Trabalhei com a Erika Hilton em 2024. Ela era a líder da bancada do PSOL na Câmara. Eu, assessor na área de economia. Em 2024, algumas das pautas mais importantes do país foram votadas, como a segunda fase da Reforma Tributária e o fim do abono salarial para quem ganha mais de 1,5 salário mínimo (gravíssimo, pois impacta diretamente justamente quem sofre na escala 6x1).
Durante toda a Reforma Tributária, por exemplo, nunca troquei uma palavra com a LÍDER da bancada sobre esses temas. Eu era o responsável pela pauta.
Ela nunca estudou uma nota técnica sobre esse tema, nem sequer queria saber do que se tratava, quais eram as polêmicas, quais eram as possibilidades. Nunca participou de absolutamente nada. Total descaso com suas responsabilidades como líder. Não fazia a mínima ideia do que estava acontecendo no Congresso sobre esse e tantos outros assuntos FUNDAMENTAIS PARA A CLASSE TRABALHADORA.
Na votação do fim do abono salarial para quem ganha mais de 1,5 salário mínimo (uma espécie de 14º salário para o trabalhador formal que está, em muitos casos, na escala 6x1), ela não fez ABSOLUTAMENTE NADA para reverter isso. É só olhar as redes sociais dela na época. É factual.
E ela não era uma parlamentar qualquer. Era a LÍDER. A representante do partido, da bancada e de toda a militância.
Eram outros parlamentares da bancada que assumiam responsabilidades que deveriam ser da líder. A construção de emendas e destaques, as reuniões e toda a articulação em torno dessas pautas ficavam a cargo de outros parlamentares. Eu nem tentava mais falar com ela. Era inacessível, uma verdadeira diva pop.
Duvidam do que eu falo? Peguem, então, a participação dela nas notas taquigráficas e nos vídeos dessas votações históricas e importantes. Está lá. É factual. Tudo registrado. Vamos ver se estou mentindo.
Ela é uma influencer de redes sociais brilhante e da mais alta importância, fundamental na luta contra a escala 6x1, mas é péssima como parlamentar.
E repito: ser parlamentar não é o mesmo que ser influencer. Ser uma boa parlamentar é duríssimo. Tem que se dedicar, trabalhar, estudar, se preparar. Fazer muita coisa nos bastidores que não dá like, não tem glamour, mas é fundamental para a luta institucional.
Podem me cancelar, mas certas coisas precisam ser ditas e debatidas.
Todo mundo sempre teve medo de debater isso publicamente. Medo do cancelamento. Eu me incluo. Mas já tô de saco cheio de ler tanta inverdade sobre a atuação parlamentar dela.
Digo isso como eleitor. É uma declaração pessoal, de minha inteira e exclusiva responsabilidade.
NÓS temos todo o direito de cobrar parlamentares e políticos.
A parcialidade do - então juiz - Moro foi reconhecida pela 2ª Turma do STF, pelo Plenário do Supremo e pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU, órgão formado por 18 especialistas independentes (apenas 2 votaram contra).
A camiseta do Deltan veicula um delírio pessoal, pois o MP não prende ninguém, mas sim pede para prender.
Depois que publiquei no X uma denúncia mostrando que a história da Morena, da novela Salve Jorge, na verdade foi inspirada em um caso ocorrido em Israel, e não na Turquia, alguns sionistas vieram às minhas mensagens privadas fazer uma afirmação que me chocou.
Disseram que a vítima de tráfico sexual deveria agradecer a Israel por ter sido "escolhida para servir ao povo escolhido de Deus". Em outras palavras, defenderam que uma vítima de exploração sexual deveria se sentir grata aos próprios captores.
É exatamente aqui que aparece o problema central do sionismo: a ideia de que judeus teriam um direito superior sobre os demais povos e, por isso, poderiam impor sua vontade a eles. Quando essa lógica é levada às últimas consequências, passa-se a tratar a vida, a liberdade e a dignidade dos não judeus como se valessem menos, legitimando abusos que jamais seriam aceitos contra judeus. Foi justamente essa lógica que alguns tentaram justificar ao afirmar que uma vítima de tráfico sexual deveria agradecer aos seus próprios exploradores.
Isso não representa o judaísmo como religião, nem o judaísmo humanista, que afirma a dignidade de todos os seres humanos. Infelizmente, há também cristãos que reproduzem essa visão de que judeus seriam superiores aos demais povos e, por isso, poderiam fazer o que quisessem contra eles, inclusive escravizá-los ou submetê-los à exploração. Essa ideia é moralmente inaceitável e não deve ser confundida com o judaísmo.
Nenhuma crença religiosa, identidade étnica ou nacionalidade pode servir de justificativa para escravidão, tráfico de pessoas ou qualquer outra forma de desumanização.
Como eu disse em 2022, é uma falsa polêmica da mídia burguesa a ideia de procurar uma "candidatura de centro". A candidatura de centro e "gestão democrática" do neoliberalismo já existe e é Lula.
Por isso não existe espaço para figuras como Eduardo Leite, Huck e afins.