Bolsonaro ou Lula? Nos dados, nenhum dos dois foi melhor em tudo.
Comparei os dois governos em 17 indicadores oficiais (IBGE, Banco Central, INPE e outros). Cada um teve melhores resultados em 3 de 6 temas.
Por isso a resposta muda conforme o que importa para você: com os mesmos dados, dá de 80,8% para um lado a 80,8% para o outro.
Você ordena os temas, o site mostra o resultado. Leva 1 minuto, sem cadastro, e não diz em quem votar.
Teste na resposta 👇
Duas pessoas, os mesmos indicadores, resultados opostos: 80,8% para um governo e 80,8% para o outro. A diferença está só na ordem de prioridade dos temas.
Qual é a sua ordem? O teste leva 1 minuto. Link no perfil.
@goescarlos Isso, e as contas fecham: 1,118 ÷ 1,174 ≈ 0,95, o que leva a razão de cerca de 47% para 45%, como no seu painel B. Mostra bem a diferença para os anos 2000.
@analise2025 Faz sentido, aprovação e voto andam muito juntos. Só que aprovação é percepção. Comparando indicadores públicos dos dois governos, cada um tem resultado melhor em metade dos temas. Por isso tanta gente olha os mesmos números e chega a conclusões opostas.
@profFelipeNunes Chama atenção que o desempenho de governo aparece nos dois lados: 16% citam "governo atual é ruim" e 11%, "governo Jair foi ruim". Essa parte dá para checar com dado oficial, tema por tema, e a conclusão muda conforme o tema que cada um prioriza.
@EleicaoBr2026 Empate técnico e 10% ainda sem candidato (indecisos, branco ou nulo). Para quem está nesse grupo, talvez ajude mais comparar o que cada governo entregou nos temas que mais pesam para você do que acompanhar a próxima pesquisa.
@P_droMenezes Faz sentido, com um porém: a ponderação usa o voto declarado no 1º turno, e o voto lembrado costuma ter viés (parte do eleitor diz que votou em quem foi melhor). Mesmo assim, ancorar no resultado real reduz bem o erro em relação às pesquisas de antes.
Todo placar desses depende de quais indicadores entram.
No site abaixo, quem escolhe é você: ordene os temas que mais importam (economia, emprego, saúde, segurança, corrupção, meio ambiente) e veja qual governo teve melhores resultados.
https://t.co/nsRfRM6tb9
@roderix1966 E vale o complemento: se levar até o vencimento, recebe os 11.000 de qualquer jeito; a oscilação só pesa para quem vende antes. Por isso títulos longos balançam tanto em ano eleitoral: qualquer mudança na expectativa de juros mexe no preço.
@felipemhl_@rafael_ihara Em parte, sim: teve ajuda de inflação alta, petróleo caro e precatórios adiados, que não se repetem. Por isso a dívida pesa tanto na comparação: o ajuste de agora parte de 82,9% do PIB, e sem essa ajuda.
Dica para a reta final: desconfie de "recorde" e "maior da história" em reais. Com inflação, quase todo valor em reais bate recorde: a dívida, o faturamento do turismo, a produção agrícola. Para saber se algo melhorou de verdade, compare em % do PIB, por habitante ou descontando a inflação. É assim que o site compara os dois governos:
https://t.co/xMq67CVgXw
@noahshuster Os dois últimos governos ilustram bem: o teto de gastos foi furado com a PEC dos Precatórios (2021) e a PEC Eleitoral (2022); o arcabouço nasceu em 2023 e já teve meta reduzida e despesas tiradas da conta. Regra só para em pé se descumprir tiver custo.
@vowtz Os números ajudam a dimensionar: dívida bruta de 71,7% do PIB (2022) para 82,9% (ago/26), primário de −0,4% em 2025 e o Focus ainda projeta Selic de 12% no fim de 2027. Quem assumir vai começar com pouco espaço.
@GaloBira O 4,3% é o IPCA fechado de 2025 (4,26%); o card usa dados até 2025. Para 2026 concordo com você: o Focus mais recente projeta 5,22%, acima do teto da meta. Quando o ano fechar, entra no comparativo.
"Maior dívida da história" em reais quase sempre é verdade, porque a dívida cresce junto com a economia e a inflação. O que importa é o tamanho em relação ao PIB:
2018: 75,3%
2020: 86,9% (pandemia)
2022: 71,7%
2025: 78,7%
Ago/2026: 82,9%
Subiu 11 pontos desde 2022 e está perto do pico da pandemia, agora sem pandemia. Isso preocupa, com dado, sem exagero.
@RobertoElleryJr Os números mostram por quê. Primário: −1,6% → +1,3% do PIB com Bolsonaro, +1,3% → −0,4% com Lula. Dívida bruta: 75,3% → 71,7% e depois 71,7% → 82,9% (ago/26). Mas o superávit de 2022 veio com inflação alta e receita de commodities, não de ajuste.
A expectativa de IPCA para 2026 subiu para 5,22%, acima do teto da meta (4,5%). Para comparar: a inflação fechou 2022 em 5,8% e 2025 em 4,3%. A Selic, que chegou a 15%, deve cair a 13,25% até o fim do ano.
@RobertoElleryJr A expectativa de IPCA 2026 subiu para 5,22%, acima dos 4,3% de 2025 e do teto da meta (4,5%). Com a Selic indo de 15% para 13,25%, o juro real esperado cai rápido. O BC está olhando mais para a desaceleração do PIB (1,85% → 1,40%) do que para as expectativas?
@toninhodocall O saldo é positivo mesmo. Um detalhe que ajuda a ler o gráfico: segundo o Sebrae, quase 8 em cada 10 pequenos negócios abertos em 2025 foram MEIs. Parte do recorde é formalização de quem já trabalhava por conta própria, não necessariamente empresa nova com empregados.