Essa novela era o respiro do fim do dia pra mim e pro meu irmão. Minha mãe estava internada e nós dois, sem sono, colocávamos no globoplay para assistir até o sono chegar. Essa cena foi linda…
Há exatos 3 anos a Globo exibia em #VaiNaFé a morte de Dora (Claudia Ohana).
A sequência emocionante foi amplamente elogiada pela crítica especializada e destacou-se por abordar o câncer terminal e cuidados paliativos com leveza e dignidade.
A narrativa foi celebrada por mostrar o “rito de passagem” centrado no afeto e na aceitação da finitude. Ao invés de retratar a doença como punição, a autora Rosane Svartman focou em uma despedida humanizada, com Dora cercada pela família, organizando um bloco de carnaval como seu último desejo.
o câncer é uma doença muito ordinária e ardilosa pq ela vai minando a pessoa diagnosticada e todos em volta aos poucos de uma forma traiçoeira. é doloroso demais! só quem já vivenciou de perto tem a real dimensão
Tem uma frase que me atormenta desde 2021
"Toda uma geração de jovens que estudou, se formou e se preparou pra um Brasil que não existe mais"
Ser uma criança que cresceu em um país em ascensão e se tornou adulto em um país em decadência politica fez mal pra toda uma geração
José Trajano foi direto ao ponto no @CharlaPodcast: o grande problema dos comentaristas de hoje é que eles nunca pisaram na rua.
Saem da faculdade, entram num estúdio e já têm opinião formada sobre tudo.
Nunca foram a um treino. Nunca cobriram uma Série C. Nunca ouviram uma história no corredor do estádio. Nunca andaram no ônibus do time.
A escola antiga era diferente.
O repórter botava o pé na lama. Ia pra Copinha.
Ficava do lado de fora do campo conversando com quem estava lá.
E era exatamente nessa vivência que estavam as melhores pautas, os personagens mais ricos, as histórias que ninguém contava.
O pipoqueiro do lado de fora pode ser tio do artilheiro. O PM que ficou de costas pro Maracanã na Copa de 50 era o Zagalo.
Isso só aparece pra quem está presente, não pra quem assiste de longe e comenta de casa.
Quer falar de futebol inglês com propriedade? Vai pra Inglaterra. Passa 15 dias lá.
Vê jogo da segunda divisão, vai a treino aberto, entra num pub, sente o que a torcida sente.
Aí volta e fala.
O atalho do estúdio produz opinião vazia. A rua produz jornalismo de verdade.
📻 José Trajano no Charla.