Un texto fundamental (un texto del fuego sagrado) para entender el cine que solemos ver en festivales y los festivales mismos. Si no es para vos, también es para vos.
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Comparto el comunicado de la Asociación de Amigos del Museo del Cine sobre la situación actual de la institución y la preocupación en torno a la decisión de apartar a Paula Félix-Didier de la dirección
Paso por acá sólo para contarles que ella es Paula Félix-Didier, directora del Museo del Cine "Pablo Ducrós Hicken" en octubre pasado, recibiendo el premio Jean Mitry en el Festival de Pordenone. No se lo dan a cualquiera y es la primera vez que lo gana una compatriota. (sigue)
Trabajamos hace varios años con el Museo del Cine tratando de hacer visible la historia del cine argentino en todas sus formas: organizamos proyecciones, ciclos, charlas, para una buena parte de la cinefilia joven y no tan joven de este país.
Some people are so offended a working filmmaker like me will write opinions about films, as if there should be a line between director and critic. Why? It's a nonsensical delineation. Why not be both? If you love an art, explore all aspects of it. I've never thought of criticism as a lessor form of art. The art does not exist without the analysis, and the form is shaped by both sides. The only reason to refrain from writing criticism as a filmmaker is politics, mystique branding, or you just can't write. Anyway, Truffaut and Godard were critics.
3 - En 1985, #ClintEastwood presentaba "The Pale Rider" en Cannes y la prensa le ridiculizaba... pero el gran maestro #OrsonWelles ya veía y se atrevía a decir lo que ahora todos sabemos, alabando su western "The Outlaw Josey Wales"❤️
3 - En 1985, #ClintEastwood presentaba "The Pale Rider" en Cannes y la prensa le ridiculizaba... pero el gran maestro #OrsonWelles ya veía y se atrevía a decir lo que ahora todos sabemos, alabando su western "The Outlaw Josey Wales"❤️
🇦🇷Sempre que um brasileiro falar da, digamos assim, psiquê argentina, o ponto de partida precisa ser assumir a incapacidade de acessá-la por inteiro. A gente não alcança a excepcionalidade existencial deles, talvez seja vice-versa, não me meto jamais a entender o peronismo, por exemplo, tem coisa que não dá pra assimilar sem ter uma vida lá dentro. Maradona, Messi, "aquele troço todo", como diria o professor Simas.
(excepcionalidade existencial, que cascata a minha)
Tem um texto do Jorge Valdano sobre o Messi, nunca mais achei, li na rede tantos anos atrás, escrito antes da Argentina começar a ganhar taças com o tampinha genial, no qual, mais ou menos com essas palavras, ele definia Messi como alguém que "atua pela seleção não para ser querido, e sim para ser perdoado de um crime que ele não sabe bem qual é". O Valdano é campeão do mundo em 86 e virou, depois da bola, um cronista especial, daqueles que você para e lê e sabe que, no mínimo, o cara passou um café antes de pensar no que vai dizer. Um Tostão deles. O Messi, naquela época que hoje parece outra vida, entrando em parafuso a cada desgosto com a camisa nacional enquanto tudo dava certo em Barcelona, era pauta irresistível. Você olhava nos olhos do Messi e ele parecia perguntar "o que mais vocês querem de mim? Que eu seja outra pessoa?".
Estive na Argentina na Copa América de 2011 para acompanhar a Seleção do Mano Menezes, jogos em Córdoba, quinze paraguaios pra cada brasileiro, 2 a 2, gol do Fred no fim, era o começo do ciclo que acabaria no 7 a 1. Assim que cheguei, a notícia era: "Murió Facundo Cabral". Era tipo um Belchior deles, foi baleado na Guatemala, uma pequena comoção. E tinha eleição em Buenos Aires também, e greve de lixeiros, cidade suja de santinhos. Digressões. Em Córdoba, o jornal sugeria, na manchete, um debate: "Messi é um apátrida?", assim, sem molho. Discutia-se o fato de ele não cantar o hino nacional na partida de estreia. Talvez fosse por aí o caminho do tal "crime" que Valdano mencionara. O crime de sair cedo do país, gostar de Barcelona, ter até algum sotaque de lá, não comprar as brigas que esperavam dele, etc, qual o quê: Raphael Prates diria que é tudo questão da bola entrar na casinha.
Foi podre atrás de podre pra ele, nem sempre por culpa dele, porque convenhamos: a Copa dele em 2014, por exemplo, foi muito boa. Deu Alemanha no detalhe do detalhe, e nunca faltou Messi na campanha. Quando vieram as derrotas para o Chile em finais consecutivas de Copa América, ele quis parar, acheu que era algo pessoal de Deus contra ele, destino, quis ficar na dele na Catalunha, mais precisamente em Castelldefels, aprazível bairro afastado onde construiu uma pequena Rosario de amigos, parças e familiares. Na Copa de 2018 já estreou perdendo pênalti para um goleiro islandês (não pode), e ali, na Rússia, com o Sampaoli naquele climinha, olha, ali era um poço fundo, um baixo-astral de deprimir até o mais eloquente "hincha". Ali ajustava-se, por gentileza doída, o discurso de perdão: "tantos gênios também ficaram sem Copa...".
Não é que não bancassem Messi. Na ambivalência do fanatismo, nunca faltou idolatria. Só era um pouco de carência reativa, um jeito torto de mostrar (ou esconder) amor, uma mistura de temperos que formam a tal psiquê que a gente não acessa. A caceta da bola tinha que entrar numa final. Sob o argumento de Jorge Valdano, Messi tinha um contraponto invencível pela frente: Diego Maradona não foi somente um campeão, genial, insolente, rebelde, que não coube em Barcelona, nunca pisou em Castelldefels, se achou em Nápoles e trouxe a Copa, e Nápoles, pro país. Maradona foi, acima de tudo, o homem perdoado por tudo. Má educação, noites em claro, profissionalismo duvidoso, violência doméstica, infidelidade, paternidade negada, dependência química, tiro em jornalista, todo tipo de excesso que você imaginar: perdoado. "Dessa vez o povo vai me odiar", e o povo o bancava ainda mais.
A bola do Messi, ufa, entrou em uma final. Uma semana antes, Messi atacou verbalmente um holandês em sotaque-quase-dialeto rosarino, e o som de sua voz em tom argentiníssimo, não catalão, caiu como uma bomba atômica de identidade no país que ainda o espera. "Qué mirá, bobo? Andá pa allá". Vaza de Miami, Messi, porra.
Em Córdoba, em 2011, tinha um moleque, porteiro do minúsculo hotel de estrada, Quebin Mujica era o nome dele, do moleque, não do hotel, não esqueci sei lá porquê, que me forneceu um pendrive 3G pra eu mandar textos pro Blog do Birner. Ele tinha o pé engessado, machucou jogando basquete. Uns amigos adolescentes colaram no hall, tomaram fernet. Ele torcia para o River Plate e para o Belgrano, clube da cidade. Dias antes, o River Plate foi rebaixado jogando justamente contra o Belgrano. Vexame, climão. Perguntei pra quem ele torceu.
"Para los dos. No trate de entenderlo". Eu, que não tento entender os argentinos, só os admiro perdidamente, aceitei.
Somos un institución creada por Trabajadores que decidieron un día cambiar el rumbo de una ciudad para siempre y formar el Club Atlético Independiente.
En este #DíaDelTrabajador saludamos a los trabajadores y trabajadoras, en especial a los hinchas del Rey de Copas.
#TodoRojo 🔴
7° SEMANA MUNDIAL DE LA CINEFILIA || PROGRAMACIÓN COMPLETA
Amigxs, ya pueden descargar la grilla completa con todas las películas y actividades que serán parte de la 7SMC. ¡Nos vemos en unos dias en el @cineclubmuni!
https://t.co/vnxjPmup3j
"Las películas que me interesaron de esta edición son las que hacen lo contrario sin tener grandes presupuestos: se tomaron su tiempo y entienden al cine como un proceso de decantación. Dolorosas, contradictorias, incómodas de ver".
A partir de una caminata entre sedes, @lautgc escribe sobre Los bobos, quizás un summum de las obsesiones de sus directores y sobre Machado, uno de los hits de esta edición, una película que está destinada a ser querida, llorada, reída, como pocas.
https://t.co/DvO9GBOZX9
Y el amigo @aleetvz se pregunta por la potencia estética de algunas películas de la sección “Cine sobre cine” y por qué no vienen acompañadas como se debe.
https://t.co/8VGdnWBEd9
Sobre las tres comedias que el gran Carlos Schlieper estrenó en 1950: Cuando besa mi marido, Esposa último modelo y Arroz con leche.
https://t.co/F93FMHPN7y
Ya pueden escuchar en Spotify el nuevo episodio de La Llamada Fatal, con @aelitademarte como invitada.
Y mañana domingo, a las 18 horas, se proyecta la película en el @MuseoDelCineBA.