absolutamente certeza que esse álbum é pra nós que perdemos alguém tão importante nessa vida e o que sobrou foi o amor não físico, o amor imaterial, o amor que sempre estará dentro da gente.
Rafael Portugal vem a público demonstrar choque com movimento que tem acontecido no mundo que revisita comportamentos e até mesmo o direito a voto das mulheres
@olizuy@Julia53360109@pmxzty @hahatstss @juniordiastbt simmm, todos os orçamentos que a gente tinha feito tava fora do que podíamos gastar, ent compramos o material e fizemos
@Julia53360109@pmxzty @hahatstss @juniordiastbt moro em uma casa com quintal enorme, com árvores e aberto, como não é possível telar fizemos um gatil na saída da casa, assim eles tem acesso ao ar livre sem correr perigo, gastamos menos de 200 reais pra fazer uma área de 3mX3m pros gatos ficarem seguros, quem quer da um jeito
O pai da Ana Paula ter sido deputado que trabalhou pela ditadura e ela ser esquerdista é um grande exemplo de que a melhor coisa que alguma pessoa privilegiada ao máximo pode fazer pelo mundo é ser uma traidora da própria classe
Eu lia Neil Gaiman. Idolatrava. Achava (e acho) o cara um dos maiores escritores. Mas ao descobrir as monstruosidades dele, ñ consegui ficar inerte. Ñ consumo, ñ divulgo, ñ propago. Os livros dele me tocaram de maneiras muito boas e isso ñ vai mudar, mas faz parte do passado.
Todo ano conduzimos estudos com grupo controle para testar novos tratamentos em pacientes com câncer.
Milhares de voluntários entram nestes estudos. Metade sempre cai no grupo controle, e centenas dessas pessoas morrem.
"Essas vidas que poderiam ter sido salvas se tivessem recebido o novo medicamento", você poderia argumentar...
De fato, poderiam.
Porque então esses estudos ainda são conduzidos?
Resposta: pq essas vidas poderiam ter sido salvas se, e somente se, uma premissa fosse verdadeira: "o novo medicamento realmente é capaz de salvar vidas."
Eis que a gente chega em um dos pontos mais críticos da discussão ética desse tipo de estudo.
Antes de conduzir um ECR, nós não sabemos:
1- se o tratamento é realmente eficaz; ou
2- se o tratamento causa mais benefício do que malefício.
É perfeitamente possível que o novo medicamento para câncer NÃO tenha NENHUM efeito para prolongar a vida dos pacientes.
"Ok, mas pelo menos você tentou! Melhor oferecer algo que pode curar o câncer do que deixar a pessoa se ferrar"
Pois é. O detalhe é que, nesse caso hipotético, o efeito do novo medicamento foi nulo.
Mas e se além de não funcionar, ele aumentasse o risco de eventos adversos graves? E se ele piorasse consideravelmente a qualidade de vida do paciente? E se ele piorasse a aderência a outros tratamentos usuais já bem estabelecidos, como a quimioterapia, por deixar o paciente mais debilitado ainda?
Ou pior: e se o novo medicamento para câncer na verdade AUMENTA o risco de óbito prematuro?
Exemplos disso não faltam: CASCADE trial, TAHOE trial, SWOG S0106 trial. Todos esses são estudos de fase 2/3 na oncologia que mostraram como drogas promissoras podem falhar miseravelmente.
Nesses estudos, quem caiu no grupo controle se deu bem. Evitou o malefício causado pela droga.
E, estatisticamente falando, quem cai no grupo controle é quem tem a maior probabilidade de "se dar bem" — visto que a quantidade de tratamentos que são mais benéficos do que danosos em estudos de fase 2/3 na literatura médica é EXTREMAMENTE BAIXA.
O problema é que a gente não divulga os estudos negativos. Ninguém fica sabendo dos "fracassos". Mas o fracasso é o mais comum! Poucos tratamentos dão certo!
E olha só que interessante: nos estudos negativos, a existência de um grupo controle literalmente protegeu 50% dos participantes dos riscos desnecessários relacionados ao tratamento experimental.
Agora, voltando a polilaminina:
"Se a proteína for eficaz, ter um grupo controle seria escolher metade dos voluntários para andar e outra metade para nunca mais andar"
Primeiro: polilaminina pode ser eficaz, mas isso ñ significa que todo mundo vai voltar a andar. Sua eficácia pode ser pequena, sendo capaz de aumentar em 20 ou 30% a chance de voltar a andar.
Isso já é ótimo, não me entenda mal, mas é bem diferente do que a eficácia improvável (embora desejável) de 100%.
De todo modo...
Sim, SE no futuro descobrirmos que é eficaz *em algum grau*, significa que no passado nós privamos algumas pessoas de se beneficiar do tratamento. Isso é amplamente conhecido, e as diretrizes éticas aceitam esse cenário quando:
1) Não sabemos se o tratamento faz mais benefício do que dano ou mais dano do que benefício
2) Não é possível definir, com satisfatório grau de certeza, se o tratamento faz mais benefício do que dano ou vice-versa, na ausência de um experimento aleatorizado controlado.
No caso da polilaminina, é plenamente possível que o tratamento faça mais dano do que benefício.
É possível que injetar algo na medula do paciente lesado em menos de 72h da injúria de origem já seja deletério. Pode ser que causa lesões secundárias. Pode ser que reduza a velocidade da recuperação funcional. Pode ser que aumente o risco de que o paciente nunca mais ande para o resto da vida. Pode ser que cause outras complicações, inclusive graves e ameaçadoras a vida do paciente.
E já que estamos imaginando possibilidades...
SE for o caso do tratamento causar mais dano que benefício, concorda comigo que um paciente que caiu no grupo controle dará graças a Deus por não ter recebido polilaminina?
"Mas Igor, vc não pode presumir que polilaminina causa esses malefícios aí!"
Com certeza, não posso!
Assim como não posso presumir que polilaminina causa benefícios.
Sem um estudo com grupo controle, nós simplesmente não saberemos!
É por isso que, há décadas, a medicina trabalha com ECRs.
A gente presume que não sabemos qual grupo vai se dar melhor, e por isso damos 50% de chance para que os participantes caiam no grupo intervenção ou no grupo controle.
Isso é um passo necessário para descobrir qual é a relação de risco e benefício do tratamento.
Apenas depois disso é que a gente pensa se é ético ou antiético não oferecer o tratamento aos pacientes.
Mas enquanto a relação de risco e benefício for desconhecida, qualquer especulação não passa disso: especulação. Na prática, o certo a se fazer é o sorteio. É o experimento aleatorizado.
É assim que as coisas funcionam.