Two gay men sued their surrogate mother after she refused to abort their baby diagnosed with a cleft lip.
A cleft lip is a minor and easily correctable condition with surgery.
But they want $600,000 because she didn't kill the baby.
It's time to end abortion and surrogacy.
@tabataamaralsp Proibir que uma criança fale "betinha" vai impedir que ela vire traficante e espanque as mulheres. UAU! Por que ninguém pensou nisso antes?!
@MauricioGRighi Maurício, quando penso nesse filme do Nolan, lembro do filme Macbeth interpretado pelo Denzel Washington - o qual eu apreciei apesar da modificação do personagem. Não podemos apreciar uma modificação pelo seu poder artístico? cont...
De certa forma, esse vídeo me lembrou Hannah Arendt.
Arendt não estava dizendo que Eichmann era apenas um burocrata bonzinho. Ela observou que ele não era um monstro sádico, mas um homem comum, medíocre, que agia por falta de pensamento. Ele usava linguagem burocrática tipo transporte de carga, solução final, evacuação, mantinha distância emocional do resultado concreto e cumpria ordens sem jamais se colocar verdadeiramente no lugar da vítima. O mal se tornou rotineiro, administrativo, normal.
Muitos defensores do aborto, especialmente em contextos onde ele é tratado como direito reprodutivo, saúde da mulher ou minha escolha, operam em um nível similar de abstração: o feto vira agregado de células, tecido, interrupção voluntária da gravidez; o procedimento vira ato médico; a questão moral é deslocada para o plano dos direitos da mulher adulta, sem confrontar o que acontece fisicamente com o ser em desenvolvimento.
Quando o vídeo força o confronto com a descrição crua do que ocorre, a reação de muitas pessoas comuns é de repulsa imediata. Isso sugere que o apoio muitas vezes depende exatamente daquela distância e daquela linguagem neutralizadora que Arendt criticava.
Quando a realidade bate à porta, surge o choque entre as nossas expectativas e os fatos concretos.
Defender o aborto como uma ideia abstrata é bem mais fácil do que defendê-lo quando você se dá conta do que realmente está em jogo.
#AbortoNão
A objeção mais popular ao aborto por diagnóstico de Down costuma aparecer em tom compassivo e cheio de exibição de virtudes: “essa criança teria uma vida sofrida”; “os pais não merecem perder a própria felicidade”; “seria cruel obrigar todos a viver assim”. A forma mais forte do argumento merece ser reconhecida antes da refutação.
Ela diz o seguinte: pais têm responsabilidade moral de evitar sofrimento previsível; uma criança com síndrome de Down enfrentará limitações, dependência e dificuldades; cuidar dela exigirá sacrifícios durante toda a vida; portanto, abortar pode ser uma decisão prudente para os pais e misericordiosa para a criança.
O argumento parece humano porque fala em sofrimento. Sua falha nasce quando converte sofrimento previsto em autorização para eliminar quem sofrerá.
Sofrimento pede cuidado, tratamento, presença, apoio material e responsabilidade compartilhada. Quando passa a justificar o aborto, a compaixão muda de objeto: abandona a criança vulnerável e passa a proteger o conforto de quem decide. A criança desaparece como alguém e reaparece como custo, risco, interrupção biográfica. É, portanto, um direito.
Há aqui uma premissa oculta: uma vida com deficiência, dependência ou dor previsível possui valor menor. Sem essa premissa, a conclusão não fecha. Com ela, o argumento revela seu critério: certos seres humanos precisam demonstrar qualidade de vida suficiente para merecer nascer e não se tornarem um estorvo para mais amorosos.
Você goste ou não, esse critério pertence à gramática da eugenia, ainda que sem uniformes, decretos ou programas estatais totalitários do século 20. Trata-se de eugenia em sentido moral: seleção de vidas humanas a partir de uma característica biológica considerada indesejável. A criança não é rejeitada por algo que fez, por uma ameaça que criou, por culpa alguma. Ela é rejeitada por ser quem é: um ser humano com trissomia 21.
A felicidade dos pais é um bem real. Cuidar de uma criança com deficiência pode custara sono, dinheiro, casamento, carreira, planos. Tratar isso como fantasia edificante seria indecente. Mas nenhum desses custos altera a identidade daquele que será morto. A pergunta decisiva permanece: quem é esse?
Se é um filho humano inocente, o peso do cuidado funda deveres de amparo familiar, médico e social. Não funda poder de morte.
A criança com Down não precisa provar que será feliz para ter direito de nascer. Aliás, ninguém nasce com essa obrigação absurda. A dignidade humana não depende da promessa de uma vida feliz, produtiva, leve, saudável ou admirável aos olhos dos outros. Quando exigimos essa promessa antes de reconhecer o direito à vida, já trocamos a dignidade por uma fantasia patética: a de que só merece viver quem oferece aos demais uma biografia aceitável.
Para algumas pessoas, especialmente não-religiosas, a dignidade humana possui condições. Ela vale enquanto a vida não carrega peso demais ou imperfeições demais. Só reconhecem humanidade naquilo que consideram íntegro, funcional e compreensível. Mas uma pessoa não se torna menos humana por nascer marcada pela doença. Eu não sou mais digna de viver do que ela.
A “dignidade” que eles tanto defendem encontra um limite justamente onde mais deveria se manifestar, justamente nas minorias mais frágeis. Retire Deus da equação e pergunte o que resta para essas vidas. Não um direito inalienável de existir, mas a constante necessidade de justificar a própria existência. E seu extermínio passa a ser chamado de compaixão, como se o valor de uma vida pudesse ser medido pela quantidade de sofrimento que ela suporta.
@elivieira Identitarismo é beneficiar gente que nunca foi oprimida e injustiçar quem nunca foi opressor por conta de injustiças cometidas por quem já está morto.
"I am a man. See me as a human being—not a birth defect, not a syndrome. I don’t need to be eradicated."
Frank Stephens pleads for the humanization of people with Down syndrome, studies suggest 67-90% are aborted in the United States due to faulty prenatal screenings.