Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
explicar um texto e comentar um texto são duas atitudes diversas.
Na explicação, o texto é tudo: o tema, a tese, os objetos, as noções, a argumentação devem ser todos ele deduzidas do texto, e apenas dele. É, como se diz comumente, deixar o texto falar.
Já o comentário exige ir além dele, além do texto. Ler outros comentadores, se valer de cursos ou de repertório filosófico já adquirido etc.
Dworkin não oferece uma teoria geral do direito.
Quando muito uma teoria normativa da decisão judicial.
Não explica o fenômeno jurídico em sua totalidade, incluindo sua dimensão fática, sua produção legislativa, sua vida extrajudicial, seus fundamentos epistemológicos e ontológicos.
Por que suas obras produzem tanto apelo no Brasil?
Não sei.
@JFreiress_ pobre de direita — vive no mundo da lua, por um outro modo de dizer: confunde ilusão com realidade — compara Paraguai com EUA!?
Deixe sua risada.
Investigar o processo legislativo, a justificativa do projeto de lei, os pareceres de comissão, o anteprojeto de lei, se houver, foi — há mais de século é — um trabalho sobre TEXTOS, nunca sobre estados mentais dos membros do Poder Legislativo.
Fui consultar Carlos Maximiliano, de 1924, para excluir dúvida. Também Emilio Betti, 1949, que, aliás, alude à antiga, antiquíssima, distinção entre mens legis e mens legislatoris...
De maneira que a digressão do Juiz Hermes, irmão gêmeo de Hércules, é mais uma caricatura, um espantalho, como é espantalho a descrição do pragmatismo jurídico, naquele mesmíssimo livro — de Dworkin.
Numa linguagem moderna, temos o processo legislativo como um ato de fala institucional, e todo ato de fala, se bem-sucedido, contém conteúdo proposicional. Se não fosse assim, se um ato de fala não tivesse um conteúdo proposicional, não haveria comunicação, e ninguém se entenderia, numa espécie de "Babel" jurídica.
A intenção do legislador não é, repito, investigação de estado mental dos membros do poder legislativo. Nunca foi. Só mesmo na caricatura do juiz Hermes.
os demais candidatos são incapazes de mobilizar a consciência do eleitor.
o que faz o centrista indignado?
desferir aleivosias contra o País, que não é "sério"; e esculhambar os eleitores, considerados espécies de estultos e incapazes.
É lamentável.
Em um país sério, Lula e Flávio Bolsonaro estariam inelegíveis e presos.
No Brasil, lideram as pesquisas eleitorais e no momento somam quase 80% da intenções votos.
um amigo me lembra que o tal renan se quer presidente do futuro "Reich" brasileiro. O guardião da constituição segundo Carl Schmitt.
Não o STF, mas o chefe do poder executivo é o defensor da Constituição.
O tal do Renan Santos diz numa entrevista que não cumprirá decisão do Supremo Tribunal Federal que ele considere ilegal mas os direitoides acham que é a solução para o País. Não passa de bolsonariano com fumos de inteligência.
O tal do Renan Santos diz numa entrevista que não cumprirá decisão do Supremo Tribunal Federal que ele considere ilegal mas os direitoides acham que é a solução para o País. Não passa de bolsonariano com fumos de inteligência.
afirmar que todos devem ser tratados com igual respeito e consideração é alguma novidade?
não é o velhíssimo lema da revolução francesa?
no brasil, desde pelo menos 1940, há tese afirmando — com todas as letras — que o fundamento do direito é a dignidade da pessoa humana, o valor-fonte de todos os valores.
museu de grandes novidades.
brasileiro sofre de "doutorice", desde sempre.
Herança do velho bacharelismo, tão criticado — e com razão — por Gilberto Freyre, ele próprio estudante nos EUA, depois na Grã-bretanha...
Os nobres tinham que ir a Europa, Coimbra, especialmente, voltar diplomado para assumir alguma sinecura, presidir uma província, ou se engajar na atividade política.
interessante: se alguém aqui, brasileiro, escrevesse que o direito fala a "uma só voz" e as decisões jurídicas do passado, inclusive as decisões do legislativo ao editar leis, devem ser lidas "sob a melhor luz", ouviríamos gritos: — metafísica!
@LarisFernandess isso em todo lugar. é uma falta de educação tremenda. Irritante. E se reclamar, vem o deseducado: "virou fiscal do uso do telefone?" As pessoas, de um modo geral, não têm senso nenhum de vida em comunidade.
a pessoa transformar o nome num slogan a propósito da disputa eleitoral me parece um pouco... estranho!, para não dizer: suspeito...
é mais ou menos como um decréscimo na identidade pessoal, como se o sujeito candidato não fosse constituído por um "eu".