Meus caros bolsominions, já que vocês ainda não entenderam o que é crítica social, vou simplificar: a lata de conserva no carnaval não está atacando a família.
Ela escancara os falsos moralistas, os falsos cristãos e os falsos conservadores. Sabem aquele pessoal que prega virtude em público e esconde amantes, escândalos e hipocrisia atrás de discursos sobre “tradição” e “moralidade”? Então, é sobre eles.
A crítica não é para julgar os costumes alheios. É para denunciar quem usa Deus como álibi e a moral como fantasia.
Então fica a pergunta:
Se isso não é sobre vocês…
por que tanta pressa em vestir a carapuça?
Enquanto sua mãe adormece de cansaço no metrô, este menino faz tudo o que pode para que ela não se machuque. Um gesto que demonstra seu grande coração❤️
@toninhodocall “Um tal de Tiradentes” justifica a inutilidade da fala e do movimento. Colocar Deus nisso é de um despreparo imensurável. Por último e não menos importante, sim, fazer terapia é mesmo urgente.
A arte postada pelo Flamengo hoje não é apenas um anúncio de jogo; é um tratado de sociologia carioca. Ao colocar dois senhores, vizinhos de janela, apoiados no parapeito sob a luz amarelada de um poste antigo, o clube tocou na ferida mais bonita do nosso futebol: a tradição.
Ali não estão apenas dois torcedores. Estão décadas de convivência. O Fla-Flu nasceu assim, 40 minutos antes do nada, como dizia Nelson Rodrigues. Ele mora na provocação do vizinho de porta, na camisa estendida no varal compartilhado, na conversa fiada da calçada. A imagem exala respeito. Ela lembra que o Fluminense é o nosso rival mais charmoso, o irmão mais velho (e ranzinza) que mora na mesma casa histórica chamada Rio de Janeiro. Existe uma fidalguia nesse clássico que nenhum outro tem. É um duelo de terno e gravata, ou, nesse caso, de chinelo e camisa de algodão surrada pelo tempo.
A arte é linda porque humaniza o rival. Ela nos lembra que, antes da bola rolar, somos todos compadres de janela, dividindo o mesmo calor e a mesma cidade.
Porém, a poesia do design termina exatamente onde começa a grama do Maracanã.
Porque, quando o juiz apita, a cordialidade da vizinhança dá lugar à hierarquia do futebol. O Flamengo respeita a história do Fla-Flu, claro. Mas a forma mais genuína que o Flamengo encontrou de "respeitar" esse clássico ao longo das décadas foi vencendo-o.
A imagem traz a nostalgia, mas o campo traz a realidade. E a realidade é que o vizinho da janela vermelha e preta costuma dormir mais feliz. É bonito ver o charme das Laranjeiras, a estética tricolor... mas é essencial ver a bola na rede rubro-negra.
Que fique a beleza da arte para os museus e para o Twitter. Porque, lá dentro das quatro linhas, ganhar um Fla-Flu não é um evento extraordinário, nem uma poesia rara. Ganhar um Fla-Flu é, para o Flamengo, tão cotidiano e normal quanto estender a roupa no varal num fim de tarde.
Respeitamos o passado. Mas quem manda no presente é a gente.
📷: @Flamengo
Grande ideia dos amigos da @sevendigitalcontent de usar a IA pra fazer esse vídeo inspirado na Festa da Música Tupiniquim. Espero que curtam e entendam que é só uma brincadeira, sem intenção de parecer real, o que pra mim é a melhor forma de usar a inteligência artificial.