A demanda por NTN-B acabou. E isso explica por que o Tesouro IPCA+ tá pagando 8% de juro real.
Ricardo Gallo montou o raio-x do problema. Os números são feios.
O Tesouro errou nos últimos 24 meses forçando emissão de NTN-B pra manter o prazo médio da dívida. O mercado respondeu: os últimos leilões fracassaram. Ninguém quis comprar.
O IMA-B deflacionado pelo CDI segue caindo mesmo com o BC cortando juros. Quem comprou no prazo longo tá perdendo dinheiro.
Os compradores naturais secaram:
- Fundos de pensão, VGBL e PGBL: R$ 1 tri em NTN-B, captação líquida perto de zero
- Fundos + pessoas físicas: R$ 400 bi (3,3% do PIB), precisaria crescer 30% ao ano pra absorver emissão
- Bancos: passivo em CDI, sem incentivo pra NTN-B
A dívida cresce 4% do PIB ao ano. 1% é financiado com NTN-B nova. A poupança líquida das famílias é 10% do PIB. Só NTN-B já consome 10% de toda poupança disponível.
Pra manter 26% da dívida indexada à inflação, o Tesouro vai pagar prêmios cada vez maiores. Por isso o juro real tá em 8%. Não é pessimismo. É falta de comprador.
A ironia: esse cenário torna o IPCA+ atraente pra pessoa física que carrega até o vencimento. O Tesouro tá desesperado pra vender. Quem compra agora leva o melhor preço.
O problema é de quem gerencia a dívida. O prêmio é de quem compra.
Do @Rafael_RViegas: a média anual de quem declarou o Imposto de Renda em 2026 foi de R$ 130,5 mil. Um magistrado ou membro do Ministério Público recebe, em média, 19 vezes esse valor. Frente à maioria da população, que sequer é obrigada a declarar, a diferença cresce exponencialmente
São os CEOs da administração pública: um estrato no alto do Estado que define a própria remuneração e captura a maior fatia do orçamento de seus órgãos
É o corporativismo predatório: determinadas corporações poderosas, com pouco ou nenhum controle externo, que usam a estrutura do Estado para extrair renda acima do que o mérito e a função justificam
A conta é paga pela sociedade e pela base do próprio serviço público
Cada real gasto com supersalário no topo é um real a menos para saúde e educação. O debate sobre o custo Brasil costuma creditar à corrupção o dreno de verbas de políticas sensíveis. Esse gasto com privilégios com elites jurídicas faz o mesmo, e raramente entra nessa conta
Há também um efeito sobre as escolhas de carreira. Quando o Estado paga a um juiz e a um promotor muitas vezes do que o mercado paga a um cientista de dados, engenheiro aeroespacial, biólogo molecular, infectologista ou astrofísico, sinaliza onde estão o poder e a proteção – e mesmo a prioridade na alocação de recursos
Acredito que a maior parte da elite quer um governo estável, que passe algumas reformas fiscais, mas não reformas de competitividade que gerem risco para suas empresas preguiçosas que controlam e monopolizam o mercado. A elite é grande parte do problema.
Mataram a Meta de Superávit Primário e criaram o Teto de Gastos.
Depois, extinguiram o Teto de Gastos e instituíram o Arcabouço Fiscal.
Os resultados observados até aqui são os seguintes:
==>9,0% de juro real no curto prazo (um dos maiores juros reais do mundo);
==>7,5% de juro real no longo prazo (um dos maiores juros reais do mundo);
==>relação Dívida/PIB de 81,1% em maio de 2026;
==>aumento da arrecadação sem eliminação do déficit primário.
A evolução da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) é a seguinte:
O STF em primeiro lugar só mostra mesmo que não existe justiça imparcial no país e que o órgão passou do ponto de aderir a um Código de Conduta DRACONIANO
O que motiva um monte de jovens a fazer faculdade de direito visando concurso para carreiras de membros do judiciário é a GANÂNCIA, a maioria absoluta não tá nem aí para a função social do cargo, muito menos para Justiça.
Moralidade? Palavra de decoreba pra prova de concurso.
De todas as besteiras que o STF protagonizou nas últimas semanas, ao optar por remendar os supersalários em vez de extingui-los, a pior leva o nome de PVTAC – valorização por tempo de antiguidade na carreira. Explico:
- O STF afirmou que seu objetivo era eliminar penduricalhos sem base legal. O problema é que o PVTAC é justamente isso: um penduricalho sem base legal, criado pelo próprio STF. Sim, uma contradição evidente
- O PVTAC foi enquadrado como verba indenizatória, isto é, destinada a reparar despesas incorridas no exercício da função. Mas qual despesa está sendo reparada? Qual prejuízo funcional está sendo indenizado? Não há resposta plausível. O caráter indenizatório foi aplicado exclusivamente para permitir o furo ao teto constitucional - e os ministros, bizarramente, sabem disso
- Antigamente, magistrados recebiam um adicional pelo tempo de serviço, o ATS. Ele deixou de existir quando foi incorporado – atenção, incorporado! – aos subsídios, ou seja, todos os membros passaram a recebê-lo. Com a decisão do STF, a sociedade está pagando duas vezes pela mesma coisa
- Duas vezes? Me permita corrigir. Três vezes. Pois o ATS voltou a ser pago anos atrás (uma decisão administrativa) e o STF decidiu que um juiz pode receber, simultaneamente, tanto ele como o PVTAC. Ambos remuneram exatamente o mesmo fator: o tempo de carreira. A única diferença prática é a classificação jurídica atribuída a cada um. O ATS seria remuneratório; o PVTAC, indenizatório. E por que indenizatório? Porque o STF assim decidiu, ora pois
- Por fim, o impacto financeiro tende a ser gigantesco - embora ainda desconhecido. Primeiro, porque até magistrados aposentados terão direito ao benefício. Segundo, porque é inevitável que outras carreiras iniciem pressão para obter tratamento semelhante. E, sinceramente, é difícil culpá-las
O STF afirma que esses benefícios permanecerão válidos apenas até que o Congresso aprove uma lei delimitando as verbas indenizatórias devidas. Talvez. Mas é evidente que alguns dos ministros que hoje fazem discursos moralizantes atuarão com afinco para impedir a extinção de benefícios como o PVTAC - aquele ditado sobre colocar a pasta de dente de volta no tubo existe por um motivo
Ainda assim, o ponto central permanece: o Congresso tem sido criminosamente apático nessa discussão. E nunca foi tão urgente que assuma sua responsabilidade. A eleição está logo aí
Estadão mostra que o não pagamento de dívidas estaduais é a melhor estratégia. Um ótimo exemplo o Estado do RJ.
Engraçado que o mesmo script se repete há décadas:
1 - governo federal assume prejuízo e diz que problema está resolvido.
2 - Governo estadual promete grande ajuste.
3 - Alguns anos depois, percebemos que estado não fez ajustes e que a dívida voltou a não ser paga.
4 - Começa nova renegociação da dívida até se chegar a um acordo prejudicial para o Tesouro.
5 - Volte para o item 1
Are we sure the Codex background drain is actually fixed?
I've been tracking my token consumption and I'm only seeing a ~1-2% improvement in weekly usage.
Back when I was on the Plus plan, I could never even finish my usage. Now on Pro? It's completely drained in 3 or 4 days.
Opinião polêmica: corrupção no Brasil é gravíssima, mas superestimada como causa de todos os males. Há certa romantização desse tema. Políticas públicas ruins (esp. econômicas) e avaliação técnica insuficiente causam dano mais difuso, persistente e silencioso ao desenvolvimento.
Appreciate the reset, not to sound ungrateful, but codex usage does drain visibly faster compared to maybe 1-2 months ago, and so many people reported this, how come you didn’t find any issues? If the usage is reduced officially I think people would understand but plz just communicate that clearly
This is unfortunate; the Codex team is getting away with a reset.
We don't want a reset, we want a permanent solution and a complete transparency of what happened in the last 10 days that led to an increase of token consumption by up to 20x.
It's like applying a temp patch on the wall with a hole that will eventually come out and crack up again.
Expected a more clear answer and higher transparency.
Every single user is complaining about their usage issue, so calling it 'hasn't shown users being impacted at large' is wrong on so many levels.
Disappointed as a customer.
Me incomoda muito essa estratégia do Google
Dane-se quantos aplicativos foram feitos no IA Studio, meu Deus (os quais ninguém vai utilizar)
O LLM não está a par dos demais; o IDE não está a par dos demais;
Caramba, vocês estão perdendo a corrida e focando nos detalhes
In the last month, almost 200,000 apps built in @GoogleAIStudio were successfully deployed and shared with the world (totally for free).
Everyone should be able to bring their idea to life!
Vejam que curioso: antes, o TJSC tinha o Programa de Apoio Judiciário, cujo objetivo, em tese, era “otimizar a tramitação processual e assegurar a celeridade nos julgamentos”
Os magistrados que participavam desse programa, à distância, tinham direito a até cinco dias de folga por mês - que eram religiosamente convertidos em indenização. É a tal da licença compensatória
Como o STF passou a restringir esse tipo de penduricalho (criado, ironicamente, por um de seus ex-integrantes), o TJSC reformulou o programa. Agora ele se chama “Rede de Cooperação de Magistrados” 🫠
O que mudou? Em vez de licença compensatória, os participantes passam a receber gratificação por exercício cumulativo de jurisdição. O valor continua praticamente o mesmo: um terço do subsídio, com natureza indenizatória e, portanto, sem incidência de teto constitucional ou IR
Outra mudança é que os critérios para definir as unidades que precisam de apoio ficaram mais abertos. Antes, falava-se em excesso de prazo ou elevado volume de audiências pendentes. Agora, entram também unidades com “matérias sensíveis” ou “elevada complexidade”
Quem define o que é complexo ou sensível? O próprio TJSC
No fim, o funcionamento do Judiciário continua orientado pelos penduricalhos. Sem eles, há juiz que sequer sai de casa