Que diferença impressionante!!
Dilma Rousseff passou anos sendo alvo de ataques misóginos, piadas degradantes e até adesivos sexualmente ofensivos colados em tanques de combustível de carros por todo o país.
Goste-se dela ou não, ela enfrentou esse espetáculo sem correr para pedir que opiniões, críticas ou manifestações fossem apagadas da existência.
Já Flávio Bolsonaro vê uma pesquisa eleitoral mostrando queda na popularidade e, aparentemente, a solução não é convencer o eleitorado, mas questionar a divulgação do resultado.
É quase uma aula prática sobre a diferença entre maturidade e fragilidade.
Uma mulher adulta suportando humilhações públicas de baixíssimo nível sem pedir que a realidade fosse censurada. Um político incomodado com números desfavoráveis tentando transformar uma pesquisa em problema.
A ironia é que muitos dos que chamavam Dilma de “fraca” e “despreparada” agora parecem considerar insuportável a existência de uma pesquisa mostrando perda de apoio.
No fim, a comparação acaba sendo cruel, de um lado, alguém que enfrentou ataques pessoais grotescos; do outro, alguém que parece travar uma batalha contra gráficos e porcentagens.
Porque uma democracia exige estômago para ouvir o que não se gosta.
E, pelo visto, adesivos ofensivos exigem menos sensibilidade do que uma pesquisa eleitoral.
o cara viaja o mundo inteiro pra implorar pros presidentes atacarem o brasil pra ele se colocar como solução dos problemas que ele mesmo criou no país (???????)
qual o sentido de votar numa desgraça dessa? nem o pai dele foi tão cara de pau assim
@MichaelFranca To terminando o doutorado agora. E só posso dizer que, assim que eu e outros filhos de pobres conseguimos nossos diplomas, passou-se a exigir cada vez mais por um salário cada vez menor. O cálculo foi simples: recusam-se a tratar filho de pobre como humano, mesmo qnd qualificados
Pense em uma mãe de classe média que trabalhou toda a vida sem diploma universitário. Ela fez de tudo para que o filho estudasse. Incentivou da forma que pôde e comemorou cada conquista dele. O garoto chegou à universidade. Formou-se. E hoje, aos 30 anos, seu salário não proporciona aquilo que imaginava. Ele ainda mora com ela. Ela não entende o que deu errado. Ele também não.
Esse é um dos retratos de uma transformação geracional que discuti em um estudo que realizei com Daniel Duque e Fillipi Nascimento intitulado "Geração X versus millennials: quem são os grandes vencedores?".
Os millennials (geração geralmente definida como a dos nascidos de 1981 a 1996 e, no estudo, representada pelos nascidos de 1992 a 1994), estudaram mais do que qualquer geração anterior. Tiveram mais acesso ao ensino médio e à universidade. Cresceram em um país com inflação controlada e sem muitos dos choques que marcaram a juventude da geração X (no estudo, representada pelos nascidos de 1967 a 1969).
A geração X encontrou um país mais instável. Depois surfou um período de expansão econômica e de valorização do salário mínimo. Já os millennials chegaram ao mercado justamente em um momento de baixo crescimento. Eles fizeram o que a sociedade pediu que fizessem. Mesmo assim, encontraram um mercado de trabalho difícil e menos segurança econômica.
Perceba que existe quase um paradoxo nessa história. A geração que mais estudou foi justamente aquela que encontrou um mercado em que o diploma foi perdendo parte do seu valor.
(...)
Os custos de moradia cresceram. Os jovens de classe alta conseguem usar esse tempo em casa como uma espécie de trampolim. Ficam mais tempo estudando, fazendo pós-graduação, aprendendo idiomas, viajando ou guardando dinheiro até se sentirem prontos para sair.
Já os jovens de baixa renda tendem a sair de casa antes porque a vida adulta chega mais cedo. Começam a trabalhar antes de seus colegas mais abastados, formam família mais jovens e costumam ir morar em lugares menos seguros.
Então, antes de terminar, volto àquela mãe e àquele filho da classe média. O que você acha que ela deve dizer a ele? Que estudar foi um erro? Acho que não. Acho que ela deveria dizer que ele fez tudo certo e que sente orgulho.
O problema está na promessa que foi vendida junto com o diploma. A educação continua abrindo portas, mas o que está do outro lado depende de políticas econômicas, da distribuição de renda e de um país que cresceu pouco quando essa geração chegou ao mercado.
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Jesus não voltou nem no holocausto e nem na ditadura militar, mas os crentes juram que ele vai voltar porque viu um casal lgbt+ se beijando… cada coisa
O que mais odeio em Manaus não é a falta de transporte público digno ou falta de infraestrutura e saneamento básico, é o fato de existirem bolsonaristas burros que vivem para odiar o PT e o Lula e esquecem de cobrar a direita que sempre governou a capital do Amazonas.
E isso não é fracasso individual. É o retrato de uma geração esmagada pelo capitalismo.
Salário perde valor, aluguel dispara, emprego vira bico e bancos lucram bilhões. Vendem a mentira de que a culpa é de quem “não se esforçou”.
Hoje, o trabalhador não vê esperança de futuro.
Proposta da direita:
- Que seu filho de 14 anos pare de estudar pra ir trabalhar na escala 6x1 pelo resto da vida.
Proposta da esquerda:
- Que mais nenhum trabalhador desse país tenha que viver a escala 6x1.