"É uma vergonha para o mundo inteiro. Imploro que deixem o povo palestino viver"
Técnico do Egito Hossam Hassan faz discurso histórico sobre o Holocausto Palestino em coletiva de imprensa antes da partida entre Egito e Argentina pela Copa do Mundo.
O mundo clama pela paz entre os povos. Que lindo gesto do treinador do Egito em defesa do povo palestino. A seleção pode ter sido eliminada, mas deixou sua mensagem nesta Copa do Mundo!
O maior artilheiro da história da Seleção Brasileira perdendo tempo pra provocar o goleiro da Noruega ao marcar um gol de penalti irrelevante nos acrescimos de uma eliminacão nas oitavas, um dos momentos mais patéticos já vividos por essa camisa
o paraguai é a seleção mais veias abertas da america latina dessa copa. ruinzinho, batalhador e se levantando aos trancos e barrancos depois de ser destruido pelos estados unidos
🇨🇮✍️ A emocionante carta aberta de Yan Diomande à sua irmãzinha, publicada pel The Players’ Tribune:
Querida Roxane,
Lembra quando alguém comprou uma camisa falsa do United para mim, e eu escrevi “Ronaldo 7” nas costas com um canetão preto? A gente não sabia o que era rico ou pobre. A gente só conhecia a felicidade.
Lembra das 25 pessoas dormindo em uma casa só lá em Abidjan? A mãe queria assistir às novelas dela. Todo mundo queria assistir filmes. Lembra como eu sempre fingia que estava dormindo e depois ia para a sala da TV depois da meia-noite? Eu colocava a TV bem baixinha. Tipo, só duas barrinhas de volume. Eu assistia futebol no escuro e sonhava.
Lembra quando os adultos me viram jogando futebol na terra e me deram o apelido de “Roberto Carlos” por causa da força com que eu chutava? E lembra como eu ficava secretamente com tanta raiva disso, porque o CR7 era o meu ídolo?
Lembra quando eu fui jogar tão longe de casa? Eu tinha 9 anos. Inter Foot Sud Comoé, lá perto da fronteira com Gana. Só um garotinho sozinho. Não sei se algum dia te contei essa história, mas eu e as outras crianças costumávamos ir até a vila e roubar batatas porque estávamos com muita fome. A gente fazia um “assalto a banco”. Duas crianças distraíam o dono da loja, e outras 18 saíam correndo com duas batatas. Elas nem eram boas. Mas tinham um gosto incrível. Hahahah. Até hoje é minha coisa favorita para comer. Batatas cozidas com um pouco de óleo. Isso me lembra daqueles tempos.
Lembra quando ganhei minhas primeiras chuteiras de verdade, e eu dormia com elas? Crescendo, eu sempre jogava com aquelas sandálias brancas de plástico. Mesmo quando volto para casa agora, ainda jogo com elas. É a nossa tradição.
Lembra quando eu voltava para casa, e você dizia aos meus amigos do bairro: “Por que vocês pararam de treinar? Yan não vai comprar carros para vocês. Vocês precisam continuar trabalhando.” Você tinha 10 anos, e já era minha agente.
Lembra como a gente sentava e sonhava em se mudar para a França? Como a gente iria fazer compras, ter nosso próprio apartamento, e eu seria um jogador rico, com carros e uma casa grande, e você não precisaria se preocupar com nada. Você era a pessoa que sempre acreditou que eu poderia ser o próximo Cristiano, quando todos os outros riam.
Lembra quando eu me mudei para os Estados Unidos para fazer o ensino médio, aos 15 anos, e senti tanta saudade de casa? Durante meses eu não entendia o que ninguém dizia. Me colocaram sentado ao lado de um garoto francês, e ele tentava traduzir tudo o que a professora falava. Lembra quando eu te liguei dizendo: “Você não vai acreditar, as crianças aqui discutem com os professores.” Lá em casa, você sabe, a gente nem ousaria piscar para os mais velhos.
Lembra quando eu não conseguia acreditar que os meninos fumavam depois da escola? Você costumava dizer que parecia que eu estava em uma série de TV americana.
Lembra quando me levaram para fazer testes no Bournemouth? No Chelsea, Rangers, Olympiacos, Crystal Palace? Eze e Olise chegaram até mim depois de um treino e disseram: “Ei, garoto, você é muito bom.”… mas, mesmo assim, não me contrataram.
Até os times B da MLS não me quiseram. Eu nem sabia o motivo. Eles nunca me deram uma razão. Os adultos cuidavam de tudo. Eles só continuavam me levando pela Europa inteira, e todo mundo continuava dizendo não.
Meu visto acabou. Meu sonho acabou. Eles me mandaram de volta para a África, e nós choramos juntos. Você foi a única que nunca deixou de acreditar. Algumas semanas depois, assinei com o Leganés, e choramos lágrimas diferentes.
Isso foi na época em que eu ainda tinha emoções. Agora, eu não sinto nada. É como se eu nem fosse humano. Desde que você morreu, eu sou só um vazio.
A República Democrática do Congo estreia na Copa sem um de seus personagens mais emblemáticos nas arquibancadas. Michel Kuka Mboladinga, torcedor que ficou conhecido por assistir aos jogos da seleção imóvel, com o braço direito erguido em homenagem ao líder da independência Patrice Lumumba, não conseguiu cumprir a tempo os protocolos sanitários exigidos para viajar aos Estados Unidos em meio ao surto de ebola registrado no país africano.
Mboladinga ganhou projeção internacional durante a Copa Africana de Nações ao reproduzir a pose da estátua de Lumumba em Kinshasa. A imagem do torcedor, vestido com as cores nacionais e permanecendo parado durante toda a partida, se transformou em símbolo da seleção congolesa. O reconhecimento foi tamanho que ele passou a integrar oficialmente a delegação da RD Congo para o Mundial, atendendo a um pedido dos próprios jogadores.
Segundo autoridades sanitárias, integrantes da delegação precisaram cumprir um período de isolamento de 21 dias em uma bolha na Bélgica antes da chegada aos Estados Unidos. Mboladinga não conseguiu ingressar no processo dentro do prazo e ficou fora da estreia contra Portugal. A expectativa, porém, é que o torcedor esteja presente na segunda partida da equipe, diante da Colômbia, reforçando a imagem que se tornou uma das mais marcantes da história recente do futebol congolês.
#MichelKukaMboladinga #Torcedor #RDCongo #Ebola #Estreia