Relatos da vida real: Rosy Oliveira é nordestina, moradora de Valente, no sertão da Bahia. O vídeo que ela publicou é mais do que um desabafo; é o retrato real de uma mulher que saiu de sua terra em busca de oportunidades e, ao voltar, passou a questionar as promessas políticas que continuam sendo repetidas à sua volta.
Rosy viveu quase nove anos em Florianópolis, Santa Catarina. Foi trabalhando longe de casa que conseguiu juntar dinheiro para construir sua própria moradia, ainda inacabada. Com fibromialgia e sem conseguir continuar trabalhando, voltou para a Bahia. No vídeo, mostra suas dificuldades e confronta a realidade que encontrou com a esperança que muitos de seus vizinhos ainda depositam em Lula.
Sua indignação está na distância entre o discurso de transformação social e a vida concreta de quem enfrenta carências básicas. Em Valente, segundo o Censo de 2022, 100 pessoas ainda viviam sem banheiro ou sanitário, e mais de 2,7 mil utilizavam fossa rudimentar ou buraco - por que problemas tão elementares persistem até hoje?
O resultado das urnas em 2026 traz um dado irrefutável. No Nordeste, Flávio Bolsonaro recebeu 10,4 milhões de votos, 30,85% dos válidos, contra 26,97% obtidos por Jair Bolsonaro no primeiro turno de 2022. Lula ainda venceu amplamente na região, mas a vantagem diminuiu. Em Valente, Flávio chegou a 33,95% dos votos, enquanto Lula obteve 60,13%.
Rosy não fala por todos os nordestinos, mas sua voz derruba a caricatura de que o eleitor do Nordeste não questiona, não compara e não cobra resultados. Existe uma população que trabalha, migra, adoece, volta para casa e quer algo além de promessas renovadas a cada eleição.
O Nordeste não precisa ser tratado como curral político. Precisa ser ouvido, respeitado e ter condições reais de prosperar. A verdadeira mudança começa quando o eleitor nordestino deixa de acreditar em falsas promessas, repetidas ao longo de 18 anos e jamais cumpridas, e passa a exigir resultados, como fez Rosy.
O deputado Luiz Philippe questiona o resultado do Flávio no 1.º turno e diz que é necessário uma reforma no sistema eleitoral
“Na minha opinião, o Flávio foi eleito no primeiro turno.”
Essa declaração é de Luiz Philippe de Orleans e Bragança, em entrevista ao canal Time Line, ao comentar a diferença aparentemente contraditória entre a votação de Flávio Bolsonaro e a soma dos votos obtidos pelos senadores eleitos da direita.
O deputado chama atenção para uma incongruência que, segundo ele, precisa ser analisada: como os senadores de direita podem, somados, ter recebido uma quantidade de votos muito superior à de Flávio, se pertencem ao mesmo campo político e foram escolhidos pelo mesmo eleitorado?
Luiz Philippe também considera “muito estranho” o comportamento da votação para os demais cargos durante o episódio da apuração, enquanto a votação para presidente teria apresentado um comportamento diferente.
Mas o ponto central da fala vai além de questionar um resultado específico.
Ele defende que é preciso colocar em pauta uma revisão completa do sistema eleitoral e do funcionamento do TSE, porque uma parcela enorme da população não está satisfeita com a forma como o processo funciona.
E faz uma observação importante: não basta o Judiciário afirmar que temos “o melhor sistema”. Em uma democracia, a confiança da população também precisa ser levada em consideração.
Se milhões de brasileiros não confiam no sistema, a resposta não deveria ser simplesmente desqualificar essa desconfiança. É preciso abrir os dados, discutir, investigar e, se necessário, aperfeiçoar o sistema para que o resultado das eleições seja não apenas tecnicamente proclamado, mas também socialmente reconhecido como legítimo.
E Luiz Philippe encerra com sua posição pessoal, sem rodeios:
“Na minha opinião, o Flávio foi eleito no primeiro turno.”
Vale ouvir o trecho completo e prestar atenção aos argumentos apresentados.
Por que o voto impresso é rejeitado pelo TSE?
Só há uma explicação: a de que há algo que não querem revelar.
E onde está o Congresso que foi desrespeitado quando a emenda do Jair Bolsonaro foi aprovada e não foi cumprida?
Você vai votar para seguir com a roubalheira de dirigentes do PT?
Da uma olhada neste vídeo
LUTEMOS PELO BRASIL QUE QUEREMOS E TEREMOS O BRASIL QUE MERECEMOS
AINDA DA TEMPO
Meu Deus 😳
Ele resumiu o PL em “travesti entrando no WC” adoreiiiiiiiiii essa parte ‼️ obrigada ☺️
O Brasil não está preparado pra você ENEAS CARNEIRO ops ! RENAN SANTOS é mais uma vez deixou passar a oportunidade.
V I D E O Z Ã O
GRAVE:
Deputado André Fernandes @andrefernm leu um pronunciamento de Ciro Gomes no qual se afirma que as eleições para governador do Ceará foram roubadas por Elmano e Lula, com a participação de Dias Toffoli.
Essa é a cena mais obscena e perversa que já vi na vida -- grotesca, sub-humana, macabra. O tom de voz, o sorriso, a frivolidade com que o Mal é elogiado... Não lembro de ter visto algo tão imoralmente sórdido nem em filme sobre o nazismo.
OPINIÃO | FERNANDO SCHÜLER: O arquivamento do inquérito contra os influenciadores Oswaldo Eustáquio, Allan dos Santos e Ed Raposo, além do senador Marcos do Val (Avante) é “bem-vindo” e serve de lição para o País, avalia o colunista do Estadão.
🔗 Acesse essa outras análises de Fernando Schüler em https://t.co/qzhHTY7A1Z
Débora "do Batom" fala pela primeira vez. O relato é de revirar o estômago
Pela primeira vez, a prisioneira política Débora Rodrigues, conhecida como "Débora do Batom", dá uma entrevista depois de ter sido mantida presa preventivamente por dois anos, e condenada a 14 anos, hoje cumpridos em regime domiciliar.
O vídeo abaixo é apenas um resumo, com alguns trechos da entrevista completa, que pode ser encontrada no site da Revista Oeste.
Poucas coisas revoltam mais do que a injustiça. E o caso de Débora simboliza bem o colapso moral brasileiro. Uma mulher simples, sem antecedentes criminais, cabeleireira, mãe de dois meninos pequenos, adventista, descreve como foi tratada pelo regime.
Nem mesmo os piores criminosos são tratados assim.
Débora foi presa em 17 de março de 2023, às 5:50 da manhã, na frente dos filhos. As crianças, assustadas, perguntaram: "Mamãe, onde você vai?" Ela respondeu que ia conversar com o policial e que logo voltaria. Foi algemada e levada na viatura. Só voltaria para casa dois anos depois.
Na penitenciária de segurança máxima de Mojiguaçu, as paredes da cela eram sujas de fezes e sangue. O kit de higiene que lhe entregaram estava encharcado de urina. A cela não tinha luz. Débora lia a Bíblia pela fresta de claridade que entrava pela boqueta da porta — o mesmo buraco por onde passavam a comida. Estava menstruada quando chegou e foi submetida a revistas corporais degradantes.
Para ser transferida, foi algemada nos pés e nas mãos. Disse que naquele momento se sentiu "um bicho".
Ficou 2 anos e 11 dias presa. Nesse período, viu traficantes e homicidas receberem indulto e saída de presos, enquanto ela não podia sequer passar o Natal com os filhos.
A primeira visita da família aconteceu somente depois de 20 dias. Quando os meninos entraram, choraram sem parar e perguntaram: "Mamãe, você é criminosa?" Ela ajoelhou no pátio e agradeceu a Deus por vê-los.
O estrago na família foi profundo. O filho mais velho, Caio, parou de sorrir. A professora relatou ao pai que tentava distraí-lo, mas ele mantinha um olhar fixo, ausente. Até hoje, quando escutam uma sirene de polícia, os meninos acham que vão buscar a mãe de novo. A luz de casa chegou a ser cortada. O marido, pintor, interrompia o trabalho para levar as crianças ao psicólogo. Sobreviveram com doações de cesta básica. Débora trabalhava dentro da prisão para pagar o advogado.
Hoje, em regime domiciliar, Débora não pode usar redes sociais, não pode ir aos cultos da sua igreja. Diz que não se sente uma cidadã brasileira.
Num país em que homicidas e estupradores recebem penas irrisórias, em que traficantes e outros ladrões são tratados como "vítimas da sociedade", e os maiores corruptos da República são descondenados, manter uma pessoa honesta, trabalhadora e temente a Deus em presídios fétidos por dois anos é o cúmulo da barbárie.
Espero que algum dia os responsáveis por essas atrocidades sejam devidamente punidos e afastados dos seus cargos. Enquanto esse dia não chega, temos que lutar pela liberdade de Débora e de todos os outros perseguidos políticos, e pelo fim do REGIME DE EXCEÇÃO em curso!
O acordão caracu está a todo vapor e qual será o preço?
Moraes recuando e Temer, aquele que indicou Moraes, declarando voto no Flávio é coincidência?
Kassio preparando a soltura do mito é coincidência?
Valdemar dizendo "a quem interessa pôr fogo no país" é coincidência?
O sistema se adapta de acordo com seus interesses. E ficará mais forte com as suas digitais nas urnas.