e defender que os problemas históricos do clube sejam enfrentados com transparência, governança e responsabilidade.
Nos próximos dias, faremos uma série de posts destrinchando os principais pontos do documento, traduzindo os dados, explicando os riscos e aprofundando o debate sobre o futuro do Vasco.
5 MOTIVOS DE POR QUE A VENDA DA SAF DO VASCO É URGENTE
Um atraso na venda da SAF pode inviabilizar a sobrevivência competitiva do clube.
Desde 2001, o Vasco vive uma derrocada institucional com resultados esportivos nada condizentes com o gigantismo do clube. Somente com um novo investidor podemos reverter esse quadro de forma mais célere e perene e, por isso, elencamos 5 motivos pelos quais a revenda da SAF do Vasco deve ser a prioridade principal de todos os vascaínos.
1. Profissionalização não é opcional
Um clube do tamanho do Vasco não pode continuar operando com lógica amadora. Não existe marca bilionária gerida como extensão de vaidade pessoal ou moeda política.
2. A política interna se tornou um problema estrutural
O Vasco não sofre apenas com má gestão, sofre com um sistema viciado. Os mesmos grupos, as mesmas práticas, os mesmos conflitos. Um ambiente que afasta profissionais qualificados e abre espaço para decisões ruins.
3. A distância já virou abismo
O Vasco não compete mais em igualdade com seus principais rivais. Mesmo em um cenário muito otimista, fazendo tudo certo sem margem para erros, levaríamos anos, talvez uma década ou mais, para encurtar essa distância sem um investidor. E o futebol não espera.
4. Timing não se perde
O futebol é feito de ciclos e oportunidades raras. A possibilidade de ter um grupo vencedor, com histórico comprovado no futebol, assumindo o controle do clube não é algo que aparece todo ano. Cada dia de indecisão, cada movimento contrário ao negócio afasta essa chance. E, se ela passar, poderá nunca mais voltar.
5. Investimento com velocidade e direção
O Vasco precisa acelerar a profissionalização do futebol, concluir estruturas básicas como o CT e, principalmente, montar equipes competitivas. Hoje, não há sinal de capacidade interna para fazer isso no ritmo que o cenário exige, Somente com um processo de capitalização o clube conseguirá voltar a ser competitivo.
Conclusão
A SAF não é um milagre. É um processo novo no Brasil e que está sujeito a falhas. Mas, hoje, é o único caminho realista para romper com um modelo que já provou, repetidas e inúmeras vezes, que não funciona.
#REVENDAJÁ
A Confraria Vascaína acompanha com atenção as recentes notícias que indicam o avanço do processo de venda da SAF do Vasco da Gama, etapa que entendemos como decisiva para o futuro do clube.
Reafirmamos, de forma clara e responsável, que a entrada de um novo investidor é, hoje, o único caminho viável para que o Vasco retome sua capacidade de investimento, competitividade esportiva e protagonismo no cenário nacional e internacional. A realidade financeira e estrutural do clube exige soluções concretas, sustentáveis e alinhadas às melhores práticas de governança do futebol moderno.
Nesse contexto, manifestamos total apoio ao presidente Pedrinho na condução deste processo, reconhecendo a complexidade das negociações e a importância de decisões firmes, baseadas no interesse maior do Vasco da Gama.
Causa preocupação, no entanto, a circulação de informações recentes — inclusive veiculadas pela imprensa — sobre a possível atuação de um grupo interno, denominado “G8”, que estaria oferecendo resistência ao avanço das tratativas. Caso tais informações se confirmem, é fundamental que haja transparência absoluta sobre sua existência, composição, papéis, motivações para serem contrários à negociação e eventuais influências no processo decisório do clube.
O Vasco não pode mais conviver com estruturas informais de poder, zonas cinzentas de governança ou interferências que não estejam alinhadas ao interesse coletivo. Qualquer movimento que represente atraso, obstrução ou tentativa de captura do processo de venda deve ser devidamente esclarecido à comunidade vascaína.
Reforçamos que o momento exige responsabilidade institucional. O torcedor vascaíno já demonstrou, de forma inequívoca, que não aceita mais a condução do futebol atrelada a práticas políticas ultrapassadas, marcadas por interesses difusos e desalinhados com a reconstrução do clube.
Confiamos que o presidente Pedrinho saberá conduzir este processo com a firmeza necessária, não se deixando influenciar por pressões internas que, porventura, não estejam comprometidas com o melhor para o Vasco.
O Vasco precisa — e merece — de um novo ciclo, baseado em investimento qualificado, governança, transparência e ambição esportiva.
A Confraria Vascaína seguirá vigilante, apoiando todas as iniciativas que apontem nessa direção.
Fonte:
https://t.co/dyXZEpazRy
A Confraria informa a eleição de sua nova diretoria.
Assume a presidência Chico Kronemberger, tendo como 1º vice-presidente Mauricio Corrêa e 2º vice-presidente Marco Lobo.
A nova gestão dá continuidade ao trabalho do grupo, com um compromisso inabalável: a defesa de um modelo profissional para o futebol, com a consolidação da SAF como caminho para um Vasco mais competitivo, transparente e sustentável.
Seguiremos atuando com responsabilidade, análise qualificada e posicionamento firme no debate sobre o futuro do clube.
Sobre a nova diretoria:
Chico Kronemberger é diretor executivo de projetos culturais e educacionais, publicitário com especialização em gestão empresarial pelo IBMEC, em gestão esportiva pela Trevisan Escola de Negócios e em marketing pela Unigranrio. Foi vice-presidente de Marketing do Vasco da Gama entre 2022 e 2023 e consultor do clube entre 2021 e 2022, atuando ativamente em ações como o crowdfunding para a produção da estátua do Roberto Dinamite, a campanha de lançamento da camisa em homenagem ao mês do Orgulho LGBTQIAPN+, a reformulação do Socio Gigante e a campanha para a torcida escolher o nome do CT Moacyr Barbosa.
Mauricio Corrêa é Executivo de Tecnologia com 30 anos de experiência no mercado financeiro, graduado em Tecnologia da Informação pela PUC/RJ e com MBA em Mercado de Capitais pela FGV/RJ e em Gestão de Projetos pela PUC/RJ. Foi vice-presidente de Relações Institucionais do Vasco da Gama entre 2021 e 2023.
Marco Lobo é Técnico em Contabilidade e formado em Marketing Estratégico pela Estácio/FANESE. Trabalhou em big six de auditoria e consultoria, multinacionais do mercado fonográfico e por quase 20 anos no varejo supermercadista. Recentemente iniciou sua trajetória como empreendedor. Participou de iniciativas de crescimento da Confraria e foi membro atuante da Nova Resposta Histórica.
No início da década de 1920, quando o futebol carioca seguia regras sociais rígidas, um time recém-chegado da zona norte começou a chamar atenção nos estádios. O Club de Regatas Vasco da Gama colocava em campo jogadores que vinham de realidades ignoradas pelos clubes da zona sul.
O Vasco foi fundado em 21 de agosto de 1898 por imigrantes portugueses, mas o futebol só entrou na rotina vascaína em 1915. O objetivo era montar uma equipe capaz de enfrentar Fluminense, Botafogo, Flamengo e América.
O futebol do Rio era controlado pela Liga Metropolitana de Sports Atléticos (LMSA). Suas regras reforçavam o amadorismo (não podiam ser pagos salários) e excluíam trabalhadores, analfabetos e jogadores vindos de camadas populares. A criação das 2ª e 3ª divisões serviu para afastar clubes suburbanos dos espaços dominados pela elite da cidade.
A montagem do time que ficaria conhecido como Camisas Negras começou em 1919, quando o presidente Francisco Marques da Silva contratou seis jogadores das ligas suburbanas. Entre eles estava o goleiro Nelson da Conceição.
O processo seguiu com nomes como Leitão, Mingote, Nicolino, Bolão, Artur, Paschoal, Torterolli, Arlindo, Cecy e Negrito. Eles eram negros e brancos pobres. Alguns eram acusados de analfabetismo, condição usada como ferramenta de exclusão pela Liga.
O técnico Ramón Platero, uruguaio que já havia treinado o Flamengo, chegou em 1922 com métodos de preparação física inéditos. Nesse período, comerciantes portugueses ligados ao clube passaram a registrar jogadores como empregados, permitindo que recebessem para jogar em plena vigência do amadorismo. Esse apoio garantiu que parte do elenco se dedicasse exclusivamente ao futebol.
O Vasco ascendeu à Primeira Divisão da Liga Metropolitana de Desporto Terrestre (LMDT) em 1923. A imprensa criticava o clube por recrutar atletas pobres e negros. Mesmo sob desconfiança, o time cruz-maltino cumpriu campanha histórica: 11 vitórias, dois empates e uma derrota em 14 jogos.
Os jogos do Vasco reuniam multidões. Trabalhadores identificavam-se com jogadores como Nelson, Bolão, Nicolino e Negrito, homens que partilhavam da mesma origem social. Essa mobilização incomodava os clubes da elite, que reagiram com medidas administrativas. A chamada “Liga do Analfabetismo” tentou barrar atletas vascaínos sob a alegação de que não atendiam às exigências de escolaridade da LMDT.
Em 1924, Fluminense, Botafogo e Flamengo, com apoio de Bangu e São Cristóvão, criaram a Associação Metropolitana de Esportes Atléticos (AMEA). Seus estatutos proibiam a inscrição de jogadores sem profissão definida, analfabetos e clubes sem estádio próprio. A medida tinha alvo direto: os jogadores negros e pobres do Vasco.
O Vasco foi convidado a integrar a nova associação, mas somente se abrisse mão de seus atletas. Em 7 de abril de 1924, o presidente José Augusto Prestes formalizou a recusa. A carta ficou conhecida como Resposta Histórica. O clube permaneceu na antiga liga e foi novamente campeão naquele ano, situação que manteve duas competições paralelas no Rio de Janeiro.
A vitória cruzmaltina de 1923 rompeu normas sociais que sustentavam a prática elitista do futebol carioca. O time dos Camisas Negras mostrou que atletas negros e operários podiam competir e vencer no principal campeonato da cidade. O processo deu visibilidade a jogadores excluídos dos clubes tradicionais e impulsionou a popularização do futebol.
A postura institucional do Vasco ao manter seu elenco e recusar as regras excludentes da AMEA consolidou um dos primeiros enfrentamentos públicos ao racismo no esporte brasileiro. A defesa do Vasco aos seus atletas marcou um ponto de virada no debate sobre quem poderia ocupar os gramados do Rio.
Mais de 100 anos depois, o time de 1923 permanece como símbolo. A história dos Camisas Negras revela como um elenco formado por homens negros e trabalhadores alterou a lógica de um esporte reservado às elites e abriu caminho para as primeiras ações concretas de enfrentamento ao racismo no futebol brasileiro.
#Vasco #VascoDaGama #CRVG #CamisasNegras
Mulek graças a invenção do negro pelo Vasco da Gama hoje nós podemos contemplar Rayan, Cuesta, Renan, Paulo Henrique, Andrez Gomes, Nuno Moreira, Leo Jardim, Phillipe Coutinho. E o indigena Cauan Barros também. É um clube que mudou a história né
Pergunta sincera:
Se existe tanta pressa, por que o assunto ainda não foi apresentado ao Conselho Deliberativo do Clube (que, aliás, é controlado por eles mesmos), conforme determina o Estatuto?
“A política como desculpa para tudo”.
Alguns membros da Confraria protocolaram carta aos Presidentes dos Poderes do Clube solicitando explicações e manifestando preocupação com as notícias de um pedido de empréstimo a juros altíssimos (cerca de 22% ao ano), justificado como necessário para cobrir despesas correntes em 2025, mediante gravosa alienação fiduciária de 20% das ações do CRVG na Vasco SAF.
Rapidamente o porta-voz da diretoria se manifestou da forma de sempre: deboches, acusações e calúnia na imprensa. Nunca respondem questionamentos formais - de qualquer grupo, inclusive conselheiros.
Quem faz (má)política é quem se furta em cumprir os deveres estatutários de transparência.
Tudo que nós e a grande maioria dos sócios e torcedores vascaínos queremos, inclusive, é o fim dela. É a venda da SAF e que os políticos do Vasco fiquem muito, muito longe do futebol.
Esperamos atuação diligente dos Poderes do Clube para que as explicações sejam dadas e os sócios possam participar legitimamente do processo decisório.
Os irmãos Lucas (Freitas e Oliveira) são pavorosos. Do nível dos famigerados irmãos Luiz (só quem viveu sabe). Contratações padrão Maestro de qualidade. A gente precisava de pelo menos dois zagueiros. Com as vendas de JV e LG precisamos de 4 (dois titulares e dois reservas).
@marcelo_damiao Fala Marcelo, tudo bem? Posso falar por mim e não por todos. Eu não gostaria de acionar o Vasco na Justiça. Votei no Pedrinho, apoiei sua eleição e confiei em sua palavra quando prometeu transparência. O mínimo que espero dele é que cumpra sua palavra. E cobrarei sempre isso. Abs
Assunto seríssimo, sobre o qual paira um silêncio ensurdecedor. Tanto dos poderes do clube quanto de relevantes perfis vascaínos.
O silêncio muitas vezes fala mais que muitas palavras.
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RJ do Vasco: o silêncio ensurdecedor sobre o pedido de esclarecimento do possível (aguardando respostas) conflito de interesse
Pedidos formais ignorados, dados públicos contraditórios e uma gestão que prometeu transparência.
Segue o 🧶
(No final coloco todos os arquivos citados)
RT: Em 25 anos de carreira como profissional de comunicação e mkt (15 deles com projetos de mkt esportivo), NUNCA tinha visto nada tão BIZARRO vindo de um clube gigante. Tudo ali é ruim, mas o escudo tosco feito em AI é inacreditável. O Vasco ñ cansa de surpreender negativamente.
Conforme uma (infeliz) publicação do diretor de MARKETING da SAF Vascaína em seu Linkedin, esse é o escudo do CLUB DE REGATAS VASCO DA GAMA (não Clube Vasco da Gama, segundo mesma publicação).
O respeito pela marca e pelo que ela representa é premissa BÁSICA em qualquer empresa.
Qualquer atividade em qualquer empresa.
Agora imaginem com uma marca centenária, com potencial de bilhões, com a história que tem e que conta com a paixão de milhões de torcedores?
Inacreditável e inadmissível.
Em 25 anos de carreira como profissional de comunicação e mkt (15 deles com projetos de mkt esportivo), NUNCA tinha visto nada tão BIZARRO vindo de um clube gigante. Tudo ali é ruim, mas o escudo tosco feito em AI é inacreditável. O Vasco não cansa de surpreender negativamente.