E eu falei várias vezes e continuo com a mesma ideia:
Brasil ia tão longe quanto Vini e Ancelotti levassem eles.
E a importância do Ancelotti fica MUITO CLARA, porque é nas intervenções dele que o Brasil vai evoluindo durante a competição.
Fiz inúmeros textos sobre o quão importante ele foi para a classificação contra o Japão.
E aqui, digo com imensa tranquilidade, que o Ancelotti foi o principal responsável pela eliminação do Brasil.
(segue)
Vocês começaram esse Mundial do mesmo jeito que terminaram: querendo mais comprovar gostos pessoais e ter razão sobre isso quando fosse conveniente do que vendo quais realmente são os nossos problemas reais há 4, 8, 12 anos...
Vocês criam espantalhos e torcem para eles em alguma ocasião fazerem sentido para se espantar pela sua própria imaginação e vir simular razão com: "eu avisei", "tá vendo".
O Brasil tem milhares de problemas mais graves que nem sequer foram debatidos ou levantados por vocês, que têm o dever de ter senso crítico para analisar e questionar isso, e não focar em pautas fantasmas.
O que era mais questionável ou preocupante? Levar o Neymar ou todos os prospectos brasileiros viverem uma eterna prova de fogo que praticamente não estimula ninguém para momentos como o de ontem, pregando uma semente de desconfiança e descrença desde o princípio de tudo, quando um jogador talentoso emerge aqui?
O que era mais questionável ou preocupante? Levar o Neymar ou, novamente, como nos últimos 20 anos, se apegar em narrativas de rótulos vazios e supostos níveis, em vez de olhar para o interior do que é um problema crasso instaurado aqui há anos?
O que era mais questionável ou preocupante? Levar o Neymar ou nosso treinador badalado e cercado por tantos lobbies que vocês criaram tomar tantas decisões questionáveis e ser assegurado delas por uma omissão de críticas de vocês porque "ele ganhou 5 Champions", ou, melhor dizendo, por um espírito vira-lata que cerca todo o cerne do povo e, principalmente, da imprensa brasileira, de se apegar a passaporte em vez da real capacidade que ele tem como técnico e que em nenhum momento até então, não justificou tanta defesa incondicional e blindagem criada pela mídia, com vocês mesmos sendo passivo-agressivos com Diniz e Dorival (que também tiveram erros) por MUITO menos...
Eu poderia ficar horas aqui escrevendo sobre todo o cerne dos problemas que temos de queima de identidade, síndrome de vira-lata, formação de atletas a viés de mercantilismo, falta de autoestima, ignorância de contexto cultural. E talvez, o último deles seria levar ou deixar de levar o Neymar como se espetacularizou durante esse ano todo.
Estamos andando em círculos há no mínimo 10 anos, porque se recusam a olhar para além do próprio umbigo do que lhes cerca de gosto pessoal, idealismo e uma visão corrompida pelo dogma de uma suposta "verdade de Deus" do que o futebol europeu lhes vende como um absolutismo inquestionável.
Isso não era para ser em nenhum momento sobre gostar ou desgostar do Neymar (que, pasmem, é outro assunto irrelevante), mas sobre, minimamente, a gente, como alguém que se propõe a falar sério sobre futebol, ter o dever de distinguir as coisas do que é: gosto, idealização e realidade.
Quem tratou não levar o Neymar, ou ele não jogar mais uma Copa, como um escárnio e quase uma seita religiosa, idealizando algo que não condiz com seu estado atual (como Thiago Leifert, Fui Clear, Rica Perrone e toda essa turma um tanto quanto desregulada), e do que ele genuinamente poderia ajudar ainda como um agregante técnico genial que é, é uma idiotice tremenda. Da mesma forma, quem se apegou a isso para bater por gosto pessoal de não gostar ou não ser a favor da sua ida, comete outra idiotice do mesmo tamanho.
Dois errados não fazem um certo. Vocês transformam extremos em pseudo-debates e fecham os olhos para discutir o que realmente tinha que ser debatido há anos dentro do que acontece de errado no futebol brasileiro como um todo.
Quatro anos atrás, quando o Tite se acovardou, deixando um dos elencos mais novos da Seleção aos prantos e correndo para o vestiário,onde esses mesmos problemas apontados dentro da estrutura já existiam de forma latente, e sequer foram tocados nos quatro anos seguintes até chegarmos aqui, em outra eliminação.
Meu avô é um orgulhoso pentacampeão. Viveu cada uma de nossas 5 conquistas no futebol.
Tinha 17 anos de idade quando Pelé se revelou ao mundo. Acompanhou a façanha do time de Feola pelos jornais e pelo rádio. A mesma coisa em 1962, a consagração final de Garrincha.
Vovô viu Bellini e Mauro inaugurarem nossa realeza futebolística (e o rito de levantar a taça) tempos depois, no cinema e nas fotos que as revistas publicavam.
Assistiu a Copa de 1970 em grupo, pela TV, um privilégio praquela época. Em 94 e 02, já era homem feito, com filhos crescidos. Nesta última, seu primogênito descobriu que seria pai. 7 meses e meio depois, eu nasci.
O que pra minha geração é uma utopia, foi um dia dele também. Até que deixou de ser e virou quase uma certeza. Duas vezes.
Foi com meu avô, um boleiro ranzinza de mão cheia, que eu aprendi o ritual sagrado da Corneta. Lembro de seu sorriso discreto diante do meu piti pós-Holanda em 2010: chateado com a queda canarinho, orgulhoso do torcedorzinho que ali surgia.
Meu avô é um homem de seu tempo. Teimoso, obcecado em ser bom anfitrião. Sobreviveu aos desafios que a vida lhe reservou e aos que fabricou pra si.
Um milagre ambulante desde 2006, quando sobreviveu a um duríssimo infarto, basicamente vive em função de três coisas: a Igreja Católica, sua família e futebol. A fé em Deus e a paixão pela bola são pedras angulares no meu convívio com ele.
Ontem escrevi por aqui sobre como cobrir a Copa do Mundo em São Paulo, longe dos meus, tinha seu travo de melancolia. Hoje, quando Haaland subiu pleno pra cabecear, eu senti falta da corneta voraz de Vovô Tarcísio.
Viver eliminações assim forma caráter e torna as glórias futuras mais saborosas.
Na minha infância, seu pessimismo bradava que o Ceará nunca mais jogaria uma Série A - disputou 8 de lá pra cá. Também reclamava que o Botafogo, seu segundo clube por causa de Mané Garrincha, nunca mais seria campeão brasileiro. Em 2024, viu título nacional e continental.
Por isso e por tudo mais, tenho a certeza de que meu avô estará em meus pensamentos e no meu coração quando o hexa finalmente se tornar uma realidade, como esteve na eliminação de hoje.
Rezo para que, em 2030, possamos viver juntos a glória da sexta estrela.
Te amo, vô.
existe uma solidariedade brasileira cultural que, no futebol de alto nível, não dá para tolerar no século XXI.
o Brasil que compartilha demais, que até prefere deixar o protagonista fora da batida decisiva de um pênalti- assim como foi em 2022.
gente boa, meu camarada e de bom coração. vai, hoje o protagonista não precisar brilhar mais que ninguém.
a verdade é que a copa do mundo é dos egoístas e arrogantes.
é para ser dos protagonistas. e assim será com Mbappé, Messi e Haaland.
há um sentido no protagonismo.
um pouco de egoísmo, liderança e sentimento de superioridade. sem ela, grandes jogos não são decididos nos maiores palcos do mundo.
segue quem entendeu: o futebol é coletivo, e no coletivo, existe o protagonista. respeitem o processo natural do campo.
e por isso, Haaland seguirá na copa.
Quem assistiu o jogo ontem? Acho que vocês perceberam que o Curry não estava 100% né!?
Eu fiquei com essa impressão, os arremessos dele estavam curtos, até nos lances livres. A bola batia na ponta do aro com uns quase air ball.
Fisicamente muito ofegante, ainda bizarro que dropou 46 pontos naquele ritmo todo, e detalhe, na maior parte do tempo correndo atrás do placar, contra um time com um pace alto também.
Resiliência sempre foi o forte dele, sobre tudo… continuar arremessando mesmo quando as coisas não estão dando certo, como ontem! Os arremessos de fora do perímetro não estavam entrando, mas ele encontrou o caminho na média distância e nas infiltrações, coisas que a gente até pede mais sobre ele, foi espaçando a quadra para os seus companheiros, 5 bolas de 3 para o Butler? Isso não acontecia desde 2019, 5 bolas de 3 para o Moody? 3 para o Horford? Tudo isso graça ao espaçamento criado pelo Curry.
Depois disso os arremessos dele de 3 voltaram a cair naturalmente, pois a confiança foi voltando aos poucos com os pontos de média distância, Kevin Durant já disse uma vez, Steph sempre começa o jogo aquecendo com arremessos curtos, pra depois começar as loucuras com as bolas de 3, e isso se refletiu ontem.
Alguns momentos ele se poupava na defesa pra ter pernas no ataque e isso resultou em até alguns pontos para os seus marcadores primários no jogo. Mas do outro lado da quadra ele respondia com fogo.
Jimmy mais uma vez fez o seu papel de Robin, quando o Batman puxava toda a gravidade com um Spurs já perdido. Naquela altura do campeonato a marcação homem a homen em Steph já não existia mais, pois ela virou uma dupla marcação deixando os seus companheiros de equipe livres.
Mais um recital do GOAT, sempre um prazer te ver jogar velhinho!
30 seconds left of the Copa America final. Brazil about to lose. Colombia seconds away from winning. Up steps 39 year old Marta.
We’ll never see another like her. One of the first superstars of women’s football and still proving herself against new generations
#CopaAmericaFEM