First trailer for ‘BAD APPLES’, starring Saoirse Ronan.
The thriller follows a teacher who kidnaps a disruptive pupil in order to teach him to behave.
In theaters later this year.
quem assiste muito filme já teve que assistir alguns com o controle na mão: volume no 40 pra ouvir o diálogo e volume no 10 porque alguma parada foi muito mais alta que o resto do filme
absolute engenharia de som.
e como quase tudo que envolve engenharia de som, a explicação é bem mais maneira (e nerd, desculpa) do que "os filmes de hoje que são ruins".
antes de tudo, vamos por partes:
primeiro, precisamos entender o conceito da faixa dinâmica (dynamic range).
é a distância entre o som mais baixo e o som mais alto de uma mixagem. um diálogo e uma explosão no mesmo filme podem ter uma diferença absurda de volume entre si e isso é totalmente proposital.
o filme é mixado num estúdio, calibrado num nível de referência padrão, numa sala escura, tratada acusticamente e silenciosa.
nesse ambiente, aquela faixa dinâmica gigante é um parque: o diálogo vai ser mais forte e os barulhos também, mas eles vão ficar equilibrados porque o ambiente propicia isso. na teoria, é lindo.
o problema é que a sua sala não é essa sala. nem a minha, na real.
[A MINHA OPINIÃO] sobre o que pode fazer o filme "subir e descer" a mix em casa/nas tvs pode ser a soma de alguns fatores (salvo o direito de estar equivocado em algumas coisas pois faz tempo que li sobre isso)
→ a faixa dinâmica preservada: o arquivo final não "achata" o som, ele respeita a distância original entre o mais baixo e o mais alto. numa sala tratada isso é pica, na sala de casa com barulho do ventilador que parece uma turbina de aviao, não dá.
→ canal central: o filme é mixado pra multicanal e o diálogo mora quase todo no canal central. quando esse sinal é rebaixado ("downmix") pros dois autofalantes da tv ou pro fone, o central se dilui e a fala afunda no meio da música e dos efeitos, que estão espalhados por todos os outros canais.
→ hardware da tv: tvs mais finas de hoje em dia tem estruturas com autofalantes menores, muitas vezes virado pra trás ou pra baixo, sem corpo justamente na faixa de frequência dos diálogos.
→ o desequilibrio das referências: o estúdio calibrou tudo num nível padrão que nenhum equipamento de casa reproduz igual. a proporção entre os elementos que era perfeita lá pode chega desbalanceada aqui.
→ esteticaa: tem diretor que mixa o diálogo mais "naturalista" e enterrado de propósito (o christopher nolan virou meme por isso e já defendeu a escolha publicamente), além de ator que fala baixo etc
mas aqui vem o jump of the cat:
o som do filme, por mais triste que possa soar, não tá "errado".
ele só é fiel a um ambiente que nós meros fudy de la fudys não temos.
cada decisão na mix (o quão baixo é o diálogo, o quão alto é o barulho) foi tomada pensando numa sala específica, calibrada e silenciosa.
ou seja: o que você sente como "inconsistência" é o filme sendo coerente com um lugar onde você não está.
a real é que os filmes vão ter um som pensado pra um ambiente muito específico, e a nossa sala simplesmente não é esse ambiente.
Who would have thought that a boy born in Bristol England, mixed race black kid, would be the perfect reincarnation of thee VAMPIRE, Louis de Pointe du Lac 🙂↕️
Quem teria pensado que um garoto nascido em Newcastle upon Tyne, na Inglaterra, filho de imigrantes bangladeshi seria a perfeita reencarnação do vampiro Armand.