Ainda nao sei quem é este cara, mas ele apresenta uma série de razões pra afirmar o estágio atual do nosso país sob a batuta de Lula: ESTAMOS MUITO BEM.
Embora alguns articulistas da imprensa a serviço de forças estranhas criam achismos pra afirmar o contrário.
O PERFIL DE UM ELEITOR DE MARÇAL
O caso Marçal me deu a curiosidade de visitar o perfil de um libertário radical paulistano. Em seu apelido, ele se intitula príncipe ou coisa parecida. Ele adora música clássica porque, para ele, ela simboliza tudo o que o Brasil não é. É uma alucinação, porque o Brasil deu José Maurício, Carlos Gomes, Nepomuceno, Henrique Oswald, Villa-Lobos, Cláudio Santoro etc. Mas, para ele, música clássica é só música europeia, e mesmo assim, composta até o começo do século passado. Daí que se veja como príncipe, ou coisa parecida.
Aí se percebe a ideologia do sujeito: é neoliberal, ou libertariano típico. E o libertariano é um masoquista, porque, brasileiro, tem por traço supremo o ódio ao Brasil. O sujeito se compraz em todos os seus posts em exprimir caricaturalmente esse ódio. Nada no Brasil presta: o cachorro quente, o metrô, o chafariz, a roupa, a desigualdade social, o clima, a universidade, a cultura, os esportistas, a grama, o vinho, o chocolate, o xampu, o nordestino, o carioca, o pão de queijo, etc. Tudo, literalmente tudo, é melhor na Europa. Até os pombos. Quando não está babando de ódio contra o Brasil, exprimindo alguma opinião -sempre decadentista -, está falando de… dinheiro, de investimentos, de criptomoedas, de bolsa. Parece que não é muito bem sucedido…
E, para o nosso eleitor de Marçal, grande culpado pelo Brasil ser globalmente uma merda - porque algum culpado tem de ter - é… o Estado. O Estado é imaginado como um Deus mau e onipotente, responsável até pela queda das folhas da árvores. Por isso, tudo o que toca, vira merda. Se deu escola, o sujeito sai analfabeto. Se deu faculdade, sai vagabundo e comunista. Se deu subsídio, o produto é podre. O curioso é que, por mais supostamente onipotente que o Estado possa ser nessa fantasia delirante, ele não pode ser responsável pela qualidade do churros ou da pipoca da carrocinha da praça, ou da penugem dos pombos. O que significa que seu ódio doentio ao Brasil precede seu ódio ao Estado, e não pode ser resolvido nem pelo retorno hipotético a um estado de anarquia ou anarcocapitalismo.
Em última análise, esse tipo de libertário é um doente patológico, que atribui seus traumas a um complô do sistema, não suporta a existência e muito menos a concorrência de gente que crê inferior, e que está subindo na vida, supostamente lhe roubando a chance de ocupar cargos ou posições de prestígio que ele, no seu delírio, acha que ocuparia se tivesse nascido na França, na Itália, nos EUA, etc. É gente como essa que, ao lado dos reacionários, vota na extrema-direita e, em geral, em nos Bolsonaro ou, melhor, nos Milei da vida. Gente que gostaria de explodir o Brasil com um bomba atômica, porque acha que poderia reinar sobre suas ruínas. Este é o perfil típico de um eleitor de Marçal.
Com a exceção do gosto pela música clássica, claro.
A Folha de S Paulo e o UOL cruzaram uma fronteira entre Jornalismo e manipulação de informação neste exato momento, 18h de 3ª feira 13/08/2024, com a manchete que está no portal das empresas do banqueiro Luiz Frias: uma denúncia estapafúrdia de que Alexandre de Moraes teria usado a estrutura do TSE para abastecer o próprio gabinete no STF com dados de apurações e investigações contra ilícitos penais e abusos cometidos por bolsonaristas (na política e na mídia). A troca de informações entre assessores de um mesmo ministro, Moraes, que mantinha dois gabinetes em dois tribunais superiores - STF e TSE - é descrita como "irregular" e atípica pelos "jornalistas" que assinam o texto a serviço de Frias. São eles um tal de Fábio Serapião, secretário de redação do jornal em Brasília, e o notório Glenn Grenwald, cujo epítome profissional tem sido a conversão do que era uma biografia em prontuário ao se associar a meandros obscuros da ação política extremista. Folha e uol, por meio da penas descartáveis desses dois, não faz jornalismo. Não há fato ali: há, sim, a tentativa de ser fabricar um auê com vento. Sabemos, todos, a quyem serve esse tipo de despautério.