O primeiro-ministro anunciou um fundo soberano para investir em "empresas estratégicas". Traduzindo do político para o português: vão pegar no nosso dinheiro e apostá-lo em empresas escolhidas por quem não arrisca nada e não responde por nada.
Façamos uma pergunta simples. Das duas, uma. Ou as empresas são boas — e então não precisam do nosso dinheiro, porque o capital privado financia bons negócios sem que ninguém lho peça. Ou são más — e então o que vamos fazer é o que sempre fizemos: queimar os impostos dos portugueses a salvar os acionistas e os credores que se enganaram. Não há terceira hipótese honesta. A palavra "estratégica" existe, quase sempre, para disfarçar esta segunda.
E não é uma suspeita teórica. É o nosso currículo. Temos um Estado que nacionalizou metade da economia em 1975 e demorou décadas a limpar a fatura; que enterrou 3,2 mil milhões na TAP e meio milhar de milhões na Efacec; cujas empresas não financeiras perderam 1,3 mil milhões só no ano passado, com 35 delas em falência técnica.
Pior: é um erro que Portugal comete há quinhentos anos.
Vamos ver se percebi bem. Temos 90% de dívida pública para PIB e vamos pedir mais dinheiro emprestado para investir em empresas "estratégicas". Isto faz lembrar alguns investimentos da CGD nos tempos do Sócrates e empresas e projectos "estratégicos"...
@maxkarpis The national groups will have a tough time competing due to their legacy systems and cost structure, combined with lack of scale. Right now their main moat is the long-term relationship through the mortgage loans.
Portugal’s labour productivity per hour worked stands at just 67% of the EU average (2025 Eurostat data), despite longer working hours than most peers. The gap has persisted and even widened since 2000. Closing it is essential for higher wages and living standards. What concrete steps are needed? 🧵
@SgtTroyFr Not sure if I agree with that, many of the Portuguese emigrated to France, Germany, etc. work a lot. Some of the multinational plants in Portugal are also quite productive... it's something else
@JosDiogoHortaO1@dias_pint Eu não diria comunas mas na boa tradição do Estado Novo (imobilistas com tendências socialistas e conservadores com tendências nacionalistas)
@joaomiranda For an employer, Poland is usually easier to scale in; for an employee, Portugal often offers stronger structural protection once the person is inside the system.
@joaomiranda Poland is not a light-touch labour market, but it is more predictable on redundancy costs and generally has less sectoral bargaining interference.