Ainda é cedo para sabermos todos os impactos que essa classificação do PCC e do CV como grupos terroristas trará para o Brasil.
O que chama a atenção, de imediato e mais uma vez, é a submissão de políticos como Sérgio Moro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema ao bolsonarismo, dando os parabéns a Flávio Bolsonaro.
Flávio é senador da República por um dos estados que mais sofre com o crime organizado e as milícias e nunca fez nada para combater efetivamente essas organizações criminosas. Agora, como pré-candidato à Presidência da República, o melhor que conseguiu apresentar sobre o tema foi pedir ajuda a outro país.
Demonstra que é alguém totalmente despreparado para o cargo que pleiteia e que o objetivo principal da sua ação não é resolver o problema de segurança do Brasil, mas sim tirar o foco das investigações sobre o seu envolvimento com o banco Master.
Já que ninguém fala, eu falo: Ele já tá velho, não era pra tá mais fazendo o que faz, não tem mais ritmo, acha que todo mundo gosta dele por causa do fez no passado e fala um monte de besteira em rede nacional.
Pois é Neymar, não dá mais pra você.
O Galvão? O Galvão foi impecável na sua fala.
Deus não abençoa nenhum conflito. Quem é discípulo de Cristo, príncipe da paz, nunca se coloca ao lado daqueles que ontem empunhavam a espada e hoje lançam bombas. Não serão as ações militares a criar espaços de liberdade ou tempos de #paz, mas apenas a promoção paciente da convivência e do diálogo entre os povos.
God does not bless any conflict. Anyone who is a disciple of Christ, the Prince of Peace, is never on the side of those who once wielded the sword and today drop bombs. Military action will not create space for freedom or times of #Peace, which comes only from the patient promotion of coexistence and dialogue among peoples.
Atenção ‼️
As imagens do “pôr da Terra” (Earthset) e do eclipse registradas pela tripulação da missão Artemis II já estão disponíveis em alta resolução no acervo oficial da NASA:
Earthset:
Capturada com uma Nikon D5 e lente Nikon 80–400mm f/4.5–5.6 (em 400mm), 1/1000s, f/8, ISO 400.
https://t.co/NV3EzOY4PL
Eclipse:
Capturada com uma Nikon Z9 e lente Nikon 35mm f/2D, 2s, f/2, ISO 1600.
https://t.co/Ez0fAE9ixP
Na manifestação “Acorda Brasil”, realizada ontem, Nikolas Ferreira repetiu o padrão bolsonarista.
Defendeu condenados pela Justiça por tentativa de golpe.
Falou do escândalo do Master, mas não mencionou o pastor da sua igreja envolvido com o caso.
Pediu a saída do ministro Alexandre de Moraes, mas “se esqueceu” de citar Toffoli.
Afirmou estar lá para lutar contra o “sistema”, com o apoio de Valdemar Costa Neto, o político que melhor representa o sistema.
Apesar de ser um político, Nikolas conduziu o ato como alguém abençoado, um enviado de Deus. Tudo em nome da "liberdade" que, segundo a sua narrativa, não existe mais no Brasil, apesar de a passeata e os seus atos provarem exatamente o contrário.
Os participantes, ao final do evento, voltaram para casa encharcados pela chuva, alguns ainda no hospital por conta de um raio, mas com a sensação de dever cumprido. Se sentiram como protagonistas na defesa da nossa pátria.
Ledo engano.
Foram apenas figurantes gratuitos para os vídeos de Nikolas e de uma dúzia de políticos. Vídeos que serão utilizados nas campanhas de 2026.
Nada mudou.
Nikolas retorna hoje para as suas férias, com a reeleição garantida, sem que seja preciso apresentar nenhum projeto ou medida que melhore a vida do brasileiro. Bastou olhar para o alto e agradecer a Deus.
Valdemar fica feliz com a garantia de que muitos deputados do PL serão reeleitos e, com isso, manterá mais de R$ 1 bilhão de Fundo Partidário e Eleitoral.
Os participantes, por sua vez, acordaram hoje com os mesmos problemas que tinham antes da caminhada. Iniciam a semana trabalhando para pagar os salários de Nikolas, dos seus assessores, os rombos do banco Master e todas as mordomias do Congresso, do Executivo e do Legislativo. Porém, continuam fiéis àqueles que os enganam e seguem atacando quem ousa alertá-los sobre o oportunista discurso bolsonarista. E assim permanecem como massa de manobra de políticos que não têm nenhuma preocupação com o País, se colocam como vítimas e criam narrativas com o único objetivo de se perpetuarem no poder.
Está realmente na hora de acordarem.
1. Our skeletons are wet.
2. your nose is ALWAYS in your line of sight, but your brain ignores it
3. When you receive a donated kidney, they don’t take out the bad one. They just add the good one in.
4. Your immune system doesn't know you have eyes. Otherwise, it would attack them and make you blind. injuring one eye can introduce eye bits to the bloodstream and basically give your immune system the knowledge of having eyes. then it might decide it really fucking hates that and attack your non-injured eye.
5. The quality of the male sperm is responsible for morning sickness, preeclampsia, baby’s gender and almost every single pregnancy related issue.
6. You breathe through one nostril at a time. Don’t believe me? Put your finger below your nose and try.
7. The brain itself has no nerve endings, so it can’t feel pain. That’s why patients can be wide awake during brain surgery and made to perform certain actions.
8. That ringing in silence isn’t silence
When everything is quiet and you hear a faint ringing?
That’s your brain listening to its own nervous system.
You are hearing yourself functioning.
9. You will never experience your own death.
You only experience approaching it… Then nothing.
Everyone else gets closure, stories, funerals, and memories.
You don’t.
You never know you’ve become a memory.
From your perspective, the story just stops mid-sentence.
O sincerāo da geopolítica
Imagine que você foi convidado para o aniversário de um colega de trabalho. Ele passou semanas organizando a festa, mas o evento é um desastre: a comida está salgada, a música é de gosto duvidoso e o ambiente está quente. Agora imaginemos duas reações possíveis:
- Reação 1: Você sorri, agradece pelo convite e diz ao seu amigo: "Parabéns, fico muito feliz de estar aqui celebrando com você". Você ignora o calor e a comida ruim porque entende que o objetivo daquele momento é a conexão social e o afeto, não uma avaliação gastronômica. Nesse caso, você e um hipócrita. Você “mente” para preservar algo maior: a amizade e a harmonia do grupo. Trata-se de uma hipocrisia cujo resultado é a manutenção de uma ordem civilizada.
- Reação 2: Você olha para o prato e diz na frente de todos: “Nossa, essa carne está horrível, você não sabe cozinhar? E essa música é insuportável, vou embora porque meu tempo vale mais do que isso”. Nesse caso, você está sendo sincero. O resultado da sua sinceridade é aniquilar o esforço do outro e desencorajar futuras interações. Sua sinceridade nesse caso é um sinal de barbárie, não de civilização. Você acha que sua “honestidade” é mais importante do que os sentimentos alheios ou a paz social.
A hipocrisia, em um contexto sociológico e político, é o ato de fingir possuir virtudes, crenças ou padrões morais que não se traduzem na prática. Embora no senso comum seja vista como um defeito de caráter, ela pode ser compreendida como um mecanismo essencial de convivência. O teórico sueco Nils Brunsson, argumenta em seu livro “A Organização da Hipocrisia” que a hipocrisia não é uma falha moral ou um erro de gestão, mas uma ferramenta funcional e necessária para que as organizações sobrevivam em ambientes complexos e contraditórios. A hipocrisia organizada permite que a sociedade e as instituições lidem com a complexidade sem colapsar. Ela é uma espécie de lubrificante social em sociedades civilizadas. Ela não é apenas mentira; é o respeito formal a uma norma, mesmo quando não há intenção ou capacidade de segui-la plenamente. É o reconhecimento de que o padrão moral é importante o suficiente para ser simulado, o que evita que a sociedade caia no niilismo ou na barbárie explícita.
Curiosamente, Brunsson argumenta que a hipocrisia ajuda a agir de forma mais eficiente. Se uma organização fosse totalmente transparente sobre suas ações egoístas ou brutas, enfrentaria uma resistência imensa. Ao usar a hipocrisia para sinalizar conformidade com as normas, ela diminui a pressão externa, o que lhe dá liberdade para agir de forma pragmática e rápida nos bastidores.
Ao fingir que somos melhores do que somos, reafirmamos que a virtude é o objetivo. Se pararmos de fingir que nos importamos com a justiça, a injustiça deixa de ser uma violação e passa a ser a regra aceita. A hipocrisia civilizada é, portanto, uma forma de modéstia e contenção. Ela reconhece que nossos impulsos egoístas e violentos existem, mas decide que eles não devem ter lugar na praça pública. O hipócrita ainda reconhece que existe uma lei superior, mesmo que eventualmente a viole. Ele se sente obrigado a dar uma explicação. O sincerāo bárbaro proclama que a lei sequer existe, pelo menos não para ele mesmo.
Faço essa digressão porque muitas análises sobre a postura do governo Trump nas relações internacionais sugerem que o atual governo simplesmente faz aquilo que os Estados Unidos sempre fizeram, mas sem o manto da hipocrisia. Trump sequer finge querer promover a democracia na Venezuela, ele admite que quer o petróleo. Trump é o sincerão da geopolítica. Sua retórica não tenta esconder o interesse nacional sob o manto do idealismo.
Entretanto, assim como na vida em sociedade, nas relações internacionais, a hipocrisia não é simplesmente uma falha moral, mas uma ferramenta funcional que mantém a estabilidade global e permite o progresso normativo.
O cientista político Stephen Krasner cunhou a expressão “hipocrisia organizada” para explicar o conceito de soberania. Krasner argumenta que normas internacionais que são amplamente reconhecidas, sendo o respeito à soberania dos países a mais basilar delas, são também ignoradas quando conveniente. Essa hipocrisia garante que normas rígidas não impeçam os Estados de tomar medidas necessárias para manter a estabilidade ou o poder. Isso permite que busquem legitimidade internacional enquanto perseguem simultaneamente objetivos práticos, muitas vezes contraditórios, no âmbito doméstico ou estratégico.
Para os atores mais fracos no sistema internacional, a hipocrisia do forte é sua maior arma. Através do “naming and shaming” (apontar e envergonhar), é possível pressionar potências a fecharem o abismo entre palavras e atos. Mas e quando as grandes potências perdem a vergonha na cara? Sem essa discrepância, o fraco não tem apelo; ele fica à mercê de um poder que não lhe deve sequer uma explicação.
Durante décadas, a política externa dos Estados Unidos foi alvo de justas críticas por sua hipocrisia. Washington intervia em países soberanos, sob o pretexto de “promover a democracia” ou “proteger os direitos humanos”, enquanto, nos bastidores, buscava recursos naturais ou vantagens geopolíticas. Contudo, essa hipocrisia pagava um tributo à virtude: ao dar uma desculpa moral para suas ações, os EUA reafirmavam que as normas internacionais eram importantes. Eles reconheciam que a força bruta, por si só, não era uma justificativa legítima.
A sinceridade crua de Trump em 2026 remove a pequena cobertura moral que permite que a política internacional não pareça apenas um assalto à mão armada. É o sincerāo bárbaro que destrói a festa de aniversário.
PARÉM DE FALAR QUE OS ESTADOS UNIDOS INTERFEREM NOS OUTROS PAÍSES!!! TUDO BEM QUE JÁ HOUVE ALGUNS CASOS ISOLADOS COMO
🇯🇵 Japão (1945–1952, ocupação militar direta, invasão, ataque atômico)
🇮🇹 Itália (1947–1948, interferência eleitoral massiva e operações da CIA contra a esquerda)
🇬🇷 Grécia (1947–1949, apoio militar e financeiro na guerra civil e consolidação de regime aliado)
🇨🇳 China (1945–1953, apoio militar aos nacionalistas, confronto indireto na Guerra da Coreia)
🇰🇷 Coreia do Sul (1945–presente, ocupação inicial, guerra, bases militares e tutela estratégica)
🇰🇵 Coreia do Norte (1950–1953, guerra total com bombardeios em larga escala)
🇮🇷 Irã (1953–presente, golpe de Estado, sanções, operações encobertas, assassinato seletivo)
🇬🇹 Guatemala (1954–presente, golpe de Estado, repressão prolongada e apoio a regimes militares)
🇨🇳 Tibete (1955–1970, financiamento, armamento e treinamento de insurgência via CIA)
🇹🇼 Taiwan (1950–presente, apoio militar, diplomático e estratégico contínuo)
🇵🇭 Filipinas (1946–presente, contrainsurgência, apoio militar interno e bases estratégicas)
🇮🇩 Indonésia (1958–1965, apoio a rebeliões, golpe militar e massacres em massa)
🇨🇺 Cuba (1959–presente, invasão fracassada, sabotagens, bloqueio econômico e operações encobertas)
🇨🇩 Congo (1960–1965, desestabilização, apoio a golpe e assassinato de Patrice Lumumba)
🇩🇴 República Dominicana (1961–1966, intervenção política seguida de invasão militar direta)
🇻🇳 Vietnã (1961–1975, guerra em larga escala, invasão terrestre e bombardeios massivos)
🇧🇷 Brasil (1961–2016, apoio ao golpe militar, tutela durante ditadura e lawfare institucional)
🇬🇾 Guiana (1964, interferência eleitoral e desestabilização política)
🇱🇦 Laos (1964–1973, guerra secreta e bombardeios massivos)
🇵🇪 Peru (1965–presente, interferência política, pressão diplomática e cooperação militar)
🇬🇷 Grécia (1967–1974, apoio político ao regime militar)
🇰🇭 Camboja (1969–1990, bombardeios em massa e apoio indireto a forças armadas)
🇨🇱 Chile (1964–1973, interferência eleitoral, sabotagem econômica e golpe de Estado)
🇦🇷 Argentina (1976–1983, apoio político, militar e de inteligência à ditadura)
🇺🇾 Uruguai (1973–1985, apoio à repressão estatal e cooperação em inteligência)
🇦🇴 Angola (1975–1992, financiamento e apoio a forças armadas na guerra civil)
🇲🇿 Moçambique (1977–1992, apoio indireto a forças insurgentes)
🇪🇹 Etiópia (1977–1978, envolvimento estratégico indireto na guerra regional)
🇹🇷 Turquia (1980–presente, apoio e legitimação de golpe militar e regime aliado da OTAN)
🇵🇱 Polônia (1980–1989, financiamento e apoio político a movimentos oposicionistas)
🇸🇻 El Salvador (1980–1992, apoio militar e financeiro durante guerra civil)
🇳🇮 Nicarágua (1981–1990, financiamento, treinamento e coordenação dos Contras)
🇭🇳 Honduras (1980–presente, base regional, apoio a golpe e cooperação militar)
🇱🇧 Líbano (1982–1984, intervenção militar direta)
🇬🇩 Granada (1983, invasão militar)
🇱🇾 Líbia (1986–2011, bombardeios, sanções, desestabilização e mudança de regime)
🇵🇦 Panamá (1989–1990, invasão militar e deposição de governo)
🇵🇭 Filipinas (1989, apoio militar interno contra levantes)
🇮🇶 Iraque (1991–presente, guerra, sanções, bombardeios, invasão e ocupação)
🇰🇼 Kuwait (1991, intervenção militar no contexto da Guerra do Golfo)
🇭🇹 Haiti (1991–2004, pressão diplomática, intervenções e mudança de governo)
🇸🇴 Somália (1992–presente, intervenção militar, bombardeios e operações especiais)
🇧🇦 Bósnia (1995, bombardeios da OTAN liderados pelos EUA)
🇸🇩 Sudão (1998, ataques aéreos contra alvos estratégicos)
🇷🇸 Sérvia / 🇾🇪 Iugoslávia (1999, bombardeios da OTAN e desintegração estatal)
🇽🇰 Kosovo (1999–presente, ocupação indireta e tutela internacional)
🇦🇫 Afeganistão (2001–2021, invasão, ocupação militar e mudança de regime)
🇵🇰 Paquistão (2004–presente, ataques com drones e operações encobertas)
🇾🇪 Iêmen (2002–presente, bombardeios, drones e apoio militar)
🇸🇴 Somália (2006–presente, ataques aéreos contínuos)
🇭🇹 Haiti (2004–presente, tutela política e intervenções recorrentes)
🇸🇾 Síria (2011–presente, apoio a grupos armados, sanções e bombardeios)
🇵🇾 Paraguai (2012, apoio diplomático ao impeachment relâmpago)
🇺🇦 Ucrânia (2014–presente, apoio político, militar, financeiro e guerra por procuração)
🇧🇷 Brasil (2013–2016, interferência institucional indireta e lawfare)
🇧🇴 Bolívia (2019, apoio político e diplomático à derrubada do governo)
🇮🇷 Irã (2020, assassinato do general Qasem Soleimani)
🇵🇸 Palestina (Israel/Gaza) (1967–presente, apoio militar, financeiro, diplomático e logístico dos EUA à ocupação israelense e às operações militares em Gaza)
🇻🇪 Venezuela (2014–presente, sanções econômicas, invasão, sequestro)
MAS TIRANDO ISSO, ACHO QUE NÃO TEVE MAIS NADA NÃO!!! PAREM DE RECLAMAR DA AMÉRICA!!! 🇱🇷🗽🦅
A invasão da Venezuela pelos EUA para a captura de Maduro é uma péssima notícia para o mundo.
É inegável que o regime de Maduro é uma ditadura e que precisa cair. Entretanto, uma nação não pode, unilateralmente, decidir por uma intervenção militar em outro país. O direito internacional, os tratados e os órgãos multilaterais existem para isso.
Adicionalmente, não há qualquer garantia de que a Venezuela irá se tornar uma democracia. Trump afirmou estar em contato com a vice de Maduro, já descartou a participação da oposição no momento e tem mais clareza sobre como será a atuação econômica, via petroleiras americanas, do que sobre a gestão do futuro governo.
Ao naturalizar a operação na Venezuela, os EUA tornam o mundo mais perigoso, pois estimulam a ação de outras potências, como Rússia e China, a adotarem soluções militares de acordo com seus interesses, como já acontece na Ucrânia.
E, no Brasil, é lamentável, mas não causa surpresa, que pré-candidatos à Presidência da República comemorem o fato. Demonstram que o cumprimento de regras e os princípios se submetem, mais uma vez, ao populismo eleitoral.