Muitos jogadores desejaram felicidades e muito mais para Russell Westbrook.
Mas nenhum relato talvez foi tão profundo quanto o de Spencer Jones, jovem do Denver Nuggets.
E isso diz muito sobre Westbrook.
“Não erre, novato”.
“Essa foi a minha introdução a Russell Westbrook em Denver”.
“Antes do meu primeiro ano na liga; estou jogando uma partida com os caras da minha cidade, de brincadeira. Eu acertei o arremesso da vitória, mas nós temos uma regra que diz: ‘você precisa acertar um lance livre pra confirmar a vitoria’.”
“Russ estava lá. Ele entrou na quadra, empurrou a bola no meu peito e disse no meu ouvido: ‘não erre, novato’. Então ele ficou ali do meu lado, sem se mexer, só me olhando”.
“Essa era a intensidade dele. Não era maldade ou algo pessoal, era só assim que ele era. Não queria perder, e se eu errasse aquele lance livre, o jogo continuaria”.
“Quando acertei, ele sorriu e balançou a cabeça, ele sabia que eu estava preparado para o momento”.
“Essa intensidade nunca se desligava. Nem nos jogos, nem nas partidas casuais, nem nos treinos, nem nas sessões de treino, nem mesmo nas conversas… a energia, a alegria, a maneira de cativar os outros e a competitividade não eram negociáveis, estavam lá sempre”.
“Eu tentei emular isso todos os dias, porque é impossível estar perto disso sem elevar o próprio espírito”.
“Russ me ensinou tudo. Os detalhes do jogo, a política envolvida, desde o front-office até camadas mais baixas, me mostrou como se portar e como abraçar a pressão ao invés de vê-la como um problema”.
“É claro, ele me fazia fazer os deveres de novato. Pegar refeições pra ele, lidar com as coisas nas viagens, mas isso valia o preço de poder aprender com um dos maiores de todos os tempos. Muito do que conquistei e do tempo que estou na liga, agora com um novo contrato e minutos, vem do que aprendi com ele naquele primeiro ano”.
“Parabéns e obrigado por uma carreira lendária, Russ”.
A mãe do Kevin Durant no post de aposentadoria do Russell Westbrook
“Eu já estou com saudades de você. Sua garra, sua determinação e sua intensidade estavam sempre à mostra e eram algo de se admirar.
Sempre vou ter amor por você, e sempre terei. Aproveite o que vem pela frente! Que Deus te abençoe SEMPRE"
I remember asking assistant coach Mo Cheeks, what’s harder to do? Workout after practice or before?? I only asked cuz by time I would get to the gym, Russ was already done in the morning and I usually got mine in after practice. Mo like, “coming in before practice is probably harder”…since then, it’s been my routine….a lot of people looked at the emotions on the court and thought Russ was loud, nah to me, he was quiet and methodical. He lead by example and once the lights were bright, he let everything out and experienced pure freedom. It was inspiring as his teammate and everywhere I went, I seen it inspire people from all walks of life, crazy thing is, he didn’t say much, he just showed up. For 18 years. This basketball life is sacred to us as professionals, what we put into that court means everything. Some of us wish we could go back and do things with a little more intent and some can just wipe their hands and be satisfied with the time spent. Who u gonna be? We know what zero was on…keep inspiring in the next phase of life champ. I don’t care what happens, can’t erase what it was…The first YNs, finals run in our early 20s, all star games, seeing each other get injured and bounce back, the bus rides, plane rides, card games, jokes and arguments, the whole thing, memorable!! …to the whole Westbrook family, Nina, the kids, mama Westbrook, big Russ, Ray, Donnell, everybody from luezinger high and ucla and many more that I’m forgettin, much love and Congratulations on a iconic career.
Congrats on an incredible career and retirement @russwest44 much respect. Definitely didn’t always get along on the court as I recall 😎 but always respected the way you competed and played the game. Real talk! Hell of a career... salute 🫡
Russell Westbrook é o paradoxo do zero. O zero é um número vazio. Ausente de quantidade, uma vírgula numérica. Um pedaço de nada. Nem positivo, nem negativo. Ao mesmo tempo que não vale nada, está em tudo. É o potencial, o marco zero. É tudo que nada pode ser.
Aliás, sobre ser, não existe jeito certo de ser. Em meio a tudo que somos, deixamos de ser o que seríamos se pudéssemos ser, em busca de um roteiro mágico, imune e concreto. É certo que boa parte de ser já é. Não vale brigar com o que somos.
Russell Westbrook é. Presente do indicativo, que aponta a materialidade do agora. Fascinante viajante do tempo hoje, que de maneira sua, transtornou quem queria que ele fosse. É o zero, interpretativo e espelhado.
Nessa postura ativa, combativa, de bater o pé no chão, como golpeava o chão depois de uma jogada plástica, fincou sua raiz na quadra. Cravou sua história de herói, de anomalia estatística, de rios de emoções que transbordavam zeros, pra bem e pra mal, em pontos, assistências e rebotes. Viva a Santíssima Trindade do basquete!
É tão glorificado quanto o círculo central do alvo. É o sujeito e o predicado. É o protagonista. É a enterrada de videogame e o arremesso de um amador. É a coroação de um 20-20-20, que coroa o próximo, aquele que foi. Mas, que, em sequência, não vale nada e é o apontado pelo holofote da humilhação de erros de passes, de decisão, de jogo, de basquete.
É óbvio que ele ia terminar a carreira sem ser. Sem ser campeão. Sem ser o dono do anel mais cobiçado dos esportes. Sem ser a cara de um cartaz, pintando-o de ouro. Sem ser tudo isso, foi o que é. Um paladino do presente, uma simbiose do zero, que te presenteia com todo material pra você fazer disso o que você é na verdade.
O tempo passa, só fica quem um dia é, e que não quis ser, que não foi pra ser. Russell Westbrook sempre é. O que vem depois, cabe ao que você quer que seja. O que vem antes, vai da sua vontade de ser. E isso é Russell Westbrook, o zero.
- QUEBROU O RECORDE DE TRIPLO DUPLO
- DROPOU 50 PONTOS, 16 REBOTES E 10 ASSISTÊNCIAS
- METEU O GAME WINNER
UMA DAS MAIORES ATUAÇÕES DA HISTÓRIA
SIMPLESMENTE
Russell Westbrook
O maior responsável por ter feito eu me apaixonar por basquete.
O maior responsável por ter feito eu me apaixonar pelo Thunder.
O maior responsável por ter feito eu criar esse perfil, há 12 anos.
O maior responsável pelos momentos mais felizes que já vivi nesse esporte.
Infelizmente, eu não tenho como te agradecer o suficiente, Russell Westbrook. 😭💙